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Conversamos com Eromilton Rocha , que participou da XVI Carreteada de Gravataí a cavalo e nos conta como foi a experiência. Leia a matéria!
Há doze anos, por causa de um grupo de amigos que possuía um sítio nas proximidades do Morro Agudo, em Gravataí, Eromilton descobriu a Carreteada e não parou mais." Fazíamos a Cavalgada da Lua Cheia e várias trilhas, na época. Descobrimos um grupo de moradores no local e fomos ver o que era…" relembra.
" Escolhi ir a cavalo porque gosto muito do animal, o gaúcho precisa dele. O homem e o cavalo se completam", diz.
Segundo o cavaleiro, a Carreteada é uma forma de homenagear os tipos excluídos pela sociedade. " Um povo humilde e trabalhador que mantém viva a profissão de carreteiro; todos os dias as carretas vão para a estrada".
O evento exerce um fascínio muito grande, toda a família vai dentro da carreta. " Como o lugar não tem muitos atrativos, tudo é longe , as pessoas fazem disso uma grande festa, inclusive, podemos notar a grande presença de crianças ", afirma.
Ressalta também o carinho e a fraternidade entre todos os participantes. "Antigamente, não havia apoio oficial, todos reuniam grupos e iam para o local sem pretensão de que se transformasse em algo grande, queriam apenas o divertimento".
Um fato que pode ilustrar o dito acima é o da promessa feita pelo sr. Oswaldino, proprietário do lugar onde é realizado o acampamento: " Há muito tempo o filho dele foi acometido por uma doença grave, e para que o menino melhorasse, foi feita a promessa de realizar o acampamento, que era feito nos arredores da Igreja , em sua propriedade. Mas o guri não conseguiu ser salvo e mesmo assim, seu Oswaldino cumpriu a promessa, deixando todos muito satisfeitos ".
Eromilton achou a recepção maravilhosa, apesar de ter se perdido do grupo, o clima da espera dos companheiros foi ótimo. "Quando chegaram fizemos nosso baile (com direito à muita comida típica, gaiteiros e muita alegria), nem precisamos ir à lona onde ocorriam os shows", salienta.
Em relação às mudanças (shows, aumento de público…), está receoso, pois tem medo da descaracterização. " Estão começando a misturar modernidade com o tradicionalismo", diz.
Para as próximas Carreteadas, Eromilton pretende continuar participando, sempre a cavalo, " fortificando a tradição", finaliza.
Fonte:
Eromilton Rocha de Souza
Equipe INEMA
Fonte:
Eromilton Rocha de Souza Cidade:
Gravataí-RS-Brasil Fotos: Ayumi Miyazaki Publicado: Vanessa Valiati Date: 11/11/2003
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