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Neste fim de semana, 15 e 16 de fevereiro, a Troller Veículos Especiais SA realiza mais um passeio para seus clientes.
O destino é Ilha Comprida, a 200 quilômetros de São Paulo, uma reserva de Mata Atlântica no extremo sul do litoral paulista - apreciada também por suas dunas, manguezais, aves raras e sítios arqueológicos - que se destaca no cenário do turismo ecológico por ser uma das poucas ainda livres da poluição.
Como no primeiro passeio deste ano, em Angra dos Reis, de 23 a 26 de janeiro, além de oferecer aos seus clientes a oportunidade de viajar em grupo, o programa organizado pela Troller contempla também uma competição. Em Angra, o primeiro dia teve visita a uma cachoeira, com um rio para atravessar no caminho.
No segundo dia, o desafio foi percorrer trilhas dentro de uma fazenda de bananas, localizando placas com números e cores diferentes. O que, dado o espírito off road do passeio, ficou particularmente prazeiroso porque foi feito após uma chuva ininterrupta de mais de 12 horas, que transformou a lama preta à beira-rio em um verdadeiro sabão.
Para ganhar, além de acertar mais vezes, as duplas formadas pelos Trollers e seus ocupantes tinham que patinar menos que as outras. Para Ilha Comprida, Petter Saes - monitor dos passeios que levanta as trilhas a serem percorridas e comanda o comboio de Trollers a partir de São Paulo - organizou o que chama de competição familiar. "É uma espécie de caça ao tesouro, para envolver todos, adultos, crianças e adolescentes. Ganhará quem cumprir as regras da prova e patinar menos", ele explica.
Com esses passeios, realizados desde o início de 2002, a Troller vem construindo uma comunidade de clientes que acabam se tornando amigos e alterando sua rotina social e de lazer, e mantém intensa troca de informações com os usuários de seus produtos, considerando sugestões de melhoria de detalhes do Troller que beneficiam a todos. Acaba funcionando como um serviço de ouvidoria prática. A viagem para Ilha Comprida é o 13o passeio realizado pela Troller em São Paulo.
"Fazemos essas viagens para dar oportunidade aos clientes de experimentar seus carros em condições diferentes do dia a dia. Além disso, eles acabam conhecendo outros proprietários de Troller e suas famílias, fazendo novas amizades e formando uma comunidade. Nós propiciamos esse movimento natural", explica Jaqueline Araripe, coordenadora dos passeios da montadora.
Concessionárias da Troller têm desenvolvido trabalho semelhante, como, por exemplo, a Trilha BH, que realiza passeios noturnos, nos arredores de Belo Horizonte, às quartas-feiras; a Trilha MG, de Pouso Alegre, que recentemente levou trolleiros à Serra da Mantiqueira; a Trilha VIP, de Ribeirão Preto, que foi com um grupo a Bonito, uma das entradas do Pantanal, no Mato Grosso do Sul; a Trilha 23, de São Paulo, que já esteve com sua turma em Atibaia e na Serra do Japi; a Trilha Fort, que promove passeio e churrasco no primeiro sábado de cada mês, em Fortaleza; e a Trilha Rio, concessionária carioca que estará inaugurando sua agenda de passeios em março, com visita a Lumiar ou a Visconde de Mauá, no interior fluminense.
Os vencedores do Troféu Banana em Angra dos Reis
Sem nome definido, a prova do passeio de Angra dos Reis fatalmente caiu na graça do bom humor que caracteriza o universo off road, em que ninguém escapa de um apelido, e acabou chamada de Troféu Banana, já que foi realizada em um bananal e porque no luau à beira-mar em que foi realizada a premiação, bananas, produto da região, eram a base da mesa de frutas. Informal, a competição premiou não só piloto e navegador, mas todos os ocupantes de cada Troller, organizados em duplas de carros.
Os vencedores foram o casal formado pelo piloto Carlos Tácito Filho e a navegadora Michelle Auricchio e o trio composto por Paulo Reis, Iran Vicente de Paula e Renato Machado Trovão.
Em segundo lugar ficaram a dupla feminina formada por Rita de Cássia dos Santos e Magali Sandra de Carvalho e o trio composto por Osnir Luccatts, a filha Camila e seu namorado, Kenneth Kadow.
E os terceiros colocados foram Antonio Battistella e seu filho Jean e o quarteto composto por Júlio César Ribeiro Santos, a esposa Elaine de Oliveira Santos e os filhos Renato e Luis Otávio.
A diferença que o Troller faz
Quase todas as histórias dos trolleiros - como eles próprios se chamam, espontaneamente - habitués dos passeios da montadora e das concessionárias têm um denominador comum: mudança na vida social e nas atividades de lazer da família.
"O Troller iguala todos nós socialmente nos passeios, que são muito sadios. Permitem uma quebra na rotina, com a reunião de gente jovem e pessoas mais velhas para fazer trilhas e agora também as provas. Há muita troca de informação e eu me divirto muito", conta o empresário Paulo Teófilo Soares dos Reis, um dos vencedores da competição em Angra.
