|
De 18 a 21 de setembro de 2003 aconteceu a 2ª Etapa do Circuito Sulbrasileiro de Bodyboarding, em Capão da Canoa (RS). Entrevistamos a boarder Gabriela Araújo, que conquistou o 3° lugar. Confira a reportagem e conheça melhor a esportista!
A paixão pelo bodyboarding ficou intensa quando Gabriela viajou para o Hawaii: “Lá eu presenciei competições da modalidade e tive contato direto com várias pessoas que praticam o esporte. Antes eu já pegava onda, mas não tinha intenção de investir no body...depois da viagem me motivei e resolvi levar o esporte a sério”, conta.
A atleta começou praticando em Florianópolis (SC), usando acessórios emprestados do seu ex-namorado. Ele a ensinou a pegar onda e fazer algumas manobras. “Por ter alguém que já praticava body me instruindo, minha evolução foi rápida”, comenta a esportista.
Em 1999, Gabriela competiu pela primeira vez, na Praia Brava localizada em Florianópolis, no Circuito Catarinense de Bodyboarding, pelas categorias iniciante e open – profissional -, apenas para experimentar. Ela venceu a iniciante e ficou em 3° lugar na profissional. A partir daí, sua carreira deslanchou! Neste Circuito ela foi um grande destaque: das cinco etapas - eram seis – que ela participou, ganhou quatro delas, sendo que na terceira foi a primeira colocada na open.
“Sinto muito prazer e satisfação em pegar onda, porque sei que é saudável e só me faz bem, é a hora que eu relaxo e me encontro com a natureza”, afirma Gabriela.
No ano posterior, a atleta foi campeã amadora deste mesmo circuito. Em 2001, ganhou como vice-campeã brasileira amadora e campeã amadora no Circuito Sulbrasileiro. No ano passado, a competidora se profissionalizou, venceu duas etapas do Circuito Brasileiro e foi vice-campeã brasileira, pela categoria profissional, no ranking geral.
No início de sua caminhada esportiva, Gabriela teve algumas dificuldades: não tinha experiência com campeonatos, por isso lhe faltava estratégia, além disso, não apresentava uma ótima qualidade técnica das manobras, encarou a falta de patrocinadores faltou e, ainda por cima, não ganhava o incentivo de toda família.
“Apesar de meu pai achar legal eu me dar bem no body, mas ele prefere que eu me dedique aos estudos. Porém minha mãe diz que se eu quero aproveitar a vida que seja agora, fazendo o que realmente gosto”, desabafa a atleta.
Entretanto, Gabriela é cercada pelo esporte por todos os lados, já que além de praticar bodyboarding ela cursa educação física, na UDESC. “No esporte está a minha realização pessoal e profissional”, ressalta.
Para garantir um bom desempenho nas competições, ela treina em média quatro ou cinco vezes por semana, pela tarde. A esportista pega onda e, como condicionamento físico, pratica natação, musculação e rpm.
Em relação à organização desta 2ª etapa do Circuito Sulbrasileiro, Gabriela ficou impressionada, pois nunca viu nenhum campeonato com uma estrutura igual a deste, que fosse capaz de unir tanto os estados.
“A vida de um profissional de body está bem difícil pela falta de patrocinadores, mas a qualidade dos atletas brasileiros é muito grande e ótima, por isso vale a pena investir no crescimento deste esporte”, salienta a esportista.
De acordo com a participante, o nível das meninas que estavam competindo era bem alto. Na sua opinião, elas estão cada vez mais evoluindo, por isso está cada vez tendo menos diferenças de nível entre as atletas. Sobre o masculino a vencedora dispensa comentários, porque, segundo ela, assim como o hexacampeão Guilherme Tâmega impressionou os boarders daqui também deixaram a galera boquiaberta.
No sábado, Gabriela encarou alguns imprevistos porque chegou na hora em que o locutor estava lhe chamando para pegar a lycra para ir competir. “Não consegui visualizar como estavam as condições do mar, onde as ondas estavam quebrando”, confessa.
Dois acontecimentos marcaram a esportista: sua primeira vitória, como profissional e amadora, no Circuito Brasileiro e uma viagem que fez com as “amigas de body” para Fernando de Noronha.
“O bodyboarding me trouxe mais qualidade de vida, melhorou tanto a minha saúde física quanto a mental. Ele abriu portas para eu conhecer pessoas e lugares novos, que a maioria dos indivíduos não tem acesso e, ainda, me possibilitou conhecer meu namorado atual, o Marcelo”, ressalta a vencedora.
Para finalizar a entrevista perguntamos o que ela diria para quem simpatiza com o body e sente vontade de investir na modalidade: “ Deve conseguir equipamentos adequados, pedir algumas dicas para quem já pratica, ter noções básicas de sobrevivência na água, respeitar o mar e muita se dedicar ao máximo”, conclui.
Fonte
Gabriela Araújo Nuernberg
Equipe INEMA
Fonte:
Gabriela Araújo Nuernberg Cidade:
Capão da Canoa-RS-Brasil Fotos: Nei Eugenio Maldaner Publicado: Karine Correa Alves Date: 25/09/2003
<%insert_data_here%>
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
|