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Projeto Atlantis - Antártida - Historia

A exploração inicial da Antártica iniciou-se com uma fase "conceitual" caracterizada pelas viagens interessadas em comprovar a existência real de uma terra famosa e desconhecida.

Exploradores corajosos se empenharam em partir rumo ao desconhecido em uma era em que não se dispunham dos modernos apetrechos de localização e de navegação.

Inicialmente as ilhas mais próximas foram descobertas. Com o tempo, o sexto continente foi localizado e seus recursos facilmente acessíveis permitiram uma exploração intensiva de focas e de baleias. Ao mesmo tempo, o novo continente passou a atrair a curiosidade da comunidade científica internacional. As expedições também passaram a ter o objetivo de desvendar a natureza local, aliada ao progresso tecnológico trazido pela revolução industrial. A fase final envolveu o estabelecimento do homem no continente. A expansão, trazida em nome da pesquisa científica, foi também combinada com reclamações nacionalistas e novas perspectivas de exploração econômica. Somente em 1959, com a criação do Tratado Antártico, é que a comunidade internacional adentrou a fase moderna da história da Antártica. O texto a seguir é um pouco longo, porém retrata bem um histórico fascinante de heróis que não podem ser esquecidos.

ADENDO SOBRE AS PRINCIPAIS CONQUISTAS: Segue um breve histórico sobre as viagens mais conhecidas ao continente gelado. Relatos históricos e memoráveis conduzidos por bravos heróis em uma era em que a navegação não era tão fácil de ser realizada como nos dias atuais. Cada um dos nomes mencionados a seguir tem um peso incomensurável no que a Antártica é hoje, no que a navegação é hoje e no que muitos comandantes de expedições à Antártica e pesquisadores também são nos dias atuais. Sem a bravura desses homens, possivelmente muito pouco se saberia sobre a Antártica nos dias de hoje. Por isso, esta seção também presta uma simples homenagem a essas pessoas que não devem ser esquecidas...principalmente a aqueles que tiveram ou terão a oportunidade de, em algum dia, colocar seus pés na Antártica.

1520 – Fernão de Magalhães: Após a suposição dos gregos da terra "oposta", o ponto de partida para se descobrir o continente Antártico foi a descoberta de um Estreito no extremo sul da América do Sul que hoje tem seu nome (Estreito de Magalhães). Com o patrocínio da Coroa Espanhola, o navegador português estava procurando uma passagem para as Índias através da Terra do Fogo, e acreditava que este era o limite norte do continente desconhecido. Com base em seu descobrimento, os mapas da época passaram a estampar uma área entre o sul do Estreito de Magalhães até o Pólo como Terra Australis Incognita (Terra Desconhecida do Sul).

1526 e 1578 – Hoces & Drake: Essa visão do Hemisfério Sul foi mantida até a maior parte do século XVI, quando as primeiras dúvidas foram levantadas após o desvio acidental para o sul de alguns navios que desejavam atravessar o Estreito de Magalhães. Em 1526, o explorador português Fernando Hoces, e em 1578 o navegador inglês Francis Drake, descreveram que os Oceanos Atlântico e Pacífico encontravam-se em um outro imenso Oceano, atualmente chamado de Estreito de Drake...as águas mais imprevisíveis do Planeta.

1616 – Schouten & Le Meire: Uma expedição holandesa sob o comando de Schouten & Le Meire descreveu o Cabo Horn no extremo sul da América do Sul e encerrou a discussão se a Terra do Fogo fazia parte do continente desconhecido.

1770 – 1775 – James Cook: Após essas viagens esporádicas, a viagem ao redor do mundo conduzida por James Cook entre 1770 e 1775 pode ser considerada como a primeira com um propósito científico. A serviço da Royal Society of Science, Cook zarpou da Inglaterra com o intuito de explorar e circumnavegar o continente desconhecido. No comando do Endeavor, ele realizou a primeira viagem ao redor da Nova Zelândia, até então, juntamente com a Austrália, consideradas como partes do continente desconhecido. Na sua segunda viagem a bordo do Resolution e do Adventure, Cook circumnavegou a Terra em latitudes nunca antes exploradas e navegadas até a latitude 71oS. Ele cruzou o Círculo Polar Antártico três vezes e navegou ao largo das placas de gelo, porém sem observar o continente legendário. Cook finalmente retornou a Inglaterra após uma viagem de 3 anos e mais de 6.000 milhas navegadas, convencido que a Terra Desconhecida não existia.

