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Comemorando os 100 anos da Harley Davdson, aconteceu em Curitiba de 13 a 16 de novembro de 2003 o "Ride For Life", muito mais que um Encontro de Motociclistas, foi a festa Brasileira Oficial dos 100 anos da marca que está na alma do motociclismo.
O evento em Curitiba, Ride For Life, organizado pelo Megacycle Participação e Eventos tem características próprias, típicas dos eventos Megacycle.
Muitos motociclistas chegaram ao evento, no Autódromo Internacional de Curitiba em São José dos Pinhais, com expectativa de encontrar um encontro de motociclistas comum, como qualquer outro que acontecem todos os fins de semana pelo Brasil afora.
Logo tiveram uma surpresa, pois já na chegada ao evento quem recepcionava os motociclistas eram atendentes profissionais, contratadas para esta função.
Segunda surpresa era descobrir que para entrar era preciso pagar, independente se estava de moto, de carona, a pé ou de automóvel, eram necessários R$ 10,00 para entrar no autódromo.
Em contrapartida eram oferecidos serviços que normalmente não estão disponíveis em eventos normais, por exemplo: Controle da placa e características das motos com entrega de uma senha, que na saída era exigida para liberar a passagem, com isso ficou impossível o roubo de motos, além disso, grande quantidade de seguranças e atendentes (eu contei mais de 100 pessoas trabalhando na organização), ambiente limpo e sonorização bem distribuída.
Soma-se a isso, que com a cobrança dos R$ 10,00, aquele motociclista encrenqueiro não entra, não porque não pode, mas porque acha errado pagar para entrar. Por incrível que seja, sempre que um motociclista não pagar para entrar em um espaço, ele sente-se dono do espaço, afinal se ele entra e sai a vontade, ele tem um poder sobre este espaço, e por conta disso se permite fazer atrocidades que não faria em um espaço que não é seu.
Isso tem gerado distorções muito comuns nos encontros por aí, onde meia dúzia de "donos do pedaço" ficam incomodando os ouvidos e o olfato de centenas de outros colegas motociclistas presentes, sem querer saber se estão agradando a maioria ou só aquela meia dúzia que estão com eles.
No Rider For Life nada disso aconteceu, eram cerca de 2.000 motos pelo autódromo no sábado de tarde, curtindo, sem zoeira ou exibicionismos baratos, só isso já justificaria a cobrança da entrada.
Além disso, puderam curtir bandas, feira de motos e artigos motociclisticos, motovelocidade, Globo da Morte, Wheeling, praça de alimentação, etc.
Não estou aqui para dizer que o Megacycle está certo, pessoalmente acho que o motociclista não deve pagar para entrar em nenhum evento onde ele é a estrela principal, porém enquanto não se criam melhores motociclistas, e os organizadores no geral não se preocupam com os problemas de segurança e anarquistas, os resultados obtidos pelo Megacycle são uma escola de como fazer um evento organizado, sem zoeira, bonito e festivo.
Outra característica marcante era o horário de encerramento, 20 horas, com isso a festa não avançava noite adentro, evitando com isso o inconveniente dos bêbados, embora eu entenda que 22 horas seria um horário mais conveniente, o interessante é que o evento tem horário para abrir os portões e para encerrar, muito positivo e funcional.
Também surpreendeu a maioria dos motociclistas que não conhecem o Megacycle o fato de haver uma área VIP, no caso do autódromo foi reservado todo o espaço dos Box para isso.
Para entrar na área VIP o ingresso saltava de R$ 10,00 para R$ 50,00, o que selecionou muito o pessoal neste espaço.
Na área dos Box encontramos o pessoal que veio para a prova de motovelocidade, curso de pilotagem, o HOG, a oficina HD, o museu HD, o estande do Fernando Garcia e a loja de acessórios e roupas HD.
O pessoal que tinha acesso a esta área, era identificado com uma pulseira de cor diferente, e o portão controlado por seguranças.
Muitos dirão que isto é segregação, exploração comercial e outros adjetivos, porém tem que ser entendido que a proposta de comemorar os 100 anos da HD não pode ser um evento comum, e muito menos ser invadido por pilotos de 125, e embora questionável, a cobrança deste ingresso caro selecionou o publico presente.
Por último, para os que pretendem ir aos vários eventos que o Megacycle organiza durante o ano: O Mega é organizado, limpo, seguro, bonito, cheio de atrações e feito para motociclistas.
Eu pessoalmente gostei muito da festa, iria de novo, e recomendo aos meus amigos para irem, sempre explicando as características de um evento Megacycle.
Ao longo destes anos de Inema, temos mostrado como os eventos são, quem vai, o que acontece, não existem eventos melhores ou piores, mas diferentes uns dos outros, quem avalia o evento é o publico, e sempre existirá maior ou menor publico para todo o tipo de evento.
Fonte:
Alexandre Sampaio
Motoclube Bento Gonçalves
asampaio@encontrosdosul.com.br
CBX750F
Fonte:
Alexandre Sampaio Cidade:
Curitiba-PR-Brasil Fotos: Alexandre Sampaio Publicado: Daiana Ruff da Silva Date: 18/11/2003
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