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Leia um texto sobre nutrição escrito pela jornalista e nutricionista Liège Copstein, nossa mais nova colaboradora.
Todo mundo é apaixonado por comida. Depois do oxigênio, foi a melhor coisa que você conheceu quando saiu da barriga da mamãe. Se essa relação vai ser do tipo tango ou reggae, depende de cada um.
A marvada pode te dominar. Tem gente pra quem comida mesmo é carne vermelha, o resto é periférico. Come que nem uma jibóia e passa dois dias caído num canto, digerindo, o corpo todo envolvido nisso, difícil de raciocinar, de se mexer, até de ter prazer em qualquer coisa. Exemplo de amor depressivo, os amigos avisam: “você ainda vai morrer disso”!
Tem outros que se orgulham: sou uma formiga. De manhã, pão com geléia, no almoço abóbora com açúcar, a sobremesa é pudim, mas no lanche, escolhem uma coisa mais “saudável”: barrinha de cereal. Umas vinte. E movimento para gastar essa energia toda? Zero, porque trabalha sentado na frente do computador e nas horas vagas, nem tem pique pra nada. Açúcar demais também deprime.
Essa danada não pode te dizer o que fazer. Você tem que estar no comando. Andar, correr, nadar, respirar. Conhecer um monte de gente aumenta as probabilidades de conhecer as melhores pessoas do mundo, isso também é muito bom. Dura mais que os 30 segundos de uma mastigada, dura toda uma vida, e uma vida das mais gostosas. Então é preciso saber que:
- Se você é atleta de fim de semana, aquela picanha bem gorda pode limitar muito suas atividades, porque a gordura saturada é difícil e demorada de digerir. Não vamos nem falar que a médio prazo ela entope suas artérias, blá-blá-blá, etc... Vamos falar por enquanto no próximo domingo de sol, que você quer sair com sua bike. Precisa de energia, mais do que você usa durante a semana, quando está sedentário. Tire essa energia dos carboidratos, mas não aqueles da super barra de chocolate, que vai fazer misérias com a glicemia do seu sangue e depois te largar feito um junkie querendo mais, mais, mais.
- Se você gosta, mas gosta mesmo – comer é para ser bom -, encare um arroz com feijão, muita energia e proteínas bem combinadas. Uma lasanha com azeite de oliva, em quantidades moderadas e tudo com bastante salada acompanhando. Carne pode, mas pense nela mais como um tempero do que como prato principal.
No fim, pode um docinho, mas não vale derrubar todo o pote de sorvete. Melhor se tudo for integral, com bastante fibra, que nem aquele pão e aquelas frutas que você comeu no café da manhã, certo?
Agora, a comida é nossa amiga. Todos os tipos de comida, até as gorduras, até aquele pastel reluzente que fritam no bar da sua firma, ele também pode ter o seu dia. Disso, podemos falar depois.
Fonte:
Liège Schilling Copstein
Fonte:
Liège Schilling Copstein Cidade:
Porto Alegre-RS Fotos: INEMA Publicado: Vanessa Valiati DATA: 29/01/2004
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