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Saiba um pouco mais sobre a velejadora que faz muito sucesso sob as águas.
Camila Pagliuca veleja desde 1997 e começou a participar de campeonatos em 1999. Sua preferência é praticar o windsurf nas ondas. Recentemente participou da sexta edição do Ceará Wind, competição internacional que pela primeira vez incluiu a modalidade freestyle no evento. A atleta é patrocinada pela velaria havaiana Naish e pela American Airlines. Vamos conhecer um pouco desta velejadora e acompanhar como anda o windsurf no Ceará.
Início:
Como grande parte dos velejadores daqui do Ceará dei os primeiros passos no windsurf na Lagoa do Cauípe. Paraíso para iniciantes. Ali aprendi a planar, colocar os pés nas alças, engatar o trapézio e tentar os primeiros jibes. Até hoje lá ainda funciona a escola de wind do Bê que possui em média uns 20 a 35 alunos por mês freqüentando os cursos de wind.
Pena que a Lagoa seja tão mal tratada por seus usuários. Muito lixo e poluição sonora estragam bastante o lugar e o domingo as vezes chega a se tornar impraticável. Hoje os velejadores tem também que dividir a Lagoa com os kites que também se beneficiam dos “dotes naturais” do local.
Competições:
Nunca tive um espírito muito competitivo mas participar dos campeonatos fazem o seu velejo melhorar bastante. Não tem jeito, você acaba se cobrando muito mais. O bom é que treinar para os campeonatos é uma diversão, pois o que você precisa fazer é velejar e disso windsurfista gosta e muito.
Este ano fiquei muito feliz com os resultados dos campeonatos. O mais importante foi sem dúvida o Ceará Wind, não só por ser uma competição internacional com uma premiação em dinheiro legal mas por este ano a principal modalidade do evento ter sido o freestyle. E ainda por ter ocorrido em Jericoacoara, que é com certeza uma das melhores condições para windsurf do Brasil e do mundo. O evento teve alto nível tanto em termos de velejadores como de juizes. Esperamos bis para 2003.
O freestyle
O frestyle modificou bastante o que tradicionalmente se conhecia como windsurf de manobras. O freestyle se “libertou” das ondas e para o leigo que pensa num looping para frente como uma manobra arrojadíssima já pode começar a imaginar alguns para frente e até para trás sem a ajuda das ondas. Só vendo para acreditar, o que não é garantia que você vai entender o que está acontecendo pela primeira vez. As coisas se tornaram mais complexas e cada vez mais sofisticadas exigindo muita habilidade e talento. E como brasileiro é bicho danado está dominando a categoria mundialmente. Kauli Seadi, Ricardinho Campelo, Konan Lang e os cearenses da turma Brownzinho, Edivan e Merinho estão arrepiando.
Planos para 2003
Agora que as chuvas chegaram no Ceará e vamos ficar um pouco de molho até junho ou julho as malas já estão quase prontas e apontadas em direção a Maui no Hawaii. A turma do Ceará está completa: eu, Juliana e Ivana Farias, Browzinho, Biel e Marcílio. As meninas ficam três mêses e vai ser difícil segurar as duas quando voltarem. Browzinho vai pela segunda vez mas já deixou fama na ilha ano passado e Biel, que provavelmente é o mais “novo” back loop do mundo, conhece Maui este ano.
Quando agente voltar do Hawaii o velejo continua aqui no Ceará mesmo por que no Brasil não tem nada melhor que Pacheco , Paracuru e Jeri. E então chegam os campeonatos no final de ano e começa tudo de novo.
Fonte
Camila Pagliuca
Fonte:
Camila Pagliuca Cidade:
Fortaleza-CE Fotos: .:Não identificado:. Publicado: Flávia Regina Pollo DATA: 05/02/2003
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Camila à direita
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Olha a Camila aí...
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