|
De 13 a 21 de fevereiro de 2004 esta acontecendo a 20ª Cavalgada do Litoral Norte, de Palmares do Sul a Torres (RS). O INEMA esta junto registrando milhares de fotos. Nosso primeiro dia.
Cada ano o sentido da cavalgada muda, um ano é de Torres para Dunas Altas e outro ano é de Dunas Altas para Torres. Este ano foi de Dunas Altas para Torres, então a saída é da Granja Vargas, no município de Palmares.
Este primeito trecho de Granja Vargas até Dunas Altas, além de ser um trajeto pequeno em torno de 16 Kms, também é muito diferente de todo o resto. Pois não é feito pela praia. É sem dúvida imperdível!
O pessoal vai um dia antes e acampa na Granja Vargas, e dali segue pela estrada até entrar pela lagoa. Neste caminho, passa por vilarejos muito lindos e originais.
Outra coisa interessante deste percurso é que todo ele é cavalgado com o sol de frente , ajudando a fazermos imagens mais interessantes.
Pois bem, estávamos fazendo a cobertura do Mundial de Surf em Torres, e fomos durmir em Xangri-lá, dali acordamos pelas 5hs da manhã para seguir até a Granja Vargas, queríamos chegar antes do sol nascer, para fazer umas imagens do acampamento.
No caminho, em Cideira, o céu ficou incrivelmente vermelho, e o sol saiu quando estavamos chegando em Palmares. Assim, seguimos um pouco mais e chegamos na Granja Vargas com o ambiente já claro, mas o tempo chuvoso, e ali a chuva começou a cair, ainda bem que estava com minha proteção da câmara para mergulho e aí pude tirar algumas fotos na chuva.
Neste ano reparei que tinha mais gente do que a outra cobertura de 2002, que também saiu dali. O pessoal se organizou e saiu em meio a chuva. Como já conhecia o caminho, fui para frente e esperei todos, registrando os momentos da estrada, e também da passagem em frente ao vilarejo. Tudo isso em meio a chuva.
A chuva parou a as comunidades compareciam na estrada, ou nas portas e janelas das casas, para aplaudir a cavalgada.
O pessoal seguiu então para a Lagoa e a gente foi fazer a volta, pegar eles de frente. Neste trajeto, eles passariam pela reserva indígena que tem por ali. Fizemos a volta, e contornei a lagoa. Já tinha o pessoal ali esperando eles pela metade da lagoa , e tinham parado em frente ao riacho. Fui verificar a profundidade, tinha um metro. Então passei e segui em direcão a eles.
No caminho, muitos pássaros, desde o João Grande até outros, todos muito interessantes. Fui adimirando até encontrar uma viatura da Brigada e alguns cavaleiros que esperavam o pessoal. Continuei por mais um longo caminho contrnando a lagoa e admirando tudo por ali.
Parei quando encontrei a placa da reserva indigena, e ali fiquei esperando o pessoal para não ter que entrar reserva adentro. Foi legal, logo eles apareceram em uma longa fila. Quando tinha que tirar uma boa foto, se foi a bateria... Corri e troquei. Fiz fotos, mas estava sem muita luz, o que foi pena, pois o lugar era lindíssimo e, em meio àquela paisagem, mais de mil cavaleiros.
Fiz diversas fotos. Quando me avisaram que tinha gente se atolando, corri uns 100 metros e ali vi um atoleiro, fiz mais fotos, apenas, acho que por causa da empolgação, não regulei a máquina para aquela claridade e aquelas movimentações, fazendo com que não conseguisse pegar melhores fotos e momentos.
Muitos cairam, outros quase, e para todos eram festa. Os próprios que caiam, estavam na maior diversão, mas sempre cuidando para não machucar os cavalos, logo que caiam eles saltavam para evitar danos ao cavalo. Outros acabavam descendo e puxando o cavalo.
A expetativa minha era ver cruzar no atoleiro a carroça tocada pela vozinha da 90 anos. Um cavaleiro foi lá e amarrou uma corda na ponteira da carro para levantar e evitar que ela trancasse na passagem. Alguns sugeriram à avó não seguir em cima da carreta, mas ela disse que iria, que aguentaria bem.
Foi ela com a carroça e um outro senhor ao seu lado, incrível a velinha, um show de coragem e determinacão, fiquei muito emocionado ao ver ela passando. Todos a aplaudiram.
Dali, segui acompanhando todo mundo pela beira da lagoa até o riacho, passei o riacho levantando muita água e fiquei do outro lado tirando fotos. Ali ainda estavam a Ayumi e o pessoal de Curitiba que veio para filmar a cavalgada.
Todos que passavam nos comprimetavam felizes da viada por estarem ali realizando mais uma cavalgada. E eu empolgado por estar presente mais uma vez.
Seguimos, então, o pessoal até a estrada e depois mais uns 3 kms até o acampamento na Praia de Dunas Altas.
No acampamento, visitamos diversos conhecidos, e acabamos almoçando com seu DeDeus, ali se deliciamos em uma comida legitima campeira: carreteiro de charque e feijão em caldo grosso. Enquanto proseavamos com os integrantes do acampamento, todos muitos cordiais, diversas pessoas de Bage-RS, nos falaram das histórias do Rio Grande, de Bento Gonçalves, das épocas antigas, e eu ficava pensando... Que aula! Quando eu iria saber daquelas coisas? Imagine só compartilhar isso com todo mundo. Eu estava muito feliz por estar ali naquele momento, sem dúvida com as melhores coisas da vida: amigos.
Depois, fomos visitar outro acampamento, o da Márcia - pessoal de Canela - estavam muito bem acomodados, pois tinham comprado um motorhome grande e espacoso, portanto, as cavalgadas passariam a ser mais confortáveis. Conversamos sobre as cavalgadas passadas e também de refazer a dos Aparados, na metade do ano. Com este motorhome, sem diúvida, será muito bom.
Pelo motivo de eu querer publicar logo as fotos, seguimos para Xangri-lá, onde enviaria as quase 2.500 fotos que eu e a Ayumi tiramos. Também porque, no domingo, iríamos fazer a cobertura da Final do Mundial de Surf em Torres e eu, infelizmente, não poderia continuar durante a semana da cavalgada. Tinha trabalho, e era intrasferível. Mas que no sábado estaria em Torres para pegar a chegada dos cavaleiros. A Ayumi faria toda a cobertura.
Fonte:
Equipe INEMA
Fonte:
Ayumi Miyazaki Cidade:
Dunas Alta-RS-Brasil Fotos: Ayumi Miyazaki Publicado: Daiana Ruff da Silva Date: 11/02/2004
<%insert_data_here%>
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
|