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No dia 9 de outubro de 2004, Ayumi Miyazaki, Nei e Giani Maldaner, embarcaram para uma viagem com destino ao Deserto do Atacama, no Chile. Nei traz algumas curiosidades desta viagem, através de um relato seu, para o Portal INEMA. Confira!
Saímos de Porto Alegre no sábado, dia 9 de outubro de 2004, perto do meio-dia. Já na saída da Cidade pegamos uma forte chuva e graças a isso pudemos notar que o limpador não funcionava.
Ligamos pra dois mecânicos, mas já tinham fechado, por ser sábado e feriadão também. Estávamos passando em frente a Truck4x4 e o Alexandre também estava fechando a loja. Explicamos o ocorrido e ele ligou para um eletricista, que a pouco tinha saído da loja. Ficamos esperando e neste tempo verifiquei os fusíveis e sorte, vimos que o problema era o fusível.
Dessa forma, seguimos para o posto de Eldorado do Sul para abastecermos e esperarmos pelo Giani. Saindo de lá, seguimos até Uruguaiana. Só paramos para abastecer e para ver o pôr-do-sol, que por sinal estava magnífico.
Chegamos em Uruguaiana por volta das 7h 30min. Na entrada, achamos um hotel com preço de 60 Reais o casal e 40 Reais para solteiro. As acomodações nos agradaram, demos um giro rápido e jantamos no hotel. Fomos dormir pelas 23 horas.
Dia 10:
Levantamos às 8 horas da manhã, tomamos um rápido café e seguimos rumo à fronteira. Na parte do Brasil, paramos e colocamos sacos plásticos nos faroletes para prevenir, pois uma vez tivemos problemas. Na travessia da ponte tivemos oportunidade de ver o trem passar.
Chegamos na Alfândega, onde é integrado o Brasil com a Argentina. Encontramos alguns amigos, entre eles, Cláudio Rossi e sua equipe de São Leopoldo, além do
Fotógrafo Arício, de São Paulo. Eles estavam saindo e seguindo para o Chile, onde participarão de uma competição.
Na Alfândega fomos muito bem tratados, tanto pelos profissionais do Brasil como os da Argentina. Porém, como sempre tem acontecer algo, o Giani perdeu entre uma e outra Alfândega, a sua identidade. Após o pavor, o cara acabou achando no seu próprio bolso.
Trocamos 200 Reais e mais 100 US$ cada um, por pesos argentinos que estava 1,05 e seguimos em direção ao centro de Paso de los Libres, mas me toquei que talvez por fora seria melhor. Parei e verifiquei os mapas e depois de ter as Rutas, parei no primeiro posto. Um simpático argentino, que fala bem o português nos explicou como seguir o caminho.
Seguimos os 20 quilômetros e dobramos à direita. Por 43 quilômetros, admiramos a paisagem plana, e um outro detalhe: criação de cavalos a todo o momento. Até que nos demos conta de que estávamos no caminho errado. Voltamos em seguida, pois era logo à direita e depois 20 quilômetros para pegar a 14 para o sul, e não para o norte.
Em ótimo astral, chamei a expedição de Los Perdidos. Atualizei o GPS com a rota que o Marco Rolon me passou, porque não tinha no GPS. Não entendi, pois tinha transferido para o GPS. Voltamos e pegamos a Rota 14 e seguimos em frente.
A paisagem lidíssima da primavera, os gramados ao longo da rodovia muito coloridos, roxo, amarelo e vermelhos, por causa das flores. Fomos parados em diversas barreiras policiais, e sempre fomos bem atendidos, além de recebermos algumas orientações.
Perto de Mercedes, ao acabarmos de almoçar, aproveitei para abastecer. Os pedágios na estrada forma baratos, custando 2.10 ou 1,10. Em Corientes, tivemos de pegar a Ruta 5 e aí faltou sinalização, mas um dos guardas nos ajudou muito bem. Passamos pela cidade e cruzamos também a imensa ponte sobre o Rio Paraná.
Depois de resistência, em um pedágio, entramos num Rally de carros antigos.Eram muitos e muito interessantes. Estávamos contra o sol. No final do dia pegamos aquele pôr-do-sol, de amarelo para vermelho.
Depois o trecho de estrada foi muito feio. Uma estrada de chão seria melhor. Já era noite e assim ficaríamos na próxima cidade. A próxima cidade era mais um povoado. Chama-se Pampa de Ganacos e o hotel Hite fica na beira da estrada ao lado do posto. Simples e custando 40 pesos. Também não havia estacionamento, mas dos três hotéis que tinha na cidade, esse era o melhor.