1818 – Smith: Parece que um negociador britânico conhecido como Smith em sua rota a Valparaíso foi levado mais ao sul do Cabo Horn por uma tempestade e declarou terra à vista. Essa terra mais tarde foi conhecida como as Ilhas Shetland do Sul, nas quais caçadores de focas da América do Sul estavam aparentemente operando por alguns anos.

1818 – Palmer: No mesmo ano, o caçador de focas americano conhecido como Palmer chegou à Ilha Deception (Shetlands do Sul), onde a exploração das focas aparentemente já tinha se estabelecido. Palmer é considerado como o primeiro explorador das Ilhas Shetland do Sul e partes da Península Antártica.

1819 – 1821 – Bellinghausen: Nesse período, quando já predominava a caça às focas, dois navios russos Vostok e Mirny chegaram à Antártica com diferentes objetivos. Sob o comando do Comandante Thaddeus Bellinghausen, o objetivo era circumnavegar o ainda desconhecido continente ao sul das latitudes exploradas por Cook. Bellinghausen atravessou o Círculo Polar Antártico por sucessivas vezes e explorou o mar que atualmente tem seu nome.

1820 – 1824 – Weddell: O britânico James Weddell permaneceu por 4 anos na área das Shetland do Sul para caçar e explorar. Em 1823 ele descreveu o mar ao sul das Ilhas Órcadas do Sul e, em condições muito favoráveis, conseguiu atingir a latitude de 74o15’S pelo mar que atualmente leva seu nome.

1839 – 1843 – Ross: Por volta de 1839 o Almirantado britânico decidiu conduzir uma expedição à Antártica com o objetivo de desenvolver estudos sobre meteorologia, oceanografia e geografia, assim como para fazer observações sobre magnetismo, geologia, botânica e zoologia. A missão foi liderada por James Ross que havia descoberto o pólo norte magnético um tempo atrás. Ross deixou a Inglaterra com as embarcações Erebus e Terror, atravessando o Cabo da Boa Esperança, passando pela Tamânia e alcançando o continente Antártico em uma área conhecida como Cabo Andare. Ele continuou a rumar em direção ao sul, porém parou na latitude 78o04’S em função de se encontrar com uma imensa barreira de gelo, que mais tarde foi batizada como Plataforma de Gelo Ross (Ross Ice Shelf). Ele mapeou a região e detectou cadeias de montanhas e vulcanos continentais, batizando-as com os nomes de seus navios. Mais tarde ele rumou em direção à Península Antártica e tentou navegar pelo Mar de Weddell, porém foi obstruído pelo gelo consolidado.

1897 – 1899 – Gerlache: Duas expedições à Antártica partiram da Europa nos anos mencionados. A primeira foi liderada por Adrien de Gerlache, um biólogo belga, acompanhado pelo jovem norueguês Roald Amundsen, que em pouco tempo se tornaria um dos mais conhecidos exploradores do continente Antártico. Gerlache mapeou a porção oeste da Península Antártica (que hoje possui um Estreito com seu nome) e identificou grupos de ilhas ao longo da costa continental. Na latitude de 71oS sua embarcação ficou presa no gelo e eles foram forçados a invernar na Antártica.

1901 – 1904 – Scott: Robert Scott liderou uma expedição britânica à bordo do Discovery. Scott navegou pelo mar de Ross e realizou uma detalhada exploração da costa da Baía de McMurdo. Ele também sobrevoou a região à bordo e um balão. Ele desceu no continente e, acompanhado de Ernest Shackleton, marchou rumo ao Pólo Sul durante 3 meses. Entretanto, tempestades de neve e aumento das dificuldades de se alcançar tal objetivo os forçaram a retornar quando alcançaram a latitude 82oS.

