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Aconteceu, entre os dias 3 e 8 de novembro de 2003, em Fortaleza (CE), o 78º Six Days. O desafio foi superar 1386 km de calor, areia e poeira. Confira o release!
Nos dias que antecediam a largada do 78º Six Days, no paddock era possível perceber que muitos competidores ainda ajustavam as motos depois dos treinos do sábado (dia 1º) e domingo (dia 2) nas dunas próximas ao Beach Park.
Já nos treinos a velocidade, saltos e quedas permitiam uma “amostra” do que seria o evento mais importante do mundo da moto.
A Equipe brasileira não escondia o nervosismo nos ajustes e adaptação com as motos, recém recebidas pela equipe. No primeiro dias Nielsen Bueno (#131) e Stênio “Curió” (#143) abandonaram a competição por problemas com as motos. As chances de ter uma boa colocação da equipe Trophy terminaram neste momento. Alexandre Fernandes “Taxinha” (#42), Luis Felipe (#79), Bernardo Magalhães (#91) e Márcio “Joanita” (#148) continuaram na luta, principalmente, com as motos.
Na Equipe Trophy Júnior, o catarinense Sérgio Augusto Klaumann, o “Guto”, quebrou o braço nos treinos e o gaúcho Tiago Bedin de Farias (#70) integrou a equipe formada por Balbi Jr (#141), Felipe Zanol (112) e Diego Luckemeyer Moraes (#16).
O Gaúcho Adilson Kilca da Federação Gaúcha de Motociclismo (FGM) foi nomeado Delegado do time Brasileiro, representando todos os pilotos no conselho além de ser Comissário Desportivo da Competição. Da FGM participaram da organização, Silvio Garske, Hélio Guedes e Mauro além do médico e endurista caxiense Parizotto.
O piloto Caxiense Erasmo Carlos Klering (#199) da equipe Husqvarna/Rinaldi fez bonito e concluiu a competição.
Primeiro Dia:
A largada e chegada (Cross Teste 1 e 4) foi nas dunas próximas ao Beach Park.
O Enduro teste 2 e 5 também foram em dunas, na localidade de Prainha, uma praia de pescadores com uma belíssima paisagem.
O cross teste 3 foi em Pindoretama, numa pista plana, de terra seca com vegetação caatinga e cajuzeiros para dar sombra ao público. Uma pista de baixa velocidade e travada.
Foram percorridos 253 km neste dia e o Autraliano Stefan Merriman (#66) ficou em 1º na geral.
Segundo e Terceiro Dias:
O trajeto foi o mesmo no segundo e terceiro dia com 271 km diários.
Novamente o Cross teste de largada e chegada foi nas dunas próximas ao Beach Park.
O Enduro teste 2 e 4 foi na localidade de Ypioca.
Em Maranguape o deslocamento foi pela serra, por trilhas, caracterizando um dos trechos mais difíceis do Six days com pedras cavas, cotovelos e poeira passando por rios secos.
Em Palmácia ocorreu o cross teste 3 e o maior público registrado que pode conferir saltos e quedas dos pilotos, já cansados depois de subirem e descerem a serra de Maranguape.
Os habitantes das cidades saudavam os pilotos e fotógrafos do mundo inteiro que registravam a prova e as paisagens da região castigada pela seca. As dunas do litoral, a serra e o sertão cearense foram invadidos por mais de 400 pilotos.
No segundo e terceiro dia ocorreram mais casos de desidratação e desistência de pilotos.
Quarto e Quinto Dias:
Considerado o trajeto mais “light” pelos pilotos, foram 273 km por estradas, dunas e belezas exuberantes como o Cross teste 3 em Morro Blanco.
O Enduro Teste 1 e 5 ocorreram na Prainha com um ótimo público. Em Pindoretama o Cross Teste 1 e 5 encerrou a passagem pela cidade.
Stefan Everts (# 140) da Bélgica, lidera na geral por 16s na frente do Australiano Stefan Merriman (#66).
Sexto Dia:
Foi percorrida uma distância de 15km entre Aguirraz até o Autódromo Internacional de Fortaleza na cidade de Eusébio.
Antes da largada oficial, motociclistas de uma ilha inglesa fizeram o desfile com suas motos e roupas. Trata-se de um grupo humorístico que adora sucatas e irreverência. As roupas completam o visual que animou todos os dias o Six Days.
Ás 10h30min foi a largada da primeira bateria de Supermotard com trechos de asfalto e terra. Duas baterias de 125cc e muitas quedas na primeira curva, quando os competidores “saiam de lado” com os pneus especiais para off-road.
Todas as baterias tiveram destaques que despontaram frente aos demais pilotos.
Homenagem:
A equipe inglesa fez várias homenagens para Matt Bowden (#278) que faleceu durante a competição. No parque fechado foi possível ver a moto do piloto intacta (já que ele não sofreu nenhuma queda) com flores e mensagens.
No Autódromo de Eusébio a bandeira inglesa tinha o nome e número do piloto.
Segundo Adilson Kilca, na reunião do Conselho, após a morte do jovem piloto, muitas homenagens foram feitas além de 1 minuto de silêncio.
Fonte:
Lorena Herte de Moraes
Fortaleza/CE
Fonte:
Encontros do Sul Cidade:
Fortaleza-CE-Brasil Fotos: Encontros do Sul Publicado: Daiana Ruff da Silva Date: 10/11/2003
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