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A Expedição Península Antártica 2004 realizada entre 11 e 21 de Janeiro de 2004 pelos Brasileiros Nei Maldaner e João Viana Aragonez e mais 56 integrandes de outros paises.Saiba sobre a chegada ao continente Antártico.
Depois do almoço fomos nos organizar para o próximo desembarque, que seria em 3 horas, fui para a proa e vi um veleiro cruzar a nossa frente. Foi surpreendente ver alguém navegando por ali naquele frio, ainda mais em um barco à vela, mas deve ser legal passar uns meses por ali. O pessoal do veleiro passou por nós e acenou bastante, sendo saudado por nosso barco pela buzina.
O clima estava muito fechado e com nuvens pretas, contrastando com o branco do gelo. O céu escuro cria outros cenários, cheios de tonalidades.
Cruzou perto da gente um navio branco, que passou atrás de um grande iceberg, com isso deu para ver o tamanho dele.
Nessa região vimos muitos icebergs grandes. Vários dos integrantes da expedição estavam na proa do barco, vendo esses grandes icebergs, que tinham mais destaque por causa das nuvens pretas.
Foi um show a visão da baleia Jubarte, tirei fotos dela, mas só depois entendi todo o processo. Ela estava com a boca aberta para cima, e era muito grande mesmo estando um pouco afastada.
Depois também vimos mais algumas baleias, algumas conseguimos ver descendo e isso fazia aparecer o rabo.
A maioria ficou vendo tudo de dentro da ponte, pois estava muito frio, mas eu e alguns outros estávamos la fora, na proa.
Quem não estava com máquina fotográfica, estava com binóculos observando tudo.
Eu fui para o topo do barco e ali o vento estava muito forte, mas não senti o vento frio porque a emoção de estar vendo tudo aquilo era mais forte. O vento estava forte e eu brincava com ele.
As nuvens pretas passavam baixo, isso mexia mais nas paisagens. O movimento do barco dava a cada minuto um visual totalmente novo.
Junto ao barco, pássaros brancos viajavam com a gente e cruzavam pelas bordas, criando um contraste com a água, agora com um tom mais escuro.
Com o verão pela metade, já conseguíamos ver mais rochas em alguns pontos, o que deve aparecer até o final de março, quando começa voltar a nevar novamente.
Entre duas montanhas, em uma baixada, vimos diversas casas ao longe, o que acredito ser mais uma estação de pesquisa.
O casal belga Kris e Sophia estavam sempre juntos, tirando fotos e atentos a tudo.
Às 18 horas nos preparamos para sair para outro desembarque ou Land, como chamam. O lugar é chamado Porto Neko.
Porto Neko foi batizado pela Indústria Baleeireira NEKO que operou nas Ilhas Shetland e na Península Antártida desde 1911 até 1924 e que usualmente usavam esta baía. Neste lugar se encontra um refúgio argentino desabitado e vários ninhos de pingüins Papua (Gentoo Penguins).
Em frente à praia tinha um lindo e grande iceberg, desta vez fiquei para o final, aguardamos os barcos levarem as pessoas para a terra. Em cada bote iam 9 pessoas mais o piloto.
Apesar de perto, o desembarque foi demorado. Chegou nossa vez, éramos o penúltimo bote. Passamos pelo iceberg, era muito grande e realmente muito bonito. Deu para ver o tamanho, comparando-o com o barco. Depois de passar pelo iceberg vimos a praia, que era toda de pedra, e com uns 2 ou 3 metros apenas e depois, tudo era gelo. Acima da praia o pessoal andava por toda a extensão, curtindo o visual.
Para descer do bote, foi incrível, tinha muito gelo,aproximadamente uns 20 metros eram blocos e blocos de gelo flutuando. Ficamos aguardando o bote anterior ao nosso desembarcar, enquanto isso os pingüins nadavam por ali e passavam ao nosso lado em bandos, saltando como se fossem golfinhos, muito legal.
Então o bote vazio trouxe um dos pilotos que passou para nosso bote, ele foi na ponta do bote afastando os blocos de gelo, e ate dar pé. Ele pulou na água para puxar o barco e continuar abrindo espaço, afastando os gelos, é claro que estava com a roupa seca apropriada (gostei muito dessa parte). Ao nosso lado esperava um outro bote com mais 9 pessoas, ele seria o ultimo bote.
Chegamos na praia, e dali vimos os pingüins. Eles seguiam para a colônia que ficava na área superior do morro, e, de tanto subirem e descerem acabavam criando uma trilha. Essa trilha passava por um antigo abrigo argentino, que estava caindo aos pedaços, pois estava abandonado há muito tempo. Ali também havia muitos pingüins, que aproveitavam a ausência de neve e tentavam fazer seu ninho ( feito de pequenas pedras), onde chocam seus ovos.
Ali estávamos todos nós, contemplando ou tirando fotos de todo aquele cenário. Outros faziam inscursões na praia, em frente ao glacial, onde havia uma dupla de focas sobre um bloco de gelo flutuando.
Pelo horário a maioria dos pingüins já estava voltando para seus ninhos na colônia acima e nós todos ficamos observando a sua subida pela trilha, meios desajeitados.
Fonte:
Nei Maldaner
Fonte:
Ayumi Miyazaki Cidade:
Antártida-EX-Antartica Fotos: Nei Eugenio Maldaner Publicado: Vanessa Valiati Date: 23/12/2003
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