1902 – 1904 – Bruce: Como parte das campanhas britânicas de exploração à Antártica, uma nova expedição partiu da Europa em 1902 à bordo do Scotia, liderada pelo escocês William Bruce. A expedição rumou em direção ao Mar de Weddell, porém foi forçada pelas placas de gelo a navegar de volta às Ilhas Órcadas do Sul onde, na Ilha Laurie, Bruce instalou uma estação meteorológica e magnética chamada de Osmond House. Este se tornou o primeiro estabelecimento permanente na Antártica e até os dias de hoje tem funcionado.

1907 – 1909 – Shackleton: O objetivo de se alcançar o Pólo Sul Verdadeiro tornava-se cada vez mais claro durante muitas das expedições à Antártica. Para isso, não bastava ter conhecimentos apenas de navegação, mas sim de se superar um longo e árduo caminho por terra. Assim sendo, passa-se a se desenvolver os principais planos e estratégias para tal travessia. Neste contexto a expedição de Shackleton de 1907 a 1909 foi considerada a primeira tentativa real de se alcançar o Pólo Sul. A bordo do Nimrod, Shackleton rumou em direção ao Estreito de McMurdo no Mar de Ross, onde estabeleceu seu acampamento. O primeiro resultado importante foi alcançado em 1909 após uma viagem de 4 meses através de 2.000km por 3 membros de sua equipe que tiveram êxito ao alcançar o Pólo Sul Magnético (72o25’S, 155o16’E). Quase ao mesmo tempo Shackleton, com uma equipe de 4 pessoas, partiu para o Pólo Sul Geográfico em trenós puxados por pôneis siberianos, porém os animais não resistiram às severas condições do ambiente e foram sacrificados. Os exploradores continuaram a missão a pé, mesmo com um clima inóspito e congelante, chegaram ao Plateu Polar porém, em janeiro de 1909, a falta de alimento aliado a muitas outras dificuldades forçaram Shackleton a retornar para a latitude 88o23’S, há apenas 180km do Pólo Sul Verdadeiro

1911 – 1912 – Amundsen & Scott: Após o retorno de Shackleton, novas expedições ao Pólo Sul estavam sendo preparadas na Europa. Diferentemente dos anos anteriores, a política de se obter esforços para alcançar tal objetivo foi sendo deixada de lado e o Pólo Sul passou a ser um alvo pessoal e uma competição entre nações. Neste clima de desafio, duas expedições deixaram a Europa em 1910 e deram abertura às páginas mais dramáticas da história Antártica.

A expedição britânica à Antártica, liderada por Robert Falcon Scott, partiu da Europa em junho à bordo do Terranova. Poucos meses depois, Roald Amundsen partiu da Escandinávia à bordo do Fram, abandonando seus planos de alcançar o Pólo Norte, já que Peary acabara de conquistar aquele êxito. As duas expedições chegaram à Antártica no início de 1911 e se estabeleceram na Baía do Mar de Ross. Scott montou seu acampamento base na Ilha de Ross, enquanto que Amundsen o fez na costa oposta na Whale Bay, há uma distância de 600km de Scott. Eles utilizaram os primeiros meses para planejar suas jornadas e organizar os depósitos de alimento enquanto aguardavam a partida a ser realizada na primavera.

Amundsen partiu no início de setembro. Um mês depois ele atingiu o acampamento a 80oS e novamente partiu com uma equipe de 4 pessoas, cada um com um trenó puxado por 13 cachorros. O pequeno grupo avançou por terra, atravessando as cadeias de montanhas e atingindo as terras mais altas do continente. Em função das condições extremamente adversas, eles passaram a cobrir uma distância de 25km por dia. A marcha era aliviada pela redução do peso dos trenós e pela ingestão da carne de alguns cachorros que sucumbiam ou eram sacrificados. Amundsen e seus companheiros finalmente atingiram o Pólo Sul em 14 de dezembro de 1911 e retornaram com sucesso ao acampamento base no dia 25 de janeiro de 1912 após uma caminhada ininterrupta de três meses ao longo de 3.000km.

