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De 12 a 15 de fevereiro de 2004, em Torres (RS), aconteceu a 3ª Etapa do Circuito Mundial WQS e o 7° Reef Classic. Conversamos com Emerson Martins, instrutor da escola de surf Lobos da Ilha, que nos conta como é a rotina de um aprendiz do esporte.
A primeira atividade de um aluno da Lobos da Ilha é na piscina da SAPT - Sociedade dos Amigos da Praia de Torres. Lá eles aprendem a remar, a sentar e subir na prancha, conhecê-la melhor. "O próximo passo, então, é na praia, onde o treinamento é o mesmo da piscina, só que agora dificultado pelas ondas: o aluno começa na espuma da praia, e nós o seguramos e empurramos", afirma Emerson.
A prancha dos três estágios de aprendizado é com uma prancha de borracha, pedagógica, própria para não haver riscos, já que os alunos batem bastante na prancha nesta fase.
No primeiro estágio, o tamanho da prancha é de 9.0 (9 pés); no segundo é de 7.5 e no terceiro, 6.0. Terminando o curso, de duas semanas de duração, o aluno está apto a adquirir uma prancha de fibra e começar a surfar sozinho. Como estão com um pouco mais de experiência, eles põem em prática algumas defesas, que é se jogar para o lado contrário da prancha para não baterem nela, sem correr riscos.
Antes de irem para a água, fazem 15 min de alongamento, às 8h (início da aula); às 11h, quando acaba, vão para a SAPT, e fazem yoga para relaxarem, com o instrutor Marcelo.
As aulas ocorrem de segunda a sexta-feira, três horas por dia, durante duas semanas. Depois do curso, o aluno já encara ondas com parede, não mais a espuma da beira. Já aprende a furar as ondas, o chamado "joelhinho" e a ir outside.
No início, o aluno aprende na areia o que fará na água: postura, como subir na prancha, como flexionar a perna, braço, movimento de pé. Posteriormente, quando passa para a água, o aluno precisa apenas repetir os movimentos, se tornando mais fácil.
De acordo com o instrutor, a parte mais difícil é passar para o nível de furar a onda, para poder varar a rebentação. É o momento que passam do inside para o out side, pois as ondas são maiores. Mas, ao longo do curso, os alunos aprendem a não ter medo, pois há um instrutor para cada aluno, os quais passam toda a tranqüilidade para o aprendiz. “Ensinamos a jogarem a prancha, mergulharem, pegarem ela de novo, mas é o momento mais complicadinho. As ondas impressionam na primeira vez; eles olham para cima e ficam impressionados”.
Emérson garante que não deve haver motivo para preocupação, pois no outside, onde as ondas são maiores, há um instrutor para cada aluno. Já no inside, são cinco instrutores e geralmente levam 15 alunos, cada instrutor cuida de 3 alunos, onde a água é no máximo até o joelho.
A dica para quem quer iniciar no surf e nunca andou de skate ou fez outra atividade parecida com o surf, é entrar em uma escolinha ou fazer algumas aulas particulares. Do contrário, o iniciante levará muito mais tempo para aprender. Além de correr o risco de comprar o material errado e machucar alguém na beira da praia e até se afogar. “Então o correto é ter orientação de profissionais para ter noções básicas, e depois saber qual prancha comprar, como usar o lesh” ressalta Emérson.
Emérson lembra ainda que, o maior cuidado que o iniciante deve ter é com os banhistas, além de passar bastante protetor solar e ter noção de natação. “um cachorrinho pelo menos, para não se afogar na beira” explica.
Fonte
Emerson Martins
Fone: (51) 9685-1895
Equipe INEMA
Fonte:
Emerson Martins - Makito Cidade:
Torres-RS-Brasil Fotos: Daiana Ruff da Silva Publicado: Carolina Becker Davi Date: 20/02/2004
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Emerson
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