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Expointer 2003 - Cavalo Crioulo

De 30 de agosto a 7 de setembro de 2003 acontece a Expointer 2003 em Esteio (RS). Saiba a origem do cavalo Crioulo e confira as fotos registradas no evento deste ano.


Sem dúvida, o Crioulo é descendente direto do cavalo trazido à America, pelos conquistadores. O mais dificil de demonstrar é a composição étnica da população equina da Espanha nessa época, quais eram os tipos de cavalos que predominavam e quais, por razões de distribuição geográfica, poderiam ser os que vieram à América e deram origem à Raça Crioula.

Prado – 1941-, fez um estudo das "ascendências" etnográficas do cavalo chileno de 1541. Segundo o autor, os tipos primitivos de cavalos que tiveram marcada influência na conformação do Crioulo, são: o cavalo Celta e o Saloutre, cuja combinação originou a antiga "Jaca espanhola" - cavalo de alçada inferior a 1,47 metros - , o Bérbere ou raça Africana, o Asiático ou Árabe e o Germânico ou nórdico.

Estes tipos de cavalos podem dar uma idéia aproximada, segundo Prado, do que foi o cavalo espanhol daquela época. O professor Ruy D'Andrade, em seus trabalhos - 1935, 1939 e 1941- especialmente nestes três, estuda os elementos básicos da população eqüina da península Ibérica. Eles representam um valioso aporte para o estudo dos antepassados dos Crioulos, confirmando a origem européia dos mesmos, ainda que, marcadamente influídos pelo tipo bérbere ou africano, mas alheios, quase por completo, da influência do asiático ou árabe.

Da união desses tipos "garrano" e "líbico" - cavalo andaluz de perfil convexo ou subconvexo -, o autor supõe que se deriva o tipo andaluz de perfil reto, e que os primeiros resultam, mais que suficientes, para justificar no Crioulo, ambos os tipos de perfil, chamados "asiáticos" e "africanos", respectivamente, e que o autor chama de "tipo garrano ou celta" e de "tipo andaluz ou líbico".

Admite, igual a Dr. Cabrera, uma influência preponderante de bérbere na formação do cavalo espanhol, mas sem atribuir-lhe, na realidade, o caráter de verdadeiro cruzamento, já que por uma hipótese, o autor lusitano supõe que “o cavalo andaluz não é nenhum parente próximo do árabe, nem descendente do bérbere, nem germânico, e sim, uma raça natural e local, transformada pela domesticação e por diversos cruzamentos sucessivos, efetuados até os tempos atuais”.

A estes grupos pertencem, variedades, os cavalos bérberes e germânicos". A infusão de sangue bérbere, no tipo antigo andaluz, viria a ser assim, um só refresco de sangue e não um cruzamento. Eliminando o árabe como fator importante na formação das raízes da raça, só duas origens étnicas importantes tendem a equilibrar sua ação nela: o "africano" representado pelo cavalo bérbere primitivo e o "europeu", produto da fusão dos tipos celtas, do Soloutre e germânicos.

Entre as características comuns herdadas de seus antepassados, destacam-se: a alçada mediana que dificilmente chega ou supera 1,50 metros, sua cabeça curta, triangular, de perfil reto ou subconvexo, as orelhas curtas bem separadas e amplas em sua base e pouco perfiladas, o pescoço erguido, a garupa pouco inclinada e o temperamento ativo, herança do bérbere, se unem a abundância de crinas e cola, o aspecto "baixo e forte" e o caráter tranqüilo de seus antepassados europeus.

Padrão da raça

1. Cabeça
· Perfil: Sub-Convexo; Retilíneo; Sub-Côncavo
· Comprimento: Curta
· Ganacha: Delineada; Forte e moderadamente afastada
· Largura:
Fronte – larga e bem desenvolvida
Chanfro – Largo e curto
· Orelhas: Afastadas; Curtas; Bem inseridas; Com mobilidade
· Olhos: Proeminência; Vivacidade
2. Pescoço
· Inserções:
Cabeça – Limpa e resistente;
Tórax – Rigorosamente apoiada no peito
· Bordo Superior: Sub-Convexo; Crinas grossas e abundantes
· Bordo Inferior: Retilíneo
· Largura: Amplo; Forte; Musculoso
· Comprimento: Mediano
3. Linha Superior
· Cernelha: Destaque moderado; Musculosa
· Dorso: Mediano; Musculoso; Bem unido a cernelha e ao lombo
· Lombo: Musculoso; Unindo suavemente o dorso e a garupa
· Garupa: Moderadamente larga e comprida; Levemente inclinada proporcionando boa descida muscular para os posteriores
· Cola: Com a inserção dando uma perfeita continuidade à linha superior da garupa. Sabugo curto e grosso, com crinas grossas e abundantes.
4. Torax, Ventre e Flanco
· Peito: Amplo; Largo; Profundo; Encontros bem separados e musculosos
· Paletas: Inclinação mediana; Comprimento mediano; Musculosas, caracterizando encontros bem separados
· Costelas: Arqueadas e profundas
· Ventre: Sub –Convexo, com razoável volume; Perfeitamente unido ao tórax e flanco
· Flanco: Curto; Cheio; Unindo harmonicamente o ventre ao posterior

5. Membros Anteriores e Posteriores
· Braços e cotovelos: Musculosos; Braços inclinados; Com cotovelos afastados do tórax
· Antebraços: Musculosos; Aprumados; Afinando-se até o joelho
· Joelhos: Fortes, nítidos, no eixo
· Canelas: Curtas, com tendões fortes e definidos; Aprumadas
· Boletos: Secos, arredondados, fortes e nítidos; Machinhos na parte posterior
· Quartelas: De comprimento médio; Fortes, espessas, nítidas e medianamente inclinadas
· Cascos: De volume proporcional ao corpo, duros, densos, sólidos, aprumados e medianamente inclinados. De preferência, pretos
· Quartos: Musculosos, com nádegas profundas. Pernas moderadamente amplas e, musculosas interna e externamente
· Garrões: Amplos, fortes, secos. Paralelos ao plano mediano do corpo, com ângulo anterior medianamente aberto
2.1. Medidas (metros)

Machos
Alçada – Mínima: 1,40; Máxima: 1,50
Tórax (Perimetro Min. *): 1,68
Canela (Perímetro Min. *): 0,18

Fêmeas
Alçada – Mínima: 1,38; Máxima: 1,50
Tórax (Perimetro Min. *): 1,70
Canela (Perímetro Min. *): 0,175

Castrados
Alçada – Mínima: 1,38; Máxima: 1,50
Tórax (Perimetro Min. *): 1,68
Canela (Perímetro Min. *): 0,18

* Não existe máximo estabelecido
Fonte
www.abccc.com.br
Equipe INEMA

Fonte: Associação Bras de criadores de Cavalos Crioulo
Cidade: Porto Alegre-RS-Brasil
Fotos: Nei Eugenio Maldaner
Publicado: Karine Correa Alves
Date: 04/09/2003 <%insert_data_here%>

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  Evento 1472 - Expointer 2003

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