Scott partiu de seu acampamento no dia 1 de novembro de 1911 com 16 homens, 10 pôneis siberianos, 233 cachorros e 13 trenós com um pesado equipamento para pesquisa científica. Em determinados intervalos, alguns homens propositadamente abandonavam a equipe e retornavam para o acampamento base, deixando suprimentos alimentares ao longo do caminho para assegurar o retorno de Scott. Alguns trenós quebraram, os pôneis tiveram que ser sacrificados e os cachorros não tinham mais condições de carregar tanto peso. No dia 4 de janeiro de 1912, enquanto Amundsen já estava de volta do Pólo Sul, o último grupo auxiliar deixou a última equipe de Scott de 4 homens: Bowers, Evans, Oates e Wilson. Com enormes dificuldades eles finalmente alcançaram o Pólo Sul no dia 17 de janeiro e descobriram que Amundsen já tinha alcançado o feito histórico. Os britânicos, exaustos e desiludidos, começavam a marchar de volta ao acampamento base. Entretanto, condições do tempo adversas e problemas com a falta de alimento não deixaram que eles chegassem ao acampamento base. O primeiro a morrer foi Evans. Alguns dias depois Oates abandonou a barraca improvisada e nunca mais retornou. As fortes ventanias forçaram os 3 homens restantes a permanecer no interior da barraca há cerca de 18km do próximo depósito de alimento. Scott continuou a escrever em seu diário, sabendo que "o fim está próximo...pela Graça de Deus, tomem conta de nossas famílias". Os corpos congelados de Scott, Wilson e Bowers foram encontrados juntos a seus pertences 8 meses depois. A heróica era de desbravamento do Pólo Sul chegava dramaticamente ao seu fim. Apesar deste drama, a comunidade internacional celebrou o feito de Amundsen que foi possível graças à excelente organização e à escolha do melhor equipamento.

1914 – 1915 – Shackleton: Logo após a conquista do Pólo Sul, a Primeira Guerra Mundial atingiu a comunidade internacional e todas as atividades à Antártica foram suspensas, exceto por uma nova expedição organizada por Ernest Shackleton. O plano do destemido britânico era atravessar o continente a partir do Mar de Weddell para o Mar de Ross, passando pelo Pólo Sul. Shackleton partiu da Inglaterra em 1914 com dois navios. Ele planejou chegar o Mar de Weddell com o Endurance e então marchar rumo ao Pólo, enquanto a tripulação do Aurora estaria aguardando no Mar de Ross após ter rumado ao Pólo Sul organizando os depósitos de alimento pelo caminho. Infelizmente o Endurance ficou preso no gelo no Mar de Weddell e naufragou com Shackleton e sua equipe tendo tempo suficiente para abandonar o navio e desembarcar em um gigante iceberg. Eles permaneceram alguns meses no imenso bloco de gelo à deriva e finalmente chegaram a terra firme nas Ilhas Shetland do Sul com a utilização dos pequenos botes que vieram no navio. Shackleton navegou com um pequeno bote e alguns membros da tripulação para as Ilhas Geórgias do Sul à procura de ajuda e de salvar o restante de sua tripulação. Foi uma jornada incrível por longos e intermináveis dias. Ao chegar nas Geórgias do Sul, Shackleton ainda teve que cruzar praticamente toda a Ilha a pé para conseguir socorro. Nenhum membro de sua tripulação sucumbiu em função de seus esforços sobrenaturais. Após o final da guerra, Shackleton organizou outra expedição à Antártica, porém faleceu após alcançar as Geórgias do Sul. Desde então, Sir Ernest Shackleton tem sido lembrado como o explorador mais corajoso e tenaz do continente Antártico por ter dedicado sua vida e esforços à longa e perigosa conquista do continente gelado.

1920´S – ERA DOS AEROPLANOS: Ao final dos anos 1920s o aeroplano surgiu como uma importante inovação tecnológica que permitiu uma perspectiva revolucionária ao abrir uma nova era de exploração ao continente Antártico. Esse meio de transporte possibilitou o transporte do homem e de equipamentos às áreas mais remotas do continente Antártico, tornando-se uma peça fundamental no suporte logístico do estabelecimento de estações de pesquisa científica no continente. O primeiro vôo à Antártica foi conduzido em 1928 pelo piloto australiano Hubert Wilkins, que voou em um monoplano Lockheed Vega sobre a Península Antártica por mais de 1.000km. No ano seguinte, após algumas tentativas, Richard Byrd voou sobre o Pólo Sul. Em 1935, outro piloto americano chamado Lincoln Ellsworth realizou a primeira travessia transantárica pelo ar.