Ficamos ali e depois do banho fomos jantar. Circulamos pelo vilarejo e seguimos a recomendação de uma gurizada que nos cercava. O Giani e a Ayumi tomaram uma cerveja kilmes e eu uma coca. As bebidas estavam quentes para o padrão brasileiro e a Pizza estava boa, ou era nossa fome.
Dia 11:
Seguimos adiante por mais de 50 quilômetros. A estrada estava feia, mas a quantidade de animais na pista e as vilas acabaram nos chamando tanta atenção, que a estrada era detalhe. As retas eram intermináveis.
Vimos muitos fornos junto às casas. A região do Chaco é muito pobre, pois falta água e a vegetação é caatinga. No final de Chaco já em San Joaquin Gonsales, cidade maior, paramos para almoçar, por estarmos com os pesos no final e queríamos cambiar, mas era feriado, feriado da raça, assim não pudemos cambiar, e poderíamos chegar até Salta no máximo.
Comemos então um hambúrguer e seguimos viagem. Os trajetos continuavam sendo retas e no final acabamos entrando em uma via expressa dupla. Na chegada encontramos dois ciclistas e mais um apoio fazendo um lanche. Paramos, conversamos e ficamos sabendo que um deles era do Brasil e outros dois americanos, que estavam fazendo percurso do Brasil até o Peru, passando pelo Paraguai, Argentina, Chile e Bolívia.
Seguimos então em direção a Cidade de Salta e antes disso, o último abastecimento. Fomos para a cidade, aí meu GPS não tinha mais a rota. Seguimos pela pista dupla e na cidade de Salta, a estrada termina. Nos perdemos dentro da cidade até que achamos o
Aeroporto. Lá também não pudemos fazer o cambio e nos foi recomendado que procurássemos o centro dos cambistas.
Procuramos o local e conseguimos trocar. Enquanto o Giani e a Ayumi cambiavam, fui tirar fotos de algumas construções bem interessantes. Na volta certamente iríamos passear por ali.
Recebemos a orientação para ir a Jujuy. Na saída, voltamos por onde tínhamos vindo, mas pelo GPS não era este caminho. Olhamos os mapas e vimos que haviam dois caminhos. Seguimos por este novo, pois era autopista.
De Jujuy em diante, o relevo se projetava e já dava para ver as grandes montanhas. Anoiteceu. Nosso plano era ir até a cidade que dava entrada a cordilheira, ou ficar em uma que nos foi recomendada pelo Amílcar, a cidade de Tilcara.
Com o visual cada vez mais exuberante, mesmo no entardecer, pois o sol se escondia por traz da cordilheira, deu para ver a beleza da região. Chegamos de noite na entrada para a cordilheira e decidimos ir pernoitar na cidade de Tilcara. Eram 22 quilômetros adiante. No posto, nos recomendaram o hotel da estrada. Fomos ver e gostamos tanto do hotel, quanto do preço: 60 Pesos.
Fomos na cidade jantar, pelo passeio que demos, ficamos em dúvida se ficávamos mais um dia ali ou se seguíamos viagem. A cidade era um charme, claro que tudo era feito de barro e na praça central vimos artesanatos lindos e baratos. Jantamos em um local charmosos, e ali descobrimos que o dono era um guia. Aprendemos muitas coisas do lugar, inclusive que a quebrada são as montanhas e também patrimônio da humanidade. Também vimos ali que tem passeio de três dias a cavalo subindo todas aquelas montanhas de mais de 3.000 metros de altura. Certamente voltaremos.
Dia 12:
No dia seguinte levantamos cedo e aproveitei para tirar fotos da cidade. Minha frustração foi a de que o sol não iluminava a cidade. Isso só acontecia depois das 8h 30min. Enquanto o Giani abastecia e comprava fita para a câmera de vídeo dele, fomos tirar mais algumas fotos.
Seguimos para a fronteira o Paso Jama. Seria o quarto dia e o ultimo ate San Pedro de Atacama, previsão de 12 horas de viagem, com parte de estrada de chão, altitudes de mais de 4.800, e por isso abastecermos o carro e seguimos.
Fonte:
Nei Eugenio Maldaner Cidade:
Porto Alegre-RS-Brasil Fotos: Nei Eugenio Maldaner Publicado: Vanessa Ioris Date: 13/10/2004
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