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Nos dias 1º e 02 de Maio de 2004, aconteceu a III Cavalgada Humanitária M'Byá Guarani - De Rolante até Alto Riozinho. Conheça Zoreia, uma pessoa que ama o que faz: ajudar o próximo!
A vida inteira Marco Aurélio Angeli, mas conhecido como Zoreia, sempre esteve envolvido com o tradicionalismo gaúcho. Humilde, prestativo e muito simpático, ele ajuda a organizar a Cavalgada Humanitária M’Byá Guarani desde a primeira edição. Zoreia relata que se sente gratificado por realizar este trabalho, participar da cavalgada Para ele, M’Byá Guarani foi uma vitória.
Zoreia tem um papel importante na organização da cavalgada. Braço direito do mentor Genilton, é um dos responsáveis pelo itinerário do evento. Para ele, é um privilégio poder mostrar aos participantes um pequeno pedaço das belezas inexploráveis da serra gaúcha. O trajeto priorizou trechos rústicos, com trechos de mata inexplorada pelo homem. “Nós teríamos outras alternativas, mas preferimos lugares inexploráveis, que só de cavalo você poderá ver”.
Durante a cavalgada e na visita a aldeia, Zoreia se mostrou prestativo e amigo, sempre ajudando a quem necessitava, além de distribuir pirulitos para as crianças indígenas e também para os participantes. “Chegar lá e ver o sorriso estampado no rosto das crianças, aquele povo que não sabe o que fazer com tanta doação e a segurança que eles sentem quando agente está lá”.
O envolvimento com a organização de cavalgadas iniciou através de uma necessidade, pois na região haviam poucas cavalgadas. Foi então que, após se reunir com alguns amigos começou a organizar eventos tradicionalistas, desde desfiles de semana farroupilha até cavalgadas. A sua realização está em ajudar ao próximo e posteriormente ver a satisfação dos outros com o seu trabalho. “Eu estou aqui para servir. Poder passar a experiência do dia-dia para as outras gerações é uma coisa que completa” explica.
A vida campeira é uma tradição que sempre esteve presente para Zoreia. Seu envolvimento com cavalgadas iniciou ainda na infância, através do seu avô, que já era tropeiro. Para ele, o campeirismo está no sangue. Prova disto, é a sua participação ativa nos movimentos tradicionalistas.
Com grande envolvimento com o Piquete dos Cavaleiros da Neve de São Francisco de Paula, Zoreia já foi domador de mulas, laçador e ginete, tendo conquistado alguns prêmios. Hoje, é criador de burros e mulas e integrante da diretoria do CTG Fogão Gaúcho, o segundo CTG mais antigo do Rio Grande do Sul.
O gaúcho nunca se desligou das tradições. Sua vestimenta diária é a pilcha. Em seu armário, não se encontra outra roupa se não bombachas, com exceção de uma calça que usa raramente. Para ele, é muito importante cultivar as tradições e ensina-las para as novas gerações, pois assim não se perde a identidade do povo.
Zoreia trabalha como boiadeiro, na compra e venda de animais como boi, vacas e cavalos. Mesmo com o dia cheio de compromissos, ele sempre consegue um tempo para exclusivo para o chimarrão. “Chimarrão é a única coisa que você não consegue fazer com pressa. Tem que tomar um chimarrão e conversar e só” explica.
Equipe INEMA
Fonte:
Marco Aurélio Angeli - Zoreia Cidade:
Taquara-RS-Brasil Fotos: INEMA Publicado: Carolina Becker Davi Date: 04/05/2004
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