1940´S – FASE DE EXPANSÃO: Em 1939 o cenário internacional estava completamente tomado pela Segunda Guerra Mundial e, apenas após 1945 é que o interesse pela Antártica voltou a tomar forma motivado pela possibilidade de estabelecer acampamentos permanentes no continente. Expedições à Antártica tornaram-se cada vez mais freqüentes. Uma delas tornou-se mais conhecida em função de sua larga escala. A U. S. Highjump Operation em 1947-48 representou a mais impressionante operação conduzida com a participação de 4.700 homens, 13 navios e 24 aeronaves. Uma tendência crescente de assegurar a presença nacional no continente Antártico foi demonstrada por vários países com a política de não apenas realizar pesquisa científica, mas também ocupar espaços estratégicos. Esse clima foi influenciado pela guerra fria entre os EUA e a União Soviética que enfatizavam a importância estratégica de controlar as rotas marítimas do sul.

1957 – 1958 – ANO GEOFÍSICO INTERNACIONAL: Essas preocupações crescentes alertaram a comunidade internacional que, através da instituição do Ano Geofísico Internacional em 1957, chamaram a atenção do mundo para a Antártica ao enfocar apenas a pesquisa científica e a um apoio cooperativo entre nações. Por 18 meses (julho de 1957 a dezembro de 1958), cientistas de 67 nações coordenaram a maior operação Antártica efetuada até o presente momento. Em nome da liberdade da ciência, cerca de 50 estações de pesquisa foram construídas ao longo do continente e importantes informações científicas foram levantadas. Um dos mais importantes marcos da época foi a fundação de um Comitê Científico para a Pesquisa na Antártica (SCAR – Scientific Committee on Antaarctic Reserach): um órgão internacional não-governamental com a missão de coordenar as atividades científicas a serem desenvolvidas na Antártica.

1959 – Tratado Antártico: O Ano Geofísico Internacional abriu o debate sobre o papel político, econômico e científico da comunidade internacional no continente Antártico. Em 1959, 12 nações (Argentina, Austrália, Bélgica, Chile, Estados Unidos, França, Japão, Nova Zelândia, Noruega, Polônia, Reino Unido e União Soviética) organizaram um encontro em Washington para elaborar um acordo internacional para o manejo do continente Antártico. O Tratado Antártico, assinado em 1959 por 12 nações que tiveram a companhia de muitas outras nações incluindo-se o Brasil anos depois, representou a primeira tentativa de se lidar com um dos mais sensíveis assuntos internacionais da era moderna. Em 23 de junho de 1961 o Tratado Antártico passou a vigorar oficialmente. Entre os anos de 1961 e 1989, 26 outros países assinaram o Tratado, dentre os quais convém destacar o Brasil, a Espanha, Alemanha, o Uruguai, a Itália, a China, o Equador, o Canadá e a Colômbia.

DIAS ATUAIS: Nos dias de hoje a Antártica é considerada como o continente universal que deve manter as características de seus primórdios, ou seja, não deve haver exploração econômica ou militar por parte de nenhuma nação. Os principais objetivos residem em desenvolver pesquisa científica de ponta e preservar a qualidade de vida local. Através desses instrumentos tem sido possível realizar duas linhas de pesquisa e de preservação de fundamental importância para os países do Hemisfério Sul: averiguar quais as influências do clima Antártico no clima dos países do Hemisfério Sul, e solavancar as informações científicas adequadas para melhor se manejar os estoques populacionais das principais espécies de baleias do Hemisfério Sul. Temos o orgulho de fazer parte dessa importantíssima missão, levando a honra do potencial do pesquisador Brasileiro a um lugar de respeito. Estamos participando ativamente para que a Antártica continue sendo considerada como um PATRIMÔNIO DA HUMANIDADE.

Fonte:
Projeto Atlantis - http://www.projetoatlantis.com.br Foto: Sir Ernest Shacketon. Foto extraída do livro Endurance

Fonte: Projeto Atlantis
Cidade: Antártida-EX-Antartica
Fotos: Marcos César de Oliveira Santos
Publicado: Ayumi Miyazaki
Date: 23/12/2003 <%insert_data_here%>
  Evento 1662 - Projeto Atlantis - Antártida

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