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Expedição Antártida 2004 - Dia 16 Bay Paraiso

A Expedição Península Antártica 2004 realizada entre 11 e 21 de Janeiro de 2004 pelos Brasileiros Nei Maldaner e João Viana Aragones e mais 56 integrantes de outros países apresentou inúmeras surpresas. Base Argentina abandonada e uns Glaciais.

Eram quase 4 da tarde, o visual estava demais com as montanhas nevadas, e muito gelo na agua, fui para o topo e de lá fiquei observando, na proa duas pessoas enfrentavam o vento frio, mas felizes.Llogo apareceu o kris, da belgica, que tambem comecou a fazer fotos do lugar. Sem duvida um dos lugares mais lindos que tinhamos visto na Antartica.

Ao longe vimos uma embarcação e ao nos aproximarmos vimos que era um navio de patrulha Argentina. Estavamos nos movimentando com botes e na terra tinham diversas casas que eram uma base argentina desativada. Chegamos mais proximos e vimos que tinham pessoas nas casas.

O lugar era realmente um paraiso antartico. Ali, além da base argentina, também havia a base Chilena, de outro lado da baia.

Paramos em frente a base argentina e começamos ao nosso land, alguns botes desceram e foram em direção à base, nós ficamos para o último bote. Quando nos afastamos do barco fomos em direção à base mas, os botes todos foram dar uma volta em torno do naivo da armada argentina. Eles convidaram para visitar o barco, então em vez de ir para a base direto, primeiro foi realizado um tur dentro do Navio.

Enquanto aguardavamos para subir no Navio, nosso piloto que era o Pablo recebeu pelo rádio um pedido para voltar ao nosso barco e pegar mais duas pessoas, os mexicanos que tinham ficado lá. Voltamos e pegamos eles, então para acomapanhar os outros botes que já tinham realizado a visita no navio da Armada Argentina, seguimos direto com eles. Nosso objetivo seria passear por entre os icebergs e pelos grandes glaciais.

Assim que passamos pela frente da base que se localizava na base de uma grande rocha, fomos obervando passaros que viviam nestas rochas. Em alguns pontos havia ninhos e filhotes. Os filhotinhos era cinzas e os adultos branco com manchas branca. Ficamos ali observando por um tempo e depois seguimos olhando as rochas, que nos foi orientado que ali as cores mostravam onde tinha cobre, e outros minerais. Mais adiante encontramos uma das aves mortas na agua e com as víceras retirada. O guia nos explicou que eram as focas que faziam isso. Ainda encontramos um grande bloco de gelo preto, que é muito perigoso, pois acaba-se nao vendo.

Seguimos então com um outro bote nos acompanhando para os glaciais, eram grandes, e so deu para ver a dimencao quando um dos botes estava la na frente e deu para ver como era pequenino. Paramos e desligamos o motor para contemplar tudo aquilo e tambem para ouvirmos se nao tinha nenhuma alavanche, seguindo nosso guia, ela sempre comeca com pequenas quedas.

Ficamos por mais um momento por ali. Depois fomos para bem proximo dos glaciais. passamos por parte lindissimas, que dava vontade de subir. Também em diversas partes tinham buracos que pareciam cavernas, eles eram muito grandes e quando um dos botes se aproximava podiamos ter ideia da dimenção. O mexicano discutiu com o nosso guia, que só falava em inglês, que o barco era Argentino e que estavamos em regiao Argentina, fiquei aprensivo, imagine dar uma briga ali. Assim fomos seguindo por mais de uma hora e então voltamos para a base. Este foi o primeiro momento que senti frio nos pés, estava usando uma bota que o naviou tem. Ela é de borracha e forrada por dentro, mas ficamos muito tempo no frio e sem movimentar os pés.

