|
Saiba um pouco sobre as Baleias-jubarte.
Temos o prazer de receber as visitas de baleias-jubarte nos meses de inverno e de primavera no Brasil (julho a novembro, principalmente entre setembro e outubro) todos os anos. Esta recepção ocorre principalmente no Arquipélago dos Abrolhos, no sul da Bahia, onde essas baleias retornam anualmente para reproduzir e gerar filhotes.
Nos demais meses do ano, as baleias-jubarte podem ser encontradas na Antártica, onde se concentram para se alimentar de um pequeno camarão conhecido como Krill. Elas chegam a atingir cerca de 15 metros na idade adulta, sendo que os filhotes nascem com cerca de 4 metros após 12 meses de gestação. As nadadeiras peitorais chegam a atingir 1/3 (um terço) do comprimento total dos indivíduos, ou seja, no máximo a 5 metros de comprimento.
Por isso o nome do gênero Megaptera (mega: imensa e pterus: asa). Possuem coloração escura no dorso e clara no ventre. A nadadeira dorsal é pequena e, em função de sua morfologia, recebeu a infeliz denominação de baleia-corcunda. Nós preferimos chamar de baleia-jubarte. Clique aqui para ver mais fotos da baleia-jubarte.
Informações históricas e atualizadas sobre a abundância da baleia jubarte (Megaptera novaeangliae) no Hemisfério Sul são escassas, embora os dados oriundos do período da caça comercial sugerem que ela era muito abundante antes da era moderna de caça.
Durante o século XX, jubartes foram extensivamente caçadas no Hemisfério Sul, e acredita-se que as elevadíssimas cotas de caça tenham reduzido a população a apenas uma reduzida parcela (no máximo 15%) de seu estoque original. Apesar de muitos dados científicos importantes terem sido obtidos durante a era moderna de caça, após o encerramento das atividades da mesma, muito pouco foi feito para se conhecer o status dos estoques populacionais das espécies de baleias. A necessidade de se conhecer melhor o status atual dos estoques da baleia-jubarte no Hemisfério Sul fez com que a Comissão Baleeira Internacional (IWC, em inglês) recomendasse a realização de estudos multilaterais nas áreas de alimentação (Pólo) e nas áreas de reprodução e de cria de filhotes (Trópico).
Alguns cruzeiros específicos para levantamentos de ocorrência, distribuição e estimativas de tamanhos populacionais foram conduzidos em mares Antárticos pela IWC e por navios japoneses na década de 1980. Ainda assim continuam sendo extremamente necessários quaisquer esforços de observações que tragam informações quali-quantitativas, para que seja possível realizar um manejo sustentável das espécies de baleias no Hemisfério Sul.
Enquanto essas informações não são levantadas, licenças de caça têm sido expedidas ao Japão ano após ano para a captura da baleia-minke (Balaenoptera sp.), que alega desenvolver pesquisa científica. Investigações recentes comprovaram a utilização da carne das baleias-minke caçadas para alimentar um comércio ilegal e economicamente interessante ao Japão pela Ásia. Carne de outras espécies que não a minke e não autorizadas de serem caçadas tem sido encontrada nesse comércio ilegal. Com o advento dos estudos de DNA, pequenos pedaços de carne de baleia vendida no Japão e em alguns países da Ásia foram levados a Laboratórios de Genética pelo mundo e foi comprovada a existência de material proveniente de outras espécies que não estão na lista de autorizadas para captura.
Atuando dessa forma, o Japão reluta para que seja liberada a caça de toda e qualquer espécie de baleia no Hemisfério Sul, alegando condução de pesquisa científica e que as baleias estão acabando com os estoques de peixes e de Krill (Euphausia superba: um pequeno crustáceo que representa a base da cadeia alimentar na Antártica) no Hemisfério Sul, e que devem ser eliminadas. O que acontece com a baleia-jubarte é que esta espécie é muito dócil e seria facilmente extinta se a caça fosse liberada. Não se sabe também se as estimativas populacionais levantadas para o Hemisfério Sul (cerca de 12 mil baleias) estão tratando de estoques geneticamente diferentes da baleia-jubarte, já que elas se reproduzem em algumas regiões tropicais diferentes (exs: Colômbia, Abrolhos - Brasil, África, Oceania). Como tem feito com todo o Planeta, o homem moderno pensa e age apenas para satisfazer as suas necessidades próprias e de momento. Esquece de que estamos vivendo "de aluguel" no Planeta e que um dia todos partirão, deixando uma herança para as futuras gerações.
Fonte:
Projeto Atlantis Cidade:
Antártida-EX-Antartica Fotos: Marcos César de Oliveira Santos Publicado: Ayumi Miyazaki Date: 23/12/2003
<%insert_data_here%>
|
Fotos:Marcos César de Oliveira Santos
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
|