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Nesta quinta edição da Cavalgada Cultural da Costa Doce, além dos cavalarianos e acompanhantes, também estiveram presentes representantes da imprensa para fazer a cobertura. Conheça Rogério Fernandes, cinegrafista da Emater.
Rogério Fernandes trabalha na Emater há dez anos. Inicialmente foi contratado como fotógrafo, profissão na qual possui 16 anos de experiência. A troca da máquina fotográfica pela filmadora foi há seis anos, com o inicio do Rio Grande Rural, transmitido pela TV Educativa e produzido pela Emater RS.
O Rio Grande Rural é um programa que procura relatar a vida no campo, mostrando as alternativas da agricultura familiar, o turismo rural e os aspectos culturais do Rio Grande do Sul. Rogério afirma que este tipo de trabalho é muito bom de ser de feito, pois é um contraponto ao agito da cidade. “O ritmo do campo é outro, sai fora daquela linguagem de vídeo clip, é uma coisa mais cadenciada, tranqüila, que faz muito bem” explica.
Através deste programa, Rogério filmou a Cavalgada da Costa Doce. Neste trabalho, o cinegrafista e sua equipe tiveram que conviver com os cavalarianos acampados, enfrentando todas as dificuldades que um acampamento e uma empreitada apresenta. Apesar de todos estes desafios, o Rogério achou mais interessante foi entender um pouco da cumplicidade que une os participantes da cavalgada. Pessoas interessadas em resgatar a tradição, não só do gaúcho campeiro, mas o respeito à família e às pessoas. “O convívio entre eles era muito divertido e harmonioso, era muita alegria, foi muito bom” relata.
Nem tudo correu como planejado e a viagem foi tomada por imprevistos. Logo no primeiro dia, o barco que levava a equipe não podia se aproximar da costa porque corria o risco de encalhar. Então, a solução era entrar na água para fazer as imagens. Além disto, tiveram que carregar um cavaleiro que sofreu um acidente, para que ele recebesse o socorro.
No segundo foi ainda mais difícil, pois o barco encalhou. Com isso a equipe perdeu muito tempo até conseguir chegar na lagoa. “Quando chegamos, o vento fazia com que as ondas estivessem muito altas, e o risco de virar a embarcação era muito grande, então tivemos que abandonar o barco e seguir por terra com todo o equipamento, atravessando campos e banhados por dentro das fazendas até encontrarmos ajuda de um trator para resgatar o resto do pessoal que ficou esperando à beira da lagoa”.
De acordo com Rogério, o momento mais difícil da viagem foi o de retornar à fazenda de onde haviam saído e tomar a decisão de ir por terra até a praia do Laranjal. “Foi quando a solidariedade falou mais alto e os amigos do Inema nos levaram até Pelotas, percorrendo muitos quilômetros a mais. Foi então que conseguimos concluir o nosso trabalho. Esta é a prova de que nestes ambientes de aventura sem o coleguismo o espírito de equipe e principalmente de solidariedade, as coisas definitivamente não acontecem”.
Apesar do seu trabalho dar maior ênfase para as ações rurais, Rogério é um admirador dos esportes radicais. Ele admite que gostaria de ter um contato maior com este tipo de aventura. “As coberturas deste tipo de esportes são mais desafiadoras e excitantes” explica.
Em sua experiência como fotógrafo, já realizou muitos trabalhos de cobertura de eventos esportivos. Para Rogério, cobrir estes acontecimentos sempre foi muito gratificante. Seus favoritos eram surfe, balonismo, canoagem e ciclismo. “Era muito bom estar ali tentando registrar aquele momento que traduzisse toda emoção daquele esporte, isto realmente era o que me fascinava” conta.
Fonte
Rogério Fernandes
Equipe INEMA
Fonte:
Rogério Fernandes Cidade:
São Lourenço, Turuçu e Pelotas-RS-Brasil Fotos: Nei Eugenio Maldaner Publicado: Carolina Becker Davi Date: 29/01/2004
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