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“Maluco apaixonado por motos”

Desde criança as motos fazem parte da vida de Julio Cezar Lima. Como ele tem um espírito aventureiro, não poderia ser diferente sua atração por MotoViagens. Conheça um pouco mais deste motociclista que se denomina um maluco apaixonado por motos!

“Estou sempre sobre duas rodas, seja para comprar leite na padaria da esquina ou para viajar 3.000 km”. Esta frase do paranaense Julio Cezar Lima representa bem o seu amor pelas motos. Nem ele sabe quando sua atração pelas duas rodas começou, talvez por volta dos cinco ou sete anos. Toda esta admiração por motos surgiu através da influência de seu pai que sempre teve motos clássicas. Portanto, ele cresceu com esta paixão herdada pelo pai.

Sua primeira moto foi uma CG 125 quando tinha 16 anos. Naquela época, segundo Julio, a principal razão era ter um meio de locomoção para se divertir e até mesmo namorar. “Eu não tinha como viajar já que ainda era muito novo e naquele tempo nem existiam os famosos encontros de motociclistas de hoje”, recorda.

Como cresceu sobre duas rodas, acabou passando por muitas diferentes fases no motociclismo. Inicialmente pela necessidade de se locomover por diversão. Quando completou 20 anos de idade, durante a faculdade de Agronomia em Botucatu (SP), passou a conhecer o trail, com uma DT 180 e começou a andar na terra. Passado um tempo, Julio acabou vendendo sua moto para comprar uma casa. Ficou sem moto or cerca de 10 anos. Depois, comprou uma moto estilo Custon (Marauder 800) para fazer sua viagem ao Chile. Já neste ano de 2004 ele acabou trocando a Marauder por uma Big Trail DL 1000 V Strom. “A moto ideal para longas viagens”, opina.

Ainda quando tinha sua Marauder, Julio foi a vários encontros no sul do país em viagens que variavam de 300 a 1.500 km de ida e volta. Ele diz que estas viagens precisavam ser feitas para ir se acostumando com longas viagens para realizar o projeto de ir até o Chile. A primeira grande viagem (acima de 3.000 km) que ele fez foi exatamente ao Chile, passando também por Uruguai e Argentina em dezembro de 2002 e Janeiro de 2003. Foram 8975 km em 18 dias. O total de viagens que ele já realizou, entre curtas e longas, é de aproximadamente 100.

Na viagem ao Chile, Julio teve a companhia de um vizinho, o Walter Kock. Viajar acompanhado é uma das coisas que Julio sempre recomenda, pois além de ser mais divertido é seguro. Na grande maioria de suas motoviagens pelo Brasil foi acompanhado pelos amigos do Moto Clube Pés Vermelhos, de Londrina (PR) – cidade onde mora.

Segundo Julio, seu trabalho de executivo em uma Multinacional é bastante estressante. Para aliviar as preocupações do dia a dia a moto e a estrada são grandes parceiras. “Eu me desligo do trabalho e trago a paz para minha alma...Ou seja me sinto livre, feliz e realizado”, explica. “Reconheço que as desvantagens da moto são muitas, toma-se chuva, passa-se frio... Mas sabe como é paixão: não se explica, apenas se curte!” completa.

A segurança é o ponto que Julio mais prioriza em suas viagens de moto. Ele usa todos os equipamentos de segurança recomendáveis: capacete fechado; jaqueta e calça de cordura/goretex com proteção nos joelhos, costas e cotovelos; botas impermeáveis; luvas fechadas com proteção. Também carrega na moto diversas chaves, lanterna, tirepando para pneus furados, remendo frio, tubo de CO2 para encher pneu furado, entre outras coisas. “Para você ter idéia, numa longa, viagem metade da minha bagagem são itens de segurança”, afirma. Ele diz que sua moto sempre passa pelas revisões necessárias e, a velocidade excessiva, é algo que tenta sempre evitar. “Ando entre 100 e 120 km nas estradas, mesmo porque gosto de curtir as paisagens e tirar muitas fotos”. Indispensável, ainda, na bagagem de Julio são: uma boa câmera fotográfica, se possível um tripé e o mínimo de roupa possível.

Para Julio, com certeza fazer novos amigos e conhecer culturas diferentes é o que há de melhor nas motoviagens. “Posso dizer que sempre faço novos amigos durantes minhas viagens e mantenho contato com uma boa parte deles. Acredito que amigos são a melhor coisa da nossa vida”, comenta. Já os objetivos com que ele realiza suas aventuras são, primeiramente, atender sua paixão e realizar seus sonhos. Outro objetivo é divulgar, incentivar e ajudar outros a fazerem esse tipo de viagem, realizando seus sonhos também. “Muitos acham que esse tipo de viagem é impossível, difícil ou distante, e quando me conhecem e conhecem minhas aventuras entendem que estão ao alcance de qualquer um: seja de carro, moto, ônibus, carona etc”, afirma.

A próxima aventura que já está nos planos de Julio começa em 27/12/04, quando realizará uma viagem para Ushuaia (Terra do Fogo), o ponto mais ao sul da América do Sul. Serão cerca de 13.000 km dos quais 800 km de terra em 27 dias, passando pelo Uruguai, Chile e Argentina. Uma viagem bem mias desafiadora que a de 2002, com terra, ventos fortíssimos e temperaturas baixas. Ele irá com mais três amigos: Paulo e Messias de Mogi das Cruzes (SP) e Marcão de Uberlândia (MG). “Minha expectativa é que será mais difícil e desafiadora que a anterior para o Chile, mas sem dúvida será mais recompensadora. Ir ao "Fim do Mundo" (Terra do Fogo) é o sonho de todo motociclista aventureiro!”

Patrocínios para suas motoviagens Julio nunca teve, mas está em busca deles para sua próxima aventura. “Estou tentando, mas é difícil. Tirar dinheiro de quem quer que seja, hoje em dia, não é fácil”, explica.

Uma das curiosidades da vida de motociclista de Julio é o seu certificado do Iron Butt, que é uma associação americana de motociclistas com vários desafios de distância a serem cumpridos num determinado tempo – “alguns muito loucos” - . Para conseguir o certificado, Julio 1000 milhas em 21h18. Saiu de Londrina as 19h, passando por Maringá, Campo Mourão, Cascavel, Guarapuava, Ponta Grossa, Castro, Itararé, Itapetininga, Tatui, Rod. Castelo Branco, Ourinhos, Assis, Presidente Prudente, chegando a Londrina no final da tarde do dia seguinte, só parando para abastecer e comer algo rápido.

“É preciso ter pelo menos uma testemunha na saída e uma na chegada; pagar os abastecimentos com cartão de crédito, onde o comprovante diz o dia, hora e local de abastecimento; fazer uma planilha com todos os tempos, kms, paradas e roteiro e um mapa rodoviário mancando todas essas informações. Depois disso é só manda tudo para os EUA e receber o certificado de associado ao Iron Butt”, explica Julio.

Agora, que Julio está com sua moto nova, está pensando em fazer 2.000 milhas em 48 horas. “Coisa de maluco apaixonado por motos”, finaliza.


Site do Iron Butt: www.ironbutt.com
Site de Julio: www.viagemmotochile.hpg.com.br



Equipe INEMA

Fonte: Julio Cezar Lima
Cidade: Londrina-PR
Fotos: Julio Cezar Lima
Publicado: Tatiana Lopes
DATA: 27/09/2004 <%insert_data_here%>

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