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Aconteceu nos dias 30 e 31 de agosto de 2003 a II Corrida Canela Aventura, em Canela, na serra gaúcha. Conheça a Equipe Faccin Bicicletas!
Não conseguimos ficar na frente para a largada, mas como o inicio era com bike, logo fomos ultrapassando outras equipes. O Álvaro ajudava a Cristina que não tinha treinado pedaladas rápidas. Saímos do asfalto entre as 5 primeiras equipes.
Entre o PC1 e PC2, fizemos como a maior parte das equipes, descemos na trilha errada, um caminho estreito com muito barro e engarrafamento de equipes. Neste trecho da decida hora equipes nos ultrapassavam, mas logo recuperávamos posições e no PC3/ AT1, área de transição das bikes para o treking fui o sétimo a assinar a planilha.
No inicio do treking seguimos alternando corrida com caminhada rápida. A equipe queria continuar sempre correndo, mas com receio que a Cristina não conseguisse manter o ritmo até o final da prova, achei melhor continuar assim. Fomos ultrapassados por 3 equipes pouco antes de chegarmos ao PC4 e chegamos juntas para o rapel.
Fiquei no PC4 para pegar as coordenadas do PC5 (virtual) o resto da equipe seguiu para a barragem em direção ao rapel. Quando chego próximo ao rapel o Álvaro me diz a pior frase da prova! Gigio esqueci a cadeirinha! Provavelmente seriamos eliminados, conversamos com o responsável do PC4 e em seguida com o pessoal do rapel e ninguém sabia dizer o que fazer, só nos foi dito que: Sem equipamentos seriamos desclassificados!
Disse para o Álvaro descer e para a Cristina fazer o rapel com a mesma cadeirinha que teríamos que buscar na parte baixa da barragem. Já seriamos muito penalizados pelo atraso. Assim fizemos, alem de ter que fazer o rapel em duas etapas tivemos que enfrentar a fila duas vezes. Neste tempo fiz a plotagem do mapa e também neste tempo varias equipes nos ultrapassaram.
Reiniciamos o treking e eu avisei a equipe: Vamos seguir, se formos desclassificados ao menos vamos terminar a prova e aproveitar o passeio, vamos aprender. Seguimos caminhando rápido e correndo, hora em cima dos dutos, hora na estrada até o PC-7. Neste trecho encontramos algumas equipes desorientadas retornando a procura de PC.
No trajeto entre o PC 7 e PC 8 seguimos apenas em cima dos Dutos.
No PC 8 fui o décimo nono a assinar a planilha, senti um desânimo com a colocação, mas lembrei que o final da prova estava longe e que muita equipe na nossa frente iria desistir, errar o caminho, cansar e não estava tudo perdido.
A decida dos trilhos foi com certeza o trecho mais duro da prova, difícil não sentir os músculos das pernas. No PC9 fui o décimo sétimo a assinar a planilha e seguimos caminhando até o PC10.
No PC10 fui o décimo oitavo a assinar a planilha, mas novamente estávamos sem a cadeirinha. A história foi à mesma e realizamos o rapel em duas etapas e como estávamos acreditando que seriamos desclassificados, não tivemos pressa para colocar as roupas de neopreme, conversamos, aproveitamos para comer e partimos para o bóia cross. Novamente equipes nos ultrapassaram.
Boia Cross: Sem experiência e sem informação consegui câmaras de ar usadas aro 16 que foram devidamente revisadas. Duas câmaras estavam muito tortas, ou seja, um lado bem cheio e o outro quase murcho. O Álvaro e a Cristina seguiram sem problemas com as câmaras boas se distanciando de min e do Tiago.
Segui deitado em cima da câmara e nas partes onde a corredeira estava mais forte consegui me equilibrar, mas quando o Rio Paranhana estava mais raso virava a batia nas pedras com maior freqüência. Minha câmara de ar furou e estava cada vez mais murcha, não tinha como prosseguir a não ser só nadando e flutuando com a ajuda do colete.
Alcancei a equipe 35 da cidade de Farroupilha que estava sem roupas de neopreme pedindo ajuda para um de seus integrantes que estava com hipotermia, aguardando a chegada do Duck de socorro. Esperei a chegada do Tiago que já tinha bebido muita água e decidimos tentar seguir caminhando pelo mato. Aguardar o Duck (caiaque inflável para 2 pessoas utilizado para resgata na prova) seria demorado já que a preferência seria para o resgate do pessoal com hipotermia, seguir na água sem bóia também não seria aconselhável pois já estava sentindo dores devido às batidas nas pedras.
Estávamos decididos a retornar a água pois era quase impossível seguir na mata fechada foi quando avistamos um local com desmatamento para onde seguimos. Quando estávamos seguindo no desmatado escutamos o som de uma das motos da organização que passava em uma estrada mais acima por onde seguimos caminhando até o Parque das Corredeiras, PC-11. Novamente estava com aquele sentimento de desclassificação!
No PC-11 assinei a planilha na 19º colocação, tiramos as roupas de neopreme alugadas, realizamos o plantio de uma muda de arvore (tarefa da prova!) e seguimos agora novamente com as mountain bikes. A prova estava recomeçando para a equipe, estávamos com as mochilas mais leves porque não precisávamos carregar as roupas de neopreme alugadas. Inicio da pedalada e as bikes estavam falhando devido a grande quantidade de barro seco na corrente, rápida parada e resolvi o problema. Animados seguimos com a certeza de recuperar posições perdidas.
Até o PC-12, trajeto com muita subida, não encontramos ninguém. No PC-12 perguntamos há quanto tempo à equipe anterior tinha passado e a resposta foi 5 minutos. Não demorou e encontramos 2 equipes desorientadas e cansadas. Até o PC-13 ultrapassamos mais uma ou duas equipes e avistamos equipes na estrada errada. A cada equipe ultrapassada a moral da equipe aumentava, apesar da subida interminável.
No PC-13 fui o 15º a assinar a planilha e perguntei há quanto tempo à equipe anterior tinha passado e a resposta foi que a equipe da frente está perdida e que muitas equipes que passaram estavam desclassificadas. Saímos do PC com a certeza de certeza de ultrapassar mais uma equipe. Na ultima subida antes de chegar na cidade de Canela a Cristina e o Álvaro já estavam sentindo o cansaço, mas mesmo assim ultrapassamos outra equipe.
A chegada foi ótima, a equipe estava unida e feliz. Crescemos durante a competição, nos tornamos realmente uma equipe!
Fomos a 14º equipe a chegar, mas na classificação estávamos da 11º posição. Depois da conferencia das planilhas ficamos na 9° posição e apesar de tudo conseguimos alcançar o nosso objetivo inicial de chegar entre as 10 primeiras equipes!
Gostei muito da organização da prova, principalmente pelo atendimento Atitude via e-mail e divulgação dos tempos de todas as equipes em todos os PCS, transparência que não acontece em muitas competições.
Durante uma corrida de aventura pode-se aprender muito, não apenas as técnicas utilizadas, mas aprender a trabalhar em equipe, a ter paciência, a nunca desistir dos objetivos, a planejar para obter resultados, a reconhecer os erros cometidos etc.
Fonte:
Luiz Maganini Faccin
Faccin Bicicletas Ltda
E-mail: faccin@viavale.com.br
Fonte:
Faccin Bicicletas Ltda Cidade:
Canela-RS-Brasil Fotos: Nei Eugenio Maldaner Publicado: Cristiane Da Ros Date: 09/10/2003
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