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De 21 a 23 de fevereiro de 2003 aconteceu o XV Enduro dos Vinhedos, com largada em Nova Petrópolis (RS). Uma das equipes de apoio era formada por três médicos apaixonados por motociclismo.
José Henrique Spinelli já rodou muita estrada como motociclista, hobby pelo qual é apaixonado. Quando chegou o momento de decidir que curso ingressará na Universidade, ele resolveu investir na medicina, se especializando em traumatologia.
Duas atividades. Dois amores. A profissão, contudo, não atrapalhava o prazer de andar de moto, fazendo com que Spinelli separasse os finais de semana para continuar a fazer trilhas com os amigos.
Em busca de adrenalina, participava também de enduros, acelerando com as motos e sentindo o frio na barriga que a corrida o propiciava.
Aos poucos, porém, a profissão e o lazer foram se mesclando, fazendo com que Spinelli fosse aos eventos com o intuito de atuar como médico e não como piloto.
Assim, o convite para prestar atendimento traumatológico aos pilotos surgiu e Spinelli não o descartou. Já participou de três enduros dos Vinhedos, prestando o atendimento necessário.
Como não há ambulância (pois o terreno é muito estreito), Spinelli e mais dois médicos, Evandro Parizotto e Rúbens Guelfi acompanharam todo o percurso dos Vinhedos de moto, devidamente uniformizados, para saciar qualquer emergência.
Todos carregavam em suas mochilas material para os primeiros socorros, como medicamentos para mobilização, para a dor, soro fisiológico, dentre outros. “Para que o piloto possa ser removido com um pouco mais de segurança”, explica Spinelli.
Spinelli garante, porém, que, neste tipo de esporte, não há, como é de se imaginar, muitos acidentes. “Se compararmos com o Enduro F.I.M, quase não há acidentes”, afirma.
Ele diz que as quedas são leves e os equipamentos que hoje os pilotos utilizam são tão eficientes que não chegam a machucá-los muito.
Neste ano, por exemplo, Spinelli somente prestou socorro a um atleta que recebeu uma pedrada no rosto, pois ela se deslocou da terra, um outro se cortou, outro rompeu os ligamentos do joelho e houve uma contusão na coluna vertical.
Ou seja: “Nada demais. Ano passado sim que teve até uma fratura exposta”, recorda Spinelli.
Para conseguir se comunicar com os outros médicos, Spinelli utiliza o aparelho celular. “Tentamos usar aqueles radinhos, mas eles têm uma área de alcance muito pequena”, comenta.
Quem acha que estes médicos tiveram dificuldade em acompanhar os pilotos, pois estes correm demais, está muito enganado. “A gente os acompanha normalmente, não há dificuldade alguma, pois já temos experiência em enduros”, afirma, entre largos sorrisos.
Mesmo se tiverem que usar esforço físico, não se importam: todos têm muito mais que um talento para a medicina, possuem talento para dominar as motos.
“Para ser sincero, estávamos lá mais pelo prazer de andar de moto do que de trabalhar”, brinca Spinelli, que, provavelmente, marcará presença no próximo enduro.
O que não pode é deixar morrer o amor pela moto, afinal, depois que os motociclistas são contaminados pelo prazer deste esporte, não há como se livrar dele!
Quem quiser adquirir a fita de todo o XV Enduro dos Vinhedos, entre em contato com Sombrafilms, através dos telefones: (51)652-20-61 ou (51) 9984- 5079.
Fonte:
José Henrique Spinelli
Equipe INEMA
Fonte:
José Henrique Spinelli Cidade:
Nova Petrópolis-RS-Brasil Fotos: Nei Eugenio Maldaner Publicado: Ayumi Miyazaki Date: 15/01/2003
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