Ele comprou um Troller em 2001 por gosto da esposa, a psicóloga Elizabeth Bianchi, mas ao usá-lo na cidade como carro opcional nos rodízios do trânsito paulistano, apaixonou-se. E acabou praticamente se apoderando dele para uso urbano. Simultaneamente, fez coisas como ver a chegada do Rally dos Sertões em Fortaleza em 2001, foi de São Paulo à Bahia e voltou quatro vezes, conhecendo em detalhes grande parte do litoral dessa faixa, e não perde um passeio.
Mesmo que às vezes sozinho. Em Angra, por exemplo, Paulão, como é conhecido, teve como navegador Iran Vicente de Paula, pai de José Eduardo Macchado, o Duda, um cliente Troller de Campinas, e como Zequinha (nome que define quem vai no banco traseiro em provas off-road) o primo dele, Renato Machado Trovão.
A família do empresário Osnir Luccats também passou por mudanças. "Meu pai e meu irmão, Vítor, não sabem mais fazer nenhum passeio que não tenha jipe e trilha no meio", revela a filha Camila, que em Angra estreou nas viagens dos trolleiros, e ficou na segunda posição da prova com o namorado Kenneth e Osnir.
Com Duda, de Campinas, não foi diferente. "Começamos a ir para todos os passeios, sempre com os pais do meu marido. Desta vez trouxemos também minha sogra, Maria Conceição, minha cunhada, Sílvia Regina, e as sobrinhas dela e do Duda, Ana Beatriz e Ana Júlia, de sete anos, além de um primo, o Renato.
Esses passeios melhoraram muito nosso bem estar, por causa do lazer e da adrenalina que a gente libera nas trilhas" conta Josiane Bassani de Paula, esposa e navegadora de Duda. "E contagiou a família toda. Agora meu pai - Iran, navegador de Paulo Reis no Troféu Banana - também está pensando em ter um Troller", acrescenta Sílvia Regina.
A paixão pelo Troller é outro ponto em comum entre seus usuários. CarlosTácito Filho, o Carlinhos, por exemplo, viu um Troller na rua e não resistiu.
Antes dele, só teve veículos 4x4. Bem informado sobre o desempenho da Troller em rallyes, fez um test-drive e comprou seu jipe há um ano e meio. "Uso na cidade e não tem buraco na rua e chuva que me atrapalhe. Nos fins de semana vou para a trilha. Na segunda-feira, lavou, tá novo, e começa tudo outra vez", diz ele.
Carlinhos fez da namorada Michelle Auricchio sua navegadora e começou a freqüentar os passeios da Troller. Com o trio formado por Paulo Soares, Iran e Renato, eles faturaram o primeiro lugar do Troféu Banana em Angra dos Reis. "Nosso namoro ficou ainda mais fortalecido, saímos da rotina barzinho e danceteria, fizemos novas amizades e estamos descobrindo um novo mundo com as viagens que nos proporcionam fazer. Jamais havia imaginado ir a um lugar tão bonito como a Serra da Canastra, por exemplo", ele conta.
Paixão foi o que Gustavo Arudin Cavalcanti de Albuquerque, 19 anos, também sentiu quando voltou de uma viagem de férias e encontrou um Troller na garagem da sua casa, no começo de 2001. "Meu pai viu na rua, gostou e comprou", conta. Ele jamais havia feito uma trilha, e quando experimentou, adorou. Resultado: virou piloto de rally.
Em dupla com o navegador Petter Saes, o monitor dos passeios da Troller, disputou o Rally dos Sertões e o Rally do Café no ano passado, além de provas menores. Junto com outros dois Trollers, das duplas formadas por Francisco Humberto Galluci e o filho Humberto, e por Luiz Fernando Miranda e Marcelo Chummer, ele formou a equipe Lamação, que divide os custos do apoio mecânico nas competições. Nos passeios, Gustavo está sempre acompanhado da namorada, Surian Pongeluppi, e de amigos ou das irmãs Patrícia e Marina.
Para Rita de Cássia Santos, o significado é duplo. Ele conheceu o Troller e os passeios quando seu marido, Rubens Victor, comprou um, em 2000. Alternavam-se na direção, mas ele pilotava mais tempo.
Viúva há sete meses, Rita assumiu o volante, recuperou a companhia de Magali Sandra de Carvalho, uma amiga de infância e, juntas continuaram a participar dos passeios. Em Angra, formaram a dupla que ficou com o segundo lugar do Troféu Banana, ao lado de Osnir e sua turma.
"As amizades que fiz e os passeios atenuaram muito a amargura dessa fase difícil. Extravaso nas trilhas e volto sempre mais leve. Nesse de Angra, então, ganhar o segundo lugar, sendo que só havia duas mulheres pilotos entre 14 homens, foi o máximo, a glória! Adorei", encerra a paulista, no tom alegre que caracteriza os passeios da Troller.
Sob comando da coordenadora Jaqueline Araripe, o staff da Troller que organiza os passeios é formado pelo monitor Petter Saes e pela supervisora Anelise Pinheiro, com Edson Dias no apoio mecânico que, em Angra dos Reis, contou também com Cauê Reis e Vítor Lucatts, o filho de Osnir, que possui seu próprio Troller.
Fonte:
Estela Craveiro
Fone: (11) 6693.7375
E-mail: estelacraveiro@uol.com.br
Fonte:
Estela Craveiro Jornalismo e Sites Cidade:
São Paulo-SP Fotos: Jaqueline Machado Publicado: Patrícia Mallmann Garcia DATA: 14/02/2003
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