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Nos dias 18 e 19 de outubro de 2003 aconteceu a VII Oktober Fly, juntamente com a Oktoberfest, em Igrejinha (RS). Confira a reportagem com Alípio Caetano Macke, que nos mostra que idade não é documento para se praticar Vôo Livre.
O gaúcho Alípio Caetano Macke, 67 anos, pratica Vôo Livre desde 1989 quando assistiu a alguns vôos.
“A minha vontade desde piá era voar. Eu mesmo queria fazer um avião, mas não tinha condições. Então, meu sobrinho e eu resolvemos comprar um ultraleve usado, para reformar. Só que ele se casou e acabou desistindo, mas me disse para procurar o Vôo Livre. Na época eu não conhecia o esporte, só tinha visto pela TV. Fui para Sapiranga observar os vôos e lá me apaixonei pela prática. Comecei o curso no mesmo dia!”, conta.
Seu Alípio formou-se oito meses depois, recebendo a autorização para fazer uma das coisas que mais lhe deixa feliz na vida: voar.
Ele lembra exatamente o dia da sua formatura como piloto de asa-delta. “Foi no dia 14 de abril de 1990, em um sábado de Aleluia”, afirma convicto.
Normalmente aos domingos e às vezes sábados à tarde, quando o tempo está bom, Seu Alípio deixa o sítio onde mora em Rolante para sobrevoar a região.
“Vôo onde estão os urubus, porque esses pássaros só voam onde está bom para isso. Duas vezes já aconteceu de um urubu ficar a um metro da minha asa-delta, permanecendo na mesma altura e velocidade. Eu olhava para o bicho e ele para mim. Parecia que ele já me conhecia. Voamos juntos”, lembra.
O piloto já participou de alguns campeonatos e de vários festivais. No Festival de Vôo Livre de Rolante em 1992, ele conquistou o 1° lugar na categoria Pano Simples, e 4° lugar no ranking geral, competindo com mais de 40 asas.
Na VII Oktober Fly, Seu Alípio preferiu apenas observar. “Emprestei a asa-delta para um amigo que queria muito voar. Tinha bastante gente, aí fiquei receoso. Gosto quando é mais calmo. Mas ver os outros já é uma alegria para mim. Só olhar é uma aula, eu aprendo”, salienta.
Aos 67 anos, o piloto pretende praticar o esporte além dos 70, enquanto sua saúde permitir. Para tanto, Seu Alípio toma vários cuidados para ter uma boa preparação física.
“Não abuso de bebidas alcoólicas, não fumo e trabalho, o que me faz muito bem, pois planto e lido direto com a natureza. Não utilizo agrotóxicos. Nada de veneno! Planto tudo manualmente e tenho uma lavoura de milho muito bonita”, diz.
Seu Alípio ainda descreve o que sente quando está voando. “É uma sensação que não dá para explicar. É bom demais. A visão lá de cima é muito bonita e você tem a liberdade de ir para onde quiser. Tenho certeza que não tem perigo nenhum. Só voando para sentir realmente o que é a emoção”, finaliza.
Fonte:
Alípio Caetano Macke
Equipe INEMA
Fonte:
Alípio Caetano Macke Cidade:
Igrejinha-RS-Brasil Fotos: João Alfredo Galle Publicado: Luciene Camaratta Silva Date: 18/10/2003
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