|
Conversamos com Adair, o patrão do piquete Galpão do Boqueirão. Leia a matéria e fique por dentro de tudo que rolou neste papo gauchesco.
Apesar de ter nascido em Santa Catarina, a cultura gaúcha sempre correu nas veias deste tradicionalista. “Sempre gostei da invernada do Rio Grande do Sul, confessa Adair.
Desde a infância, este “gaúcho de coração” queria ter um cavalo. Aos doze anos, ainda vivendo em Santa Catarina, começou sua caminhada no tradicionalismo. Junto de três amigos, Adair saía para cavalgar. Depois da galopeada, guardavam os cavalos numa hotelaria.
Mais tarde, Adair foi para o Paraná (SC) onde conheceu o capitão Leônidas Marques, que o levou para participar de CTG’s. Daí em diante não quis mais largar a vida de gaudério.
“Quero estar sempre neste movimento, o que importa é a tradição”, ressaltou à nossa equipe.
Aos dezoito anos, o “gaúcho emprestado” veio para o Rio Grande do Sul, dando continuidade a sua trajetória tradicionalista.
“Em todo Brasil, não há tradicionalismo mais bonito que o do RS”, enaltece o
cavaleiro.
A idéia de fazer um piquete surgiu quando ainda cavalgava com seus amigos em Santa Catarina: desejaram um lugar onde pudessem guardar e cuidar dos seus cavalos, juntar os amigos, a família.
Daí então, o gaudério, juntamente com seus dois amigos de cavalgada – Leonel e Fleuri Rodrigues Fernandes - fundou o piquete Galpão do Boqueirão.
Antigamente, a organização do piquete era feita por uma só pessoa. Hoje em dia, o Galpão do Boqueirão tem uma patronagem que se encarrega da organização.
Esta patronagem é composta por diversos cargos, dentre eles encontramos: o patrão Adair, o vice – patrão Leonel Cogo, a 1ª secretária Madalena Amaral, a 2ª secretária Elaine Maria Pires, o 1° tesoureiro Alôncio Pires, o 2° tesoureiro Osvaldo Cemim.
O piquete é filiado ao MTG – Movimento Tradicionalista Gaúcho. Hoje vinte e cinco pessoas já estão filiadas ao Galpão do Boqueirão. Muitos CTG’s, piquetes de outras localidades e pessoas de fora do movimento tradicionalista, visitam este Galpão.
O piquete Galpão do Boqueirão pertence a 12ª Região, a qual abrange Canoas, Esteio, Sapucaia, São Leopoldo e Nova Santa Rita.
Todos os anos, o grupo participa do Baile da Região, isto é, da escolha das prendas e peões regionais. Ele concorre com os CTG’s dos municípios. Neste ano, o piquete conseguiu tirar o 2° lugar na categoria Chinoca, 2° lugar na categoria prenda mirim, 2° lugar na categoria Piá e 1° lugar na categoria Guri.
A comunidade inteira da região pode participar do piquete. Toda quarta-feira a noite tem uma janta para entrosar, unir o pessoal associado e o que está afim de participar.
O piquete, em parceria com a Escola Municipal Santo Inácio, está desenvolvendo o projeto “Escola e galpão cultuando a tradição”.
Na quinta – feira, das oito e meia da manhã até a uma da tarde, os alunos de 1ª a 4ª série são levados para o piquete. “Lá falamos sobre os tipos de árvores, os tipos de solos, das pelagens de cavalo, falamos sobre a alimentação dos cavalos, como se portar diante deste animal, como encilhá-lo. Além disso, a minha esposa ensina como fazer uma ‘Maria Rita’ e, ainda, mostramos brinquedos folclóricos a eles”, comenta o patrão.
No final de semana o grupo visita outras entidades gauchescas e participa de eventos gauchescos. O lema do piquete é: De galpão em galpão cultuando a tradição.
O piquete Galpão do Boqueirão ganhou este nome porque está localizado na estrada do Boqueirão n° 514 – Parque Primavera (Esteio). É o único piquete de Esteio que está desenvolvendo atividades.
Este grupo de Gaudérios já organizou diversos eventos. Por exemplo, a cavalgada das mulheres em 24 de maio: saíram de esteio, passaram por Sapucaia chegando a São Leopoldo. Lá fizeram palestras, prova de rédea e entrega de troféus. Os homens deram apoio.
Além disso, há 4 anos, o piquete ajuda a organizar a semana farroupilha de esteio: são responsáveis pela busca da chama e pelo desfile do dia 20 de setembro. No ano passado, foram até Santa Maria para buscar a chama. A viagem durou quinze dias.
Este ano vão buscar a chama em Camaquã (RS). O grupo também vai fazer uma visita ao piquete Cavalo Tostado, em Porto Alegre. E ainda, vai participar da Cavalgada do Mar que vai das Dunas até Torres(RS). Segundo os cavaleiros, vão ser oito dias de cavalgada.
“Para o nosso tradicionalismo continuar neste ritmo, todos os movimentos gauchescos tem que dar as mãos uns aos outros”, ressalta o patrão.
Fonte
Adair Machado de Souza
Equipe INEMA
Fonte:
Adair Machado de Souza Cidade:
Esteio-RS-Brasil Fotos: Nei Eugenio Maldaner Publicado: Karine Correa Alves Date: 15/06/2003
<%insert_data_here%>
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
|