Chegamos ba base ali tinha um trapiche para desembarque mas os botes eram muito pequenos então fomos desembracar nas pedras mesmos. Tinha gente esperando que queria voltar ao barco e outros que fariam nosso passeio, ja tinham estado na base. Assim que desci pude observar melhor a base e certifiquei que ela estava mesmo desativada, pois havia muita coisa meio abandonada, tambem a colonia de pinguins estava ali por toda parte, alguns chocando ovos e outros com filhotinhos de alguns dias. Fiquei observando um pouco os pinguins, mas segui logo atrás dos outros que subiam a rocha, era uma grande rocha, e do lado da base toda coberta de neve em uma subida suave, mas do outro lado um paredao, onde estavam os pássaros que tinhamos visto antes.

Meu joelho esquerdo doia, fazia ja dois dias que cada dia estava pior, mas mesmo assim queria dar uma olhada la em cima, assim fui subindo devargarzinho. chegeui lá em cima estava o João, contemplando a vista. Parei para olhar, é realmente de tirar o fôlego. Não era por nada que se chamava Bahia Paraiso. Tiramos muitas fotos ali em cima e a gurizada comecou a brincar, um jogar neve nos outros. Enquanto isso eu fiquei contemplando as montanhas que se erguiam atrás de nós e também a baia do outro lado, onde tinhamos ido ver os glaciais.

Comecamos a descer, alguns então foram descendo escorregando sentado, outros foram atras deitado, e la fui eu também, parei na metade para tirar algumas fotos. Foi muito legal, outros europeus desceram correndo e se atiravam na neve. Voltei a descer o resto, e foi muito divertido. Quando voltei a caminhar, meu joelho comecou a doer novamente, encontrei o Mexicano e a Doutora, ele comentou com ela e ela pediu para verificar o joelho no barco depois.

Na volta pedi para ir no navio da Armada Argentina, pois nao tinha ido antes, então um bote me levou lá. Chegando no local, o Subcomandante me mostrou todo navio. Eu achavam que não haveria tanto conforto quanto o que eu encontrei por lá. Tirei uma foto de todos os oficiais, também de diversos pontos do navio. gostei de ver a tecnologia que usam para navegar, desde sonar, gps, e mapas em 3d, em um só ambiente. Tudo eletronicamente. Também me mostrou a parte de alimentação, com três refrigeradores, onde separavam laticinios, vegetais, e carnes em três temperaturas diferentes. Me mostrou a capacidade de fazerem alguma peça para o navio. Também de navegar hidraulicamente o navio se algo falhar no sistema eletrônico. E ainda todo o suporte para resgate, local para ficar uma tripulacao de barco caso retirassem pessoas em situacao de emergência. No final, a estrutura para recuperar o meio ambiente em caos de um acidente. Ali tinha desde aspiradores de petróleo ou óleo, de sistemas químicos entre outras emergências. Ainda um sistema de escafandro para mergulho de altas profundidades. Questionei sobre armamento e ele me mostrou onde ficam as munições, o sistema de seguranca para imundar em caso de emergência e também os sistemas de canhões. Tudo estavai desligado, pois a missão deles na Antártica é de Paz, de patrulhamento, de apoio.

Um dos botes veio me buscar e voltamos para nosso barco, onde uma janta nos esperava. Fui ver a médica para ver meu joelho, não encontrou nada de grave, assim de deu uma faixa e usei meu spray para antiinflamatorio, mas que nao estava me ajudando muito. Eu acreditava que o problema do joelho era subir e descer as escadas, muitas vezes por dia e com muito equipamento.

Depois fui novamente para fora olhar a nossa saída da Baia Paraiso, passamos pela base Chilena e seguimos para Cuverville.

Fonte: Ayumi Miyazaki
Cidade: Antártida-EX-Antartica
Fotos: Nei Eugenio Maldaner
Publicado: Carolina Becker Davi
Date: 23/12/2003 <%insert_data_here%>

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  Evento 1608 - Viagem pela Peninsula Antártica 2004

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