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De 18 a 21 de setembro de 2003 acontece a 2ª Etapa do Circuito Sulbrasileiro de Bodyboarding, em Capão da Canoa (RS). Nossa equipe entrevistou o competidor Juliano Baltazar. Confira a matéria e conheça melhor a vida esportiva do atleta!
“Comecei surfando, mas logo vi que o meu negócio era radicalidade, por isso optei pelo body que me proporciona manobras aéreas que dão a sensação de que se está voando em um curto período de tempo”, confessa de cara Juliano.
Há seis anos o atleta começou a se dedicar ao body. Durante três anos participou apenas de campeonatos locais. Em 2001 resolveu levar o esporte a sério: competiu pela categoria iniciante no Circuito Catarinense e no Circuito Gaúcho. Além disso, participava das outras categorias para ganhar experiência.
Mas o melhor ano para o esportista foi 2002. Neste, ele virou amador, e foi campeão nesta categoria, no Circuito Sulbrasileiro, no Catarinense e no Circuito Gaúcho.
O atleta fez sete anos de capoeira antes de iniciar no body. Quando começou a cursar Educação Física na Unesc, em Crissiúma (SC), viu que não teria condições de conciliar tudo ao mesmo tempo, então optou pelo bodyboarding. “Estou me formando no final deste ano. Pretendo continuar atleta e desenvolver projetos que envolvam o esporte ao qual me dedico”, comenta.
O atleta enfrentou algumas dificuldades no início de sua trajetória como Boarder: o frio, as baixas condições das ondas oferecidas pelo litoral do Rio grande do Sul e a falta de patrocínio.
Em 2001, ele recebeu apoio de uma imobiliária, que foi seu primeiro patrocínio. Ela bancava as inscrições dos campeonatos dos quais o esportista participava. Em 2002 conseguiu patrocínio da Tubaca Body Board que o ajuda dando equipamentos, financiando as viagens, estadias e inscrições de competições. Em 2003, Juliano pôde contar com mais dois patrocinadores: a Style Skate Surf Shop e agora, neste mês de setembro, fechou com a marca de roupas KSD.
Neste ano, em conseqüência dos resultados de 2002, se tornou profissional. Na primeira etapa do Circuito Sulbrasileiro teve a melhor colocação como profissional, ficou em 5° lugar. Na segunda, conseguiu ficar em 2° Lugar na seletiva, porém acabou perdendo na semifinal, ficando na sétima colocação. No ranking geral está em 4° colocado.
“Todo início de um esportista profissional é difícil, porque a cobrança é maior”.
Na sua opinião, o nível dos competidores que participaram desta etapa foi altíssimo, pois tinha atletas de todo Brasil – Ceará, Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, etc. – e ainda a presença de Guilherme Tâmega, que foi seis vezes campeão mundial e de Luis Gustavo, top do Circuito Brasileiro.
“Os concorrentes eram de alto nível, o que deu grande status ao circuito. O Sulbrasileiro já é o segundo maior circuito realizado no país”, afirma Juliano.
Para melhorar cada vez mais seu desempenho, o atleta treina todas as manhãs e algumas vezes à tarde, dependendo das condições do mar.
“Nem sempre a praticar body é prazeroso, porque às vezes você vai exercitar num dia em que as ondas na estão legais, porém só um dia de mar ‘bom’ compensa todos os outros”, diz o esportista.
A família sempre o apoiou na prática de esportes. “É um orgulho para eles me verem se destacando nos campeonatos, indo em busca do meu objetivo de vida”, comenta o esportista.
“A cada campeonato, todo o obstáculo que venço é um marco na minha vida, cada experiência tem o seu valor. Não vou esquecer nenhuma, pois foram elas que formaram o esportista que sou hoje”, declara.
Entretanto, uma das competições que ele mais sentiu muito prazer em vencer foi a 1ª etapa do Sulbrasileiro do ano passado, em Capão da canoa.
“A sensação de uma manobra ou de um tubo é indescritível , só quem executa sabe”, conta Juliano.
O que o atleta busca no esporte é cada vez mais superar os graus de dificuldades para ser campeão, e assim, ter o reconhecimento do seu esforço. O que ele almeja é trabalhar pelo e para o body: alcançar um lugar de grande destaque e proporcionar às pessoas uma chance de conhecer e praticar este esporte, principalmente no Rio Grande do Sul.
O recado que ele manda para quem está a fim de começar a carreira no body é: “Pegue uma prancha, um pé de pato, se junte a um conhecido que pratica e mãos à obra”.
Fonte
Juliano Baltazar
Equipe INEMA
Fonte:
Juliano Baltazar Cidade:
Capão da Canoa-RS-Brasil Fotos: Nei Eugenio Maldaner Publicado: Karine Correa Alves Date: 23/09/2003
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