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Gaúchos na Festa Oficial dos 100 anos da HD

De 13 a 16 de novembro aconteceu a Festa Oficial dos 100 anos da marca Harley Davidson, em Curitiba (PR). Confira o relato de Laury Ernesto Koch que juntamente com um grupo de motociclistas gaúcho participaram da comemoração.

Olha, vocês não podem imaginar. Tinha tudo que é tipo de Harley e harlistas. Homens, senhoras, guris e gurias acelerando. Motos enfeitadas, customizadas, originais, mexidas. Enfim, muito legal.

Boa análise fez o motociclista de Bento Gonçalves, Alexandre Sampaio.

Este visual, o passeio pela cidade , o contato que outros motociclistas, a viagem e, principalmente, nossos companheiros, valeu imensamente. Foi gratificante e uma bela experiência de vida.

Partimos para Curitiba quinta-feira às 15:30hs do Posto Laçador, abaixo de chuva, a qual nos acompanhou até perto de Caxias. Dali fomos por Antônio Prado para Lages, onde dormimos, num hotel razoável, mas comemos uma pizza sensacional, ao lado. Tomamos vinho e demos belas risadas.

A sexta amanheceu com um forte sol. Dia lindo. Eu, Maria, André e Rosane saímos mais cedo, e fomos pela BR 116, em razão do pessoal intencionar descer para Florianópolis e subir a Estrada da Graciosa.

A BR-116, após uns 60kms de Lages, com bem menos movimento que a BR-101, têm inúmeras curvas e, algumas vezes, com buracos e costeletas, que faziam a gente vibrar, não de felicidade, mas no corpo todo. A visão dos campos é linda, com inúmeras Araucárias, a margeando. Vale a pena passar para conhecer ou relembrar as viagens de julho para o Rio, apenas.

Chegando em Mafra, numa reta, sem cruzamentos, com faixa dupla, ultrapassamos um carro. E quem estava mais adiante? A PRF. Multa em nóis.

Logo adiante, almoçamos num ótimo restaurante de estrada, onde comemos picanha servida na chapa de ferro com carvão, acompanhada de queijo, palmito, polenta, salada de bufê, sobremesas, etc, por apenas R$ 9,00. Aproveitamos para lavar as motos.

Enfim chegamos em Curitiba às 15hs. No Hotel Sheraton, nos disseram que as credenciais e o esquema estavam no apartamento. Nele, tinha camiseta dos 100 anos, pin da Harley, e pacht para prender na roupa, crachá, fita de pulso (que servia para tudo o que poderíamos fazer), a programação e os vale almoço na praça de alimentação da Harley. O referido almoço de sábado (feijoada) parecia rancho de quartel . Estava bom, e como tudo era festa, nos divertimos.

Voltando. Após nos acomodarmos nos apartamentos, resolvemos ir para o evento (autódromo).

Chegamos no autódromo e nos dirigimos para a ala Vip, onde estavam expostas lindas motos Harley (algumas aqui de Porto Alegre), que vimos na terça quando recepcionamos o grupo de Montevidéu - a oficina, o setor das peças, dois barzinhos modestos, a de praça de alimentação da Harley, sala de imprensa, e as inscrições do teste drive, tanto da Harley como da Triumph.

Então, descobrimos que na outra parte, onde localizava-se o setor das roupas da Harley, havia outras lojas.

Retornamos para o hotel, ainda na sexta, nos arrumamos e fomos para a Bavárium. Muita gente, jantar bom, chope excelente, o lugar temático e um conjunto interessante. Melhor foi o conjunto que tocou no coquetel de sábado, lástima que acabou cedo (23hs).

Sábado, acordamos com o belo ronco dos motores, por volta das 8:00hs. Pensei, vai haver um passeio pela cidade. Até tomar banho e nos arrumar era 08:30hs. Desci rápido para preparar a moto. Quando cheguei na frente do hotel, o grupo já havia saído.

