Voltar Inema SISNEMA Informatica Sites Pessoais Busca Agenda Proxima Semana English Version
Menu INEMA
.
Evento
1093
.
Incluir na PP
 
   

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
Machu Picchu 2003 - André

Cinco motoqueiros e um sonho: encontrar a cidade perdida. Confira como André encarou esta aventura.

André Cé é um apaixonado por moto desde os 11 anos, quando seu pai comprou o primeiro veículo de duas rodas. No início ele se avenurava somente na garupa, mas rapidinho aprendeu a pilotar e começou a andar sozinho.

Quando conseguiu adquirir sua própria moto, começou a fazer trilhas junto com o pessoal de Encantado. Chegou até a fazer parte do Moto Clube da cidade, mas não vê sentido em voltar a integrá-lo.

André ficou sabendo da viagem pelo telefone, numa conversa informal com a esposa do Carlos. No exato momento que tomou conhecimento, disse que iria junto.

Depois de 10 anos sem andar de moto, André voltou a usá-la em função da viagem. A Yamaha XT 600cc, utilizada por ele, foi comprada em julho do ano passado. Ela serve mesmo é para passeio, no dia-a-dia André costuma ir a pé ao consultório, pois é cirurgião dentista.

A princípio o grupo seria de oito pessoas, acabaram indo só quatro. André levou bota, luvas, joelheira e caneleira para trilha. Além disso, usava luvas cirúrgicas sobre as outras para cortar o vento, cotoveleira e um bom capacete.

Durante o dia a temperatura ficava entre os 23º e 25º graus. Quando o sol se põe cai para 8º, 10º graus. "Na Argentina tu sente que está quente, mas na altitude da Bolívia e no Atacama não sentíamos calor quando estávamos andando, só parados. As noites são muito frias", comenta André.

O roteiro foi decidido em conjunto. O grupo se reuniu várias vezes, se achavam uma matéria sobre algum lugar interessante incluiam, se o acesso a determinado local era muito difícil procuravam outro.

As coisas foram se ajeitando aos poucos: primeiro foi definido o roteiro ainda que não tibessem um mapa da Bolívia. Ao chegarem em La Paz encontraram um motociclista que viajava com a esposa, ele os presenteou com o mapa rodoviário do país.

O presente não ajudou muito, pois há várias estradas que não existem no mapa, porque são leitos de rio. Além disso, na Bolívia ninguém dava informação e quando a davam era do tipo “fica umas 12 horas de caminhão”. Não existe sinalização, adivinhavam o caminho pelos rastros de outros viajantes. “Aqui passou mais carro, então deve ser por aqui”, lembra André.

O deserto do Atacama tem estradas asfaltadas e rajadas violentas de vento. André era o responsável pela filmagem. Várias vezes deixou a câmera de lado para ajudar os companheiros, o vento forte empurrava-os, algumas vezes chegaram a cair da moto, mas ainda bem que ninguém se machucou.

Mesmo sem filmar, tudo ficou registrado dentro de cada um. A diferença cultural merece destaque, há muita pobreza na Bolívia e no norte da Argentina. O Peru, por exemplo, mantém até hoje a ditatoriedade militar.

As índias passam o dia todo enroladas em panos, porque a noite geralmente esfria. Outra curiosidade é que as mulheres fazem as necessidades fisiológicas na rua. André sentiu um forte cheiro de urina em uma esquina, então percebeu que ali era o “banheiro” da cidade.

Com tanta pobreza, André tomava muito cuidado com o que comer e beber. Água: só Mineral! E, claro, muita sopa, pois é o que eles têm de melhor. A preferida foi uma sopa de frango com batata e milho que ele comeu em La Paz.

Machu Picchu com certeza foi eleito o lugar preferido de toda a viajem. Até porque era o objetivo, mas André ficou muito impressionado com o norte de Argentina também.

Para agüentar 25 dias em cima de uma moto, André que já faz musculação, contratou um personal training. O profissional fez um plano de exercícios objetivando fortalecer a musculatura das costas, que envolve a coluna. Foram sete meses de treinamento e uma viagem tranqüila, sem dores.

Às vezes passavam o dia todo rodando, de Cusco a Tacna foram 860 Km. Paravam a cada 200 Km para abastecer os veículos, beber água e lambiscar alguns biscoitos. O único incômodo físico era falta de ar, pois estavam a 3600 m de altitude. Não usaram os medicamentos que levaram porque não houve necessidade.

