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A SOL paragliders está organizando mais uma expedição ao nordeste brasileiro, na cidade de Patu/RN entre os dias 20 de outubro e 20 de novembro de 2004. Conheça o projeto!
Selecione um experiente time de pilotos brasileiros, voando com equipamentos da única empresa das Américas de parapentes. Adicione doses das extremas condições climáticas do sertão nordestino. Para finalizar, tempere com a busca pelos recordes mundiais de distância em vôo-livre. Esta é a receita para a expedição NORDESTE 2004, que acontecerá entre os dias 20 de outubro e 20 de novembro, na cidade de Patu/RN.
Depois do êxito da expedição NORDESTE 2003, quando três recordes mundiais de vôo-livre foram quebrados, a SOL Paragliders e seus pilotos apoiados retornam ao desafio de encarar a caatinga nordestina. Com um maior conhecimento sobre a região, uma estrutura de apoio maior e novos pilotos, a SOL espera novamente fazer história, superando a marca dos 300km em vôo duplo e 430km em vôo solo.
Desta vez os modelos Kangaroo 2 (recordista mundial com 299,5km), Synergy 2, Dynamic AR (primeiro parapente a romper a barreira dos 400km) e Prymus 2 serão testados pelos pilotos Fernando Pradi, André Fleury, André Rottet, Cristiano Vermelho, Ede Vegini, Ceará, Frank Iha, Gustavo Rocinski, Cecéu Prieto e Rafael Preguiça.
Mais informações sobre a expedição NORDESTE 2004, bem como o acompanhamento do dia-a-dia dos pilotos, poderão ser obtidas em breve, através do site xcnordeste.com.br
Porque Patu?
Durante o ano passado Fernado Pradi teve acesso a uma reportagem da revista ‘Air Magazine’, que falava sobre um vôo no sertão nordestino de 1.070km, a bordo de um planador. O vôo em questão foi realizado por Thomas Milko, com decolagem em Currais Novos/RN e pouso em Balsas/MA, obtendo o recorde brasileiro de vôo em planador.
A matéria chamou a atenção de Fernando, que começou a pesquisar picos de vôo na região e a alimentar a idéia de uma expedição caça-recordes de parapentes. A primeira ação foi entrar em contato com Thomas, para obter maiores informações sobre a região do vôo e sua topografia. Nesta conversa Thomas mencionou a Serra de Martins, que havia sobrevoado, onde imaginava haver alguns bons picos para a prática do vôo livre.
O segundo passo foi pesquisar na Internet informações sobre a região, no sudoeste do estado do Rio Grande do Norte, assim como as regiões ‘próximas’, como o sul do Ceará e o centro do Piauí, que também aparentavam ter boas condições climáticas para aventura. Analisando a região chegou-se ao nome de Patu, que não fica exatamente na Serra de Martins, mas pareceu ter uma boa estrutura e condições climáticas para o vôo.
Por último Fernando teve acesso a um estudo Norte Americano, que mostrava a grande evaporação existente na região, uma das mais altas do Brasil. A evaporação é princípio básico para o vôo-livre, já que a partir dela se formam as térmicas, massas ascendentes de ar quente, que sustentam o vôo. Era a informação que faltava para se ter a certeza de que Patu era a cidade ideal para sediar a Expedição Nordeste.
Sobre Patu
O município de Patu fica situado na microrregião serrana do Rio Grande do Norte, uma zona de agricultura e pecuária, que no início da colonização estava ligada ao ciclo dos currais. Os primeiros habitantes da região foram os índios Cariris.
O topônimo Patu tem duas versões para sua origem. Na primeira, conforme contos populares, dois irmãos tinham seus terrenos próximos ao pé da serra. Certo dia um disse ao outro: “Quando eu morrer isto aqui fica PA-TU”. Desde então o nome do lugar ficou conhecido como Patu.
No entanto, a versão mais aceita é a segunda. Para o historiador Câmara Cascudo, Patu significa lugar de terra alta em tupi, sendo esta a denominação que os índios Cariris utilizavam para identificar o local.
Os Recordes
Solo Livre
É a distância percorrida por um piloto em um único vôo, sem colocar os pés no chão. A quilometragem é medida em linha reta, do ponto da decolagem até o ponto do pouso. Atualmente o recorde mundial Solo Livre é de 423,4km, obtido no Texas/EUA e o sul-americano é de 337km, obtido em Quixadá/CE.
Objetivo da expedição Nordeste 2004:
Atingir 450km, distância equivalente a um vôo entre São Paulo e Belo Horizonte.
Solo Declarado;
É a distância percorrida pelo piloto tendo, antes de sua decolagem, declarado o lugar onde iria pousar ou passar, com a precisão de +3km. Atualmente o recorde mundial e sul-americano Solo Declarado é de 282km, obtido em Quixadá/CE.
Objetivo da expedição Nordeste 2004:
Atingir 310km, distância equivalente a um vôo entre Curitiba e Florianópolis.
Duplo Livre
É a distância percorrida por um piloto e um passageiro em um único vôo, sem colocar os pés no chão. A quilometragem é medida em linha reta, do ponto da decolagem até o ponto do pouso final. Atualmente o recorde mundial e sul-americano de Duplo Livre é de 299,5km, obtido durante a expedição Nordeste 2003, em Patu/RN.
Objetivo da expedição Nordeste 2004:
Atingir 330km, distância equivalente a um vôo entre São Paulo e Curitiba.
Duplo Declarado
É a distância percorrida pelo piloto e um passageiro tendo, antes de sua decolagem, declarado o lugar onde iria pousar ou passar, com a precisão de +3km. Atualmente o recorde mundial e sul-americano de Duplo Declarado é de 278km, obtido durante a expedição Nordeste 2003, em Patu/RN.
Objetivo da expedição Nordeste 2004:
Atingir 320km, distância equivalente a um vôo entre Maceió e João Pessoa.
Fonte:
Henrique Sudatti Porto Cidade:
Patu-RN-Brasil Fotos: Henrique Sudatti Porto Publicado: Priscila Ramos Date: 07/10/2004
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