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De 4 a 7 de dezembro de 2003 vai aconteceu o 1º Encontro de Ginetes do Estado do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre (RS), promovido pela Associação de Ginetes do RS. Conversamos com Gleide da Silva Rodrigues, que ficou em 2° lugar na gineteada. Confira!
Gleide monta à cavalo desde os 16 anos, trabalhava numa fazenda e foi influenciado pelo irmão mais velho que participava de rodeios.
Hoje, com 26 anos, é artesão de artefatos em couro e participa de rodeios de toda a região. Entre os principais de sua carreira cita os rodeios de Vacaria (2° lugar), Osório (1° lugar), Rolante (1° lugar) e o Rodeio de Mercosul (1° lugar).
Quando começou a ginetear, Gleide conta que tinha um certo receio, comum aos principiantes, mas como sempre lidou com os cavalos contornou a situação com facilidade.
De acordo com Gleide, o treinamento deve ser contínuo, o ginete treina no mínimo uma vez ao mês, para estar preparado para todos os rodeios.
Para Gleide o 2° lugar foi um bom resultado, mas desempenho poderia ter sido melhor. "Dei uma rateada, caí de um cavalo bom", conta.
Segundo ele, a organização do evento estava boa, e no futuro prestende fazer parte da Associação dos Ginetes, que mostrou um ótimo trabalho.
O nível dos ginetes estava elevado, mas o que mais dificultou a prova, de acordo com Gleide, foi a dor no pé que geralmente sente. Dor essa que foi atribuída a uma fratura, ocorrida há aproximadamente um ano. "Mas ainda assim consegui o 2° lugar", ressalta.
A experiência mais marcante para Gleide foi conhecer o Mato Grosso, representando o RS em um rodeio, "que não teve premiação, mas valeu muito pela experiência", completa.
A gineteada é tudo em sua vida. Com isso aprendeu uma profissão, aprendeu a trabalhar o couro para o próprio uso e depois virou um ofício. Conheceu sua atual esposa em um rodeio, e hoje vive em função disso.
"Atualmente não se vive apenas da gineteada", ressalta. Os custos são bastante altos, envolvem passagens, inscrições, hospedagens e os ginetes são muitos, aumentando a concorrência.
Para quem está começando a montar, Gleide recomenda: "Pegar um tropilheiro (dono dos cavalos). Alguém que o ensine e discipline".
Gleide pretende se preparar para o Rodeio de Vacaria e tentar assumir uma boa colocação.
E finaliza com agradecimentos ao seu irmão Francisco (quem começou tudo isso) e ao "Xerife", seu tropilheiro.
Fonte:
Gleide da Silva Rodrigues
Equipe INEMA
Fonte:
Gleide da Silva Rodrigues Cidade:
Porto Alegre-RS-Brasil Fotos: Ayumi Miyazaki Publicado: Vanessa Valiati Date: 09/12/2003
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