Sorte nossa, é que os encontramos no caminho para o autódromo, e pudemos fazer parte desse emocionante trajeto, com aproximadamente, acho eu, mil Harleys. Bom pessoal. Imaginem todos aqueles roncos andando pela cidade, com batedores (muitos) e sirenes. Um show, como diz o Tomaz. Quando chegamos no autódromo, pensei, vamos ficar um ano na entrada. Mas não, a portaria era extremamente eficiente, identificando rapidamente todas as motos e distribuindo os comprovantes.

Então, olhamos mais alguma coisa enquanto o pessoal não chegava. A seguir, vimos o globo da morte , com caras realmente experientes. Após fomos comer a feijoada. Após, foi sugerido um passeio na Estrada da Graciosa, eis que o resto do pessoal, não tinha feito no dia anterior, pois se atrasaram para sair de Lages.

Um passeio imperdível. Andamos bem, com sol, nos divertimos e tiramos inúmeras fotos.

À noite, eu, a Maria, o André e a Rosane, fomos para o coquetel. Chegamos lá perto das 22:30hs. e já estava no final, ou não foi, quase ninguém. Pena, pois tinha um cara que cantava super bem.

Então, resolvemos comer uma pizza. O André estava verde, alegando que os vários bons salgadinhos servidos não eram comida.

Vejam o que é a coincidência e o destino. No dia anterior, pegamos um táxi para ir no jantar. Na saída, não havia condução nem táxi na porta. Então, o André viu uma senhora saindo de carro. Pediu – dá uma carona. E ela, prontamente, se ofereceu, visto que morava perto de nosso hotel, seu marido estava próximo e é proprietário de uma Heritage. No dia seguinte, estamos saindo do mesmo bar, e os encontramos novamente. Aí, após cumprimenta-los e agradecer novamente pela carona do dia anterior, eu resolvi perguntar se eles estavam indo para casa. Ele prontamente, respondeu que não, achamos que com medo de ter que nos dar janta, pois momentos antes, o André lhe perguntou onde se poderia comer. Pensando melhor, ele disse que não havia compreendido, e lhe expliquei que gostaríamos de comer algo, num local perto do hotel, a fim de que não nos perdêssemos, novamente. Super gentis, eles nos levaram até um belo restaurante.

Relato isso, pois disseram que irão para Punta. São ótimas pessoas e espero que me mandem um e-mail antes de saírem de Curitiba, a fim de que possamos estreitar amizades com motociclistas de outros locais. Só lembro o nome dela (Cecília). Acho que ele não disse o nome ou eu não guardei. O André poderá me ajudar.

Então, domingo retornamos pela BR-101. Até Itapema, tudo perfeito. Almoçamos num restaurante à beira mar, com uma vista sensacional do Plaza Itapema e daquela água cristalina. Comemos camarão, caldeirada de frutos de mar e peixe.

Na saída, perto de Tijucas começou o aguaceiro, que nos acompanhou até Torres. Lá, resolveram dormir o André e a Rosane. Coitada, estava exausta. A Maria também, mas tínhamos compromisso segunda de manhã.

Olha pessoal, nessas viagens a gente fica sabendo quem são as pessoas. Todos, sem exceção (André e Rosane, Tomaz e Adriana, João e Denise, Betão e Rosana e Renato) foram amigos, companheiros, parceiros, etc., ou seja, todos os adjetivos bons que se possa dar. Não houve, sequer, um stress. Cada um fazia o que queria, na hora que bem entendia. No final, todos se encontravam e davam risadas do que tinham feito. A gozação sadia era geral.

Por outro lado, todos se preocupavam com todos. Ninguém deixava um solitário sem insistência.

Por fim, agradecemos aos grandes parceiros, e aos funcionários da Harley de Porto (Valeska, a Tatiana , e o Daniel) os quais foram super prestativos. Eles não pararam o tempo todo. Deviam estar mortos de cansados, mas sempre com um sorriso do rosto.

Um forte abraço para todos e até a próxima!

Laury Ernesto Koch

Fonte: Laury Ernesto Koch
Cidade: Curitiba-PR
Fotos: Laury Ernesto Koch
Publicado: Débora Bresciani
DATA: 25/11/2003 <%insert_data_here%>

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