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Conheça Delmar Kraemer e saiba como foi para ele a aventura ao Machu Picchu.
Gosta de moto desde pequeno. Aos 18 anos comprou sua primeira moto e não parou mais. Em 1994 participava de campeonatos de bike, em 96 começou a participar de enduros, em 2000 comprou a concessionária Yamaha, de alguma forma esteve sempre envolvido no assunto.
Encarou somente os enduros regionais, como o de Sta. Cruz, Mussun e Candelária. Sempre viu a moto como uma forma de laser, preferia participar a competir, chegava em oitavo, nono lugar geralmente.
Costuma fazer trilha em Lageado, na região de capitão, travesseiro e furquetinha. às vezes vai para outras localidades próximas. Em setembro quando escolheu a moto Yamaha XT 600cc como companheira de viagem, começou a fazer trilhas com ela, pois era necessário se acostumar com o peso do veículo e da bagagem que carregaria.
Em 1984 Delmar viajou junto com um amigo de moto, percorreram a fronteira do Rio Grande Sul, as Ruínas de São Miguel, foram até quase o Paraná e desceram pela costa de Sta. Catarina e o litoral gaúcho.
O nordeste brasileiro, América do Norte e Europa ele conheceu viajando de carro e de avião. Em 99 foi ao Chile com um jepp willy.
Delmar ficou sabendo da viagem ao Machu Picchu pelo Carlos. Ele estava sempre namorando uma XT na concessionária, quando decidiu comprá-la, comentou com o Delmar porque queria a moto.
Carlos queria fazer uma viagem ao Machu Picchu, porém lhe faltava à companhia. Foi aí que Delmar se ofereceu para ir junto, mas antes teria que conversar com a esposa e as duas filhas.
Recebeu todo o apoio da família, inclusive lhe davam presentinhos de coisas que são necessárias nesse tipo de viagem e ele ainda não tinha.
O percurso escolhido pelo grupo era justamente onde passa pouquíssimas pessoas e veículos, a dificuldade era muito grande. Apesar disso, eles queriam um pouco mais de aventura, mas não imaginavam enfrentar tantas.
Delmar já conhecia o norte da Argentina e o Chile, até Santiago, Bolívia e o Peru eram novidade, ficou impressionado com a pobreza. Depois do que passou aprendeu a valorizar muito mais o Rio Grande do Sul. “Moramos no paraíso”, ressalta Delmar.
O deserto do Atacama foi a parte mais fácil da viagem, todo o caminho é asfaltado. Como estava em movimento não sentiu tanto o calor de 45º graus, pois era amenizada pelo vento, à noite a temperatura caia a 0º graus, mas não sentiu frio.
Na Bolívia aconteceu um fato interessante, ao chegarem em um local para dormir, perguntaram ao dono do estabelecimento onde era o banheiro, pois gostariam de tomar banho. O homem começou a rir, achou engraçado o pedido dos forasteiros.
Apesar de ter feito musculação, alongamento e um treino específico para aumentar a resistência da musculatura das costas, ficou cansado nos três primeiros dias. Então os companheiros resolveram diminuir um pouco as distancias percorrida.
Bem descansado Delmar não precisou de quase nenhum medicamento, só o antialérgico, por causa da poeira e chá de cóca, por causa da altitude que causava um pouco de enjôo. O gosto do chá é semelhante ao de boldo, enjoativo segundo o Delmar.
Em Cusco encontraram um brasileiro que é professor e mora lá há 3 anos, ele os levou para comer um prato típico, esse o Delmar não consegui esquecer. “Pimentão recheado, espetinho de alpaca, parente da lhama, e para beber uma sangria”, saliva Delmar.
A noite costumava comer sopas e consomes, pois são mais leves. Ele não abre mão da culinária gaúcha, apesar de ter adorado o pimentão e a carne de alpaca, considerou a refeição como a exceção da regra.
A grande expectativa era pelo Macho Picchu, embora houvesse muita cerração e chuva ele ficou impressionado com o que viu. “Como conseguiram fazer aquilo? As pedras são perfeitas, fiquei babando”, lembra Delmar.
O balanço da viagem foi mais que positivo, a união do grupo fantástica, pois superavam as dificuldades, o cansaço e o estresse através de conversas, um acalmava o outro. “Quando se está motivado, supera-se todos os obstáculos”, ensina Delmar.
A primeira coisa que faz ao retornar foi beber um copo de chopp, o pessoal da concessionária organizou uma recepção. Ele ficou com os amigos apenas 40 minutos, depois foi correndo para casa abraçar as filhas e a esposa.
Fonte
Delmar Kraemer
Equipe INEMA
Fonte:
Delmar Kraemer Cidade:
Machu Picchu-EX-Peru Fotos: Daniel A. Becker Publicado: Patrícia Mallmann Garcia Date: 13/02/2003
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Delmar
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Um brinde...
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