|
Nos dias 18 e 19 de outubro de 2003 aconteceu a VII Oktober Fly, juntamente com a Oktoberfest, na cidade de Igrejinha (RS). James Alex Kehl, bancário e piloto de asa-delta, nos fala sobre sua trajetória como homem-pássaro. Confira a reportagem!
Em março de 1995, James e o compadre Luís Alexandre, mais conhecido como Bicudo, ficaram sabendo de um curso de asa-delta, no Campo de Pouso da Vovó, assistiram à evolução dos alunos e decidiram iniciar na prática do esporte.
“O Bicudo e eu começamos a juntar dinheiro para a compra de equipamentos, fizemos alguns empréstimos e compramos uma asa, a qual compartilhamos por um tempo”, lembra James.
O piloto nos conta que, no início, enfrentou algumas dificuldades em relação ao esporte. “Primeiro foi o receio da família, que achava que voar era arriscado; depois as dificuldades financeiras, já que o vôo livre exige um investimento alto”.
Porém, nada que ele não superasse com muita força de vontade. “Abri mão de várias coisas para economizar dinheiro, por exemplo, do basquete, futebol e vôlei, esportes que hoje são secundários na minha vida”. Atualmente o atleta tem uma asa intermediária, que é laminar 14 com king post, mas pretende ainda adquirir uma de maior rendimento, além de assessórios como GPS e variômetro.
Para o bancário, todo vôo reserva uma emoção diferente. “O mais legal é saber que você está voando durante 10 minutos, a 200 ou 300 metros de altura e, de repente, pega uma corrente de ar quente e consegue uma altura de 1000 metros, citando apenas um exemplo”.
James revela que é difícil transmitir a sensação de voar, mas nos conta um pouco o que sente durante essa experiência. “É um momento de pura concentração, em que se esquece de tudo ao redor; a única preocupação é com as manobras, uma emoção que não tem palavras”.
Segundo ele, o legal do esporte também está depois do pouso. “Após um vôo, a galera se reúne aos poucos e todos parecem papagaios, contando histórias e trocando idéias sobre o vôo-livre.”
James, assim como muitos pilotos do Clube Serra Grande de Vôo Livre (CSGVL), preocupa-se com a divulgação do esporte na região de Igrejinha e demais lugares. Para tornar o vôo livre mais conhecido, ele e Ito Linden têm um programa na Rádio Ativa, transmitido todas as sextas-feiras, às 20h, pelo qual comunicam notícias mundiais e explicam ao ouvinte termos mais técnicos em relação ao esporte.
“Muitas pessoas não entendem, por exemplo, o porquê de não acontecer campeonatos em dias de tempo bom, e isso nós também buscamos transmitir e fazer com que as pessoas compreendam”, explica o piloto.
Foi o que aconteceu no último final de semana, no Oktober Fly, em que aconteceria o Campeonato Gaúcho de Paraglider, mas foi transferido devido ao vento norte. “O dia de sábado estava lindo, mas não houve a competição por causa do vento, que não era adequado”.
Mesmo assim, o pessoal que estava presente curtiu muito o evento. “Foi o melhor campeonato em Igrejinha que não aconteceu. Mesmo sem as provas, os clubes participaram em peso e a integração foi muito boa. A maioria não desistiu e ficou até a hora de o vento soprar de frente; e foi o que aconteceu, pois no meio da tarde o vento entrou pelo oeste e conseguimos uma altitude legal nos vôos; teve uma galera que alcançou mais de 2000 metros de altura”.
Atualmente, James está participando do Torneio da Integração entre Igrejinha, Osório e Rolante. Seus planos como homem-pássaro são bem objetivos. “Pretendo crescer tecnicamente e evoluir na área de vôo à distância, participando com o pessoal no Cross Country”, finaliza o bancário.
Contatos com o CSGVL:
Site: www.csgvl.hpg.com.br
Fonte:
James Alex Kehl
Equipe INEMA
Fonte:
James Alex Kehl Cidade:
Igrejinha-RS-Brasil Fotos: Ayumi Miyazaki Publicado: Daiana Ruff da Silva Date: 21/10/2003
<%insert_data_here%>
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
|