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De 30 de agosto a 7 de setembro de 2003 aconteceu a Expointer 2003 em Esteio (RS). Entrevistamos Ricardo Marantes, que é criador do cavalo de puro sangue lusitano - antigamente conhecido como andaluz - e proprietário do Haras Itapuã Sul. Confira!
O Haras Itapuã fez diversas apresentações públicas de adestramento que mostraram toda versatilidade do cavalo lusitano. Inclusive uma delas foi feita em homenagem ao governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto.
No primeiro domingo desta edição da expointer – dia 31 de agosto - o Haras foi convidado para participar da gravação do programa Galpão Crioulo. Durante a gravação, a esposa de Borghettinho montou um andaluz garanhão e fez o cavalo acompanhá-la em uma dança estilo flamenca. Enquanto isso, seu marido tocava sua gaita, produzindo a canção para a apresentação.
O passo que foi feito pelo cavalo chama-se “piaffe”. É uma apresentação de adestramento onde o cavalo permanece no mesmo lugar e levanta alternadamente a mão e a perna. Ele provém do treinamento que era feito para preparar o cavalo para a guerra. “O andaluz era cavalo de guerra, então quando ele fazia este passo dava a impressão de que estava galopando, assim, enganando os inimigos”, conta Ricardo.
Outra manobra que esta raça é capaz de fazer é a Levade, na qual o cavalo enpina. Antigamente era feita para apartar, abrir o cerco entre grupos inimigos que estavam querendo se enfrentar.
O Haras participou de competições onde concorreu exclusivamente a raça andaluz. Competiu nas provas de salto – que foi dividida nas categorias profissional e iniciantes -, morfologia, baliza e de proprietário.
Na prova de salto, Itapuã Sul conquistou o primeiro lugar na categoria profissional, com o cavalo Mambo Itapuã. Já na categoria iniciante, ficou na segunda colocação, com o cavalo Pinote Itapuã.
Na morfologia, o haras tirou o primeiro lugar na categoria grande campeã, com a égua Oleasséia HY, e na categoria grande campeão, com Óregon Itapuã Sul.
Apesar de não ter ficado na primeira colocação na prova de baliza, Itapuã Sul conseguiu conquistar o 2°, o 3° e o 4° lugar.
No último dia da exposição, o haras concorreu pela prova de proprietários. Nesta competição era avaliada a beleza do conjunto, isto é, a harmonia entre o andaluz e seu cavalariano. “Na hora de avaliar o conjunto mais belo era levado em conta os trajes do cavaleiro que deveriam estarde acordo com a montaria”, ressalta Ricardo.
Em 1° lugar ficou Sofia do Arvoredo, na segunda colocação ficou o andaluz Quivus montado pela cavalariana Fernanda Marantes, do Haras Itapuã Sul e em 3° lugar ficou o cavalo Negrusko e seu cavaleiro Ricardo Xavier, também deste Haras.
Nesta prova não é exigido nenhum tipo de treinamento, a única condição para participar é ser o proprietário - ou dependente dele - do cavalo.
Este ano o Itapuã expôs 15 cavalos na Expointer, dentre eles três éguas.
De acordo com Ricardo, os seus andaluzes foram bem preparados para competir na Expointer. “O Quivus e o Quitol treinaram no centro de treinamento Tambuatã. Nós temos uma série de cuidados especiais com os animais quando eles vão participar de uma competição. Por exemplo, eles ficam encoxeirados para não receber frio, assim evitando que o pêlo cresça”, ressalta.
O Haras Itapuã já participou de oito edições da Expointer. Na opinião de Ricardo a realizada neste ano estava muito melhor em relação às passadas. “Desta vez o pessoal da organização estava mais interessado e colaboraram mais com o evento”, comenta.
Entretanto, segundo ele, poderiam ser melhoradas as baias, para os animais ficarem mais bem alojados e seria interessante também fazer um alojamento para os peões.
O Haras Itapuã Sul está localizado em Tavares (RS). Ele fica na península entre a Lagoa dos Patos e o mar. Onde ele está situado tem o Parque Nacional da Lagoa dos Peixes, um lugar em que diversas aves se encontram, se alimentam, enfim, se preparam para voar novamente. No total, o Haras Itapuã tem 130 andaluzes.
Ricardo, proprietário do haras, tem um sócio, Ottoni De Leon, em Herval (RS).
“O andaluz se entrega ao cavaleiro, a alma dele quer agradar quem está montando, é macio no andar. Além disso, ele é rústico e eclético e pode ser usado em esportes, saltos e provas campeiras”, finaliza o cavaleiro.
Fonte:
Ricardo Brum Marantes
Equipe INEMA
Fonte:
Ricardo Brum Marantes Cidade:
Esteio-RS-Brasil Fotos: Nei Eugenio Maldaner Publicado: Karine Correa Alves Date: 08/09/2003
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Ricardo Marantes
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Ottoni
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