Formado há 14 anos, André nunca tirou mais do que 10 dias de férias. Para ir a Machu Picchu teve que se preparar e organizar. Para um profissional liberal ficar um mês afastado é complicado. Mas ele conversou com seus pacientes e ficou tudo bem.

Casado, pai de dois filhos, André pensava na família sempre à noite na cama. “Senti muita saudades, mas tem que saber administrar. Tentava não pensar muito”, conta André.

O melhor da viagem foi esquecer completamente a vida profissional por 25 dias. Além disso, foi uma aventura com um visual fantástico. “Quem passa por esse tipo de coisa aprende algo. O que sofremos na Bolívia trouxe um grande aprendizado. Aprendi a administrar as dificuldades”, salienta André.

No aprendizado ele percebeu como a parceria é importante. O Carlos é amigo de infância, o Delmar conhecia das trilhas e o Daniel conheceu durante as reuniões preparatórias. O companheirismo foi grande, não teve panelinha, houve um rodízio para dormir nos 16 hotéis que passaram. Às vezes dormiam todos no mesmo quarto, outras em duplas.

André deixa uma dica para quem quiser viajar “Planejamento e organização são fundamentais”.

A primeira coisa que fez ao chegar de volta foi beber chopp na ciclovia e telefonar para a esposa e os filhos, que estavam na praia. Durante a viagem não conseguiu tomar cerveja gelada em lugar nenhum. Nos lugares por onde passaram, o povo não tem esse hábito, tomam ela fresca ou a temperatura ambiente.

No dia seguinte ao seu retorno, pegou a estrada novamente. Foi visitar a família na praia.

Adivinha como?

De moto.

Fonte
André Cé
Equipe INEMA

Fonte: André Cé
Cidade: Lageado-RS-Brasil
Fotos: André Cé
Publicado: Flávia Regina Pollo
Date: 06/02/2003 <%insert_data_here%>

André

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
  Evento 1093 - Machu Picchu 2003 - moto

   Aqui os Albuns e Fotos



  Outras matérias relacionadas:

  03/01/03 - Machu Picchu 2003 - moto Fotos André Cé
  03/01/03 - Machu Picchu 2003 - moto Fotos Daniel A. Becker
  03/01/03 - Moto Machu Picchu 2003
  03/01/03 - Projeto Machu Picchu 2003
  03/01/03 - Machu Picchu 2003 - Integrantes
  03/01/03 - Passeios realizados - São Miguel
  03/01/03 - Machu Picchu 2003 - Estrutura
  03/01/03 - Machu Picdhu 2003 - Roteiro
  03/01/03 - Machu Picdhu 2003 - Diário de Bordo 30/12
  03/01/03 - Machu Picchu 2003 - Daniel Becker
  10/01/03 - Machu Picchu 2003 - Diário de Bordo 10/01
  10/01/03 - Machu Picchu 2003 - Diário de Bordo 11/01
  10/01/03 - Machu Picchu 2003 - Diário de Bordo 13/01
  10/01/03 - Machu Picchu 2003 - Diário de Bordo 14/01
  10/01/03 - Machu Picchu 2003 - Diário de Bordo 15/01
  10/01/03 - Machu Picchu 2003 - Diário de Bordo 16/01
  10/01/03 - Machu Picchu 2003 - Diário de Bordo 18/01
  10/01/03 - Machu Picchu 2003 - Diário de Bordo 19/01
  10/01/03 - Machu Picchu 2003 - Diário de Bordo 22/01
  10/01/03 - Machu Picchu 2003 - Diário de Bordo 23/01
  10/01/03 - Machu Picchu 2003 - Diário de Bordo 24/01
  10/01/03 - Machu Picchu 2003 - Diário de Bordo 26/01
  10/01/03 - Machu Picchu 2003 - Diário de Bordo 28/01
  10/01/03 - Machu Picchu 2003 - Diário de Bordo 4/01
  10/01/03 - Machu Picchu 2003 - Diário de Bordo 6/01
  10/01/03 - Machu Picchu 2003 - Diário de Bordo 8/01
  06/02/03 - Machu Picchu 2003 - André
  13/02/03 - Machu Picchu 2003 - Delmar

English Version: The specified statement did not generate any data
Envia Mensagem para a Fonte
Cria Matéria neste Evento
Cria Album neste Evento
  Aviso Legal
Rua Washington Luiz, 820 conj. 601
Porto Alegre/RS - BRASIL - CEP 90010-460
Telefone 55 (51) 3226-4111 - Ramal: 4000
Fax: 55 (51) 3226-1219
contatos@inema.com.br
SIP:4000@sisnema.com.br