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De 21 a 23 de fevereiro de 2003 aconteceu o XV Enduro dos Vinhedos, com largada em Nova Petrópolis (RS). Veja qual é o trabalho desenvolvido pelo diretor de prova.
Realizar um Enduro de Regularidade como o dos Vinhedos, não é tarefa fácil. A equipe organizadora, que abrange 80 pessoas, começou a se reunir em abril de 2002 para realizar o deste ano. Ou seja, foram mais de oito meses de trabalho assíduo para o bom andamento do evento.
A primeira e grande tarefa a ser executada era o planejamento de todo o percurso. Saber quais lugares os motociclistas poderão passar, ter permissão para tanto (já que muitos lugares são de propriedade privada) e organizar um roteiro acessível, foram as barreiras inicias que esta equipe teve que enfrentar. Foram ajudados, também, pela Prefeitura de Nova Petrópolis e Caxias, que os apoiou quando necessário.
Tiveram, então, que decidir todo o trajeto, desde o local de largada, até o de chegada, incluindo as planilhas a serem entregues aos pilotos. “Nós fomos a região quatro vezes. Na primeira apenas conferimos a região; na segunda vez fizemos o mapa; na terceira, conferimos se não há erro no mapa para fazerem o original e na quarta vez fomos até o local para conferir se o original estava realmente correto”, conta César de lazer, diretor de prova.
Em cada PC, que são os postos de controle, havia duas pessoas que ficavam, cada uma com sua máquina, anotando o tempo que cada piloto passou pelo local, já que todos os pilotos devem passar por aquele determinado lugar. Há a necessidade de duas pessoas pois, caso alguma máquina falhe e não anote alguém, eles têm a segurança de que a outra não deixe escapar.
Se algum piloto se achar injustiçado com o resultado de uma competição, tem o direito de reclamar ao diretor de prova, que é o responsável por analisar a reclamação e apurar uma resposta.
Se alguém desrespeitar alguma regra da competição, cabe também ao diretor de prova advertir ou até punir com a desclassificação do piloto.
Se a trilha que já haviam pré-determinado tiver que ser modificada ou desviada devido a algum imprevisto, eles devem fazer as transformações necessárias antes de começar a prova e sinalizar aos competidores.
“Como somos uma equipe, todos nós nos ajudamos. Cada pessoa tem sua própria função, mas ninguém toma uma decisão sozinho, sempre ouve a opinião dos outros”, explica César de Lazer.
Todo o empenho valeu a pena, pois a prova recebeu muitos elogios dos pilotos. Júnior Schlickmann, por exemplo, adorou o enduro, apesar de ter achado bem difícil. “Foi preciso bastante técnica, força, experiência e sorte”, explica Júnior.
Guilherme Marchetti, piloto da categoria master, que foi campeão no ano passado, dá os parabéns para o pessoal da organização. "Considero os Vinhedos a prova mais bem organizada, um exemplo para todo o país", exalta.
César participa da parte organizacional dos enduros desde o primeiro dele, em 1988, mas é apaixonado pelo motociclismo há muito mais tempo, pois sempre foi envolvido com este esporte.
César de Lazer, Alexandre Baumgaertner, Rui Nunes,Gerson Gebhard, e Marcelo Guazzelli são alguns exemplos das muitas outras pessoas que estiveram presentes desde abril do ano passado para fazer um Enduro inesquecível, tanto aos pilotos, quanto ao público.
São pessoas normais, como eu e você, que reservam dentro de si apenas um diferencial: o amor pelo motociclismo. É por causa deste amor que eles são capazes de arranjar tempo, mesmo tendo que trabalhar e, muitas vezes, até sustentar uma família inteira, para se dedicar aos eventos. Muitos deles deixam o tempo livre nos finais de semana, quando poderiam descansar, para estarem presentes nas competições, mesmo sem ganhar nada em troca.
Quer dizer, “nada” em forma de dinheiro, pois a satisfação de estar fazendo algo que são apaixonados, recompensa qualquer sacrifício. E não tem preço.
Fonte:
César de Lazer
Equipe INEMA
Fonte:
César de Lazer Cidade:
Nova Petrópolis-RS-Brasil Fotos: Nei Eugenio Maldaner Publicado: Ayumi Miyazaki Date: 15/01/2003
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Cezar
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Rui Nunes
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Alexandre Baumgaertner
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