|
Expedição Península Antártica 2004, realizada entre 11 e 21 de janeiro de 2004 pelos brasileiros Nei Maldaner e João Viana Aragones e mais 56 integrandes de outros países. Saiba sobre a passagem do Drake.
Depois da simulação de segurança, fomos jantar; tomei um dramim. Percorremos o canal de Beagle até as 11 horas, quando então entramos no Drake; ali deu para notar a movimentação do barco. Na entrada do Drake já era escuro; um barco pequeno com dois faróis chegou perto do nosso, achei que seria algo como fiscalização, pois logo seguiu viagem.
O dia 12 foi todo movimentado, nada do que ficou solto não rolou ou foi para o chão, inclusive os livros da sala de leitura e as cadeiras.. tudo para o chão; já no quarto nada ficava fechado, nem o armário, o jeito foi amontoar as mochilas no chão, em frente ao armário.
Na cozinha também, volta em meia, dava um desastre. As ondas eram grandes, pois pegamos um temporal; havia ondas de 5 a 7 metros, mas o pessoal disse que já tinha pego ondas de 15 metros e o barco agüentou bem. O barco balançava de um lado para outro o tempo todo, e muitos estavam se sentindo mal. Nestes dias passei bom tempo dormindo e não me senti mal.
No dia 12, por volta do meio-dia eu estava na ponte, que é o local onde se comanda o barco, fazendo umas fotos; fui para o lado de fora, e quando vi, o barco desceu, levantando água pelos dois lados. Só deu tempo de me agachar e ver a água vindo para cima, 4 andares, e tomei um banho; aquela água foi tanta e tão forte que me arrastou por uns 4 metros, isso que eu estava agarrado com uma mão, e mesmo assim me jogou pelo chão... na outra mão a máquina toda molhada; corri para dentro, e ali vi o piloto também todo molhado.. fui até a área do bar onde tirei a jaqueta, blusão e camiseta, e com a parte seca desta última, sequei a câmera como pude, torcendo para que não a tivesse afetado.
Felizmente ela funcionou bem, e segui para o quarto me trocar. O barco balancava cada vez mais. E o dia 12 passou todo assim. Dramin a cada 6 horas, e dormir o máximo possível eram as recomendações.
Já no dia 13 não tomei café da manhã. Em torno de 10 horas tivemos sessão sobre os pingüins da Antártica com o Juan.
Pingüins
Falou que podem nadar entre 7 a 15 Km/h dependendo da espécie, e mergulhos entre 100 e 250 metros também, dependendo da espécie. Além de ficarem no mergulho de 5 a 7 minutos algumas espécies e outras até 18 minutos.
Das 18 espécies, podemos destacar os Imperadores, e o Pingüim Rei, que tem maior capacidades, como nadar entre 10 a 15 Km/h e mergulhar até 250 metros ficando até 18 minutos no mergulho.
O Imperador fica no continente Antártico, enquanto o Pingüim Rei fica na Subantártica, como Ilhas Georgias, Ilhas Malvinas (Falklands) entre outras. O macho fica até 4 meses sem comer. Chocando ovos, podem caminhar até 200 km. Macho agüenta 60 graus negativos no inverno e fica chocando os ovos. A fêmea não fica o inverno no continente, ela fica no mar, se alimentando, quando volta, no fim do inverno, o macho vai para o mar se alimentar.
Já outros como Pingüim Adelia, Barbicho e Papua nadam 7 Km/h. Mergulham até 120 metros e ficam até 7 minutos no mergulho. Papua de bico avermelhado, Adelia de cabeça preta e olho branco, e Barbicho, que tem um lista preta abaixo do bico, de fora a fora. Se alimentam principalmente de krill, mas também de pequenos peixinhos, calamar (anéis). Podem ficar até uma semana sem comer.
Ambos alimentam seus filhotes regurgitando.
Junto do barco, dezenas, outras vezes centenas de pássaros nos acompanhavam. Albatroz errante (quanto mais branco mais velho nas asas), Petrel Pintado ou Petrel do Cabo.
Dia 13, às 14 horas, foi a vez do Plabo nos falar sobre as baleias.
Dividiu em duas espécies e falou das que poderíamos ver: Minke, Orca, Humpback (membros grandes).
Falou também dos alimentos e do krill que, com exceção da orca, todas as outras se alimentam disso, e a matança de baleias fez crescer muito o número de krill. Também Pablo falou que eles se juntam e formam bolos, por isso, muitas vezes, as baleias mexem na água para que eles se juntem, a fim de poderem comê-los em grande quantidade. Já a orca gosta de foca, pingüins...
E o dia 13 já estava melhor.. ou nos acostumados com o balanço do barco. O pessoal ficava pelo bar lendo, conversando, ou admirando as coisas lá fora como água, a dimensão, os pássaros, o balnço do barco; os fumantes também ficavam fora, pois dentro do barco não se fuma.
Fonte:
Nei Maldaner
Equipe INEMA
Fonte:
Nei Eugenio Maldaner Cidade:
Antártida-EX-Antartica Fotos: Nei Eugenio Maldaner Publicado: Daiana Ruff da Silva Date: 23/12/2003
<%insert_data_here%>
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
|