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No dia 12 de outubro de 2004, Ayumi Miyazaki, Nei e Giani Maldaner, viajavam para o Deserto do Atacama, no Chile. Atravessaram o Paso Jama, entre a Argentina e o Chile. Passando em uma altitude de 4800 metros.
Dia, 12 - Paso Jama - Argentina - Chile
Levantamos cedo para saírmos pelo Paso Jama. A previsão seria 12 horas, então, se saíssemos as 7h da manhã possivelmente chegaríamos pelas 7h da noite San Pedro de Atacama, no Chile, ainda de dia.
Assim sendo, nossa saída foi acertada para 8h da manhã, mas com a visita pela Cidade, e o Giani comprando fitas para a câmera de vídeo, acabamos saindo com um pouco de atraso, as 8h30.
Abastecemos e seguimos para o Passo Jama.
No caminho passamos por uma senhora que levava uma carga de lenha; logo na subida encontramos uma parede (montanha) de várias cores, paramos ali para ver e observamos que havia umas senhoras vendendo alguns artesanatos. Compramos um apito. Em seguida chegou um ônibus cheio de turistas, que também fizeram o mesmo.
Subindo de 2.500 para 4.000 metros "foi show", pois as curvas da estrada eram suaves e podíamos ficar vendo as montanhas. Paramos diversas vezes para isso! Junto com a gente um caminha também parava, ele curtia também aquele visual, parecia que era a primeira vez que passava por ali.
Paramos nos 4000 metrospara festejar a altitude, o Giani disse que estava bem, e eu incentivei ele dar uma corrida... E ele foi, mas voltou super cansado... Bom qualquer coisa tínhamos um tubo de oxigênio para 8 horas.
Na subida muita gente trabalhando para a melhoria da estrada. Ela era larga e segura.
Chegamos no topo da montanha e paramos para admirar a paisagem do outro lado. Ventava frio. De lá podíamos ver toda estrada e no fundo o salar. Foi emocionante. O Giani seguiu e lá de baixo ficou se fazendo que não nos via! Pelo rádio fiquei tentando mostrar onde estávamos, e fomos descendo.
No caminho vimos uma Van queimada. E um pessoal pegando o aro da Van.
Quando chegamos no salar tinha uma família de nativos vendendo gravuras em pedras, muito legal. É claro que levamos algumas. Essa família nos explicarou que moravam há 12 kms dalí e se locomovem de bike até o ponto de venda. A avisamos que iríamos lá outra vez se voltarmos algum dia a este local.
Assim que seguimos, um grupo de lhamas começou a cruzar a pista na nossa frente. A Ayumi desceu do carro e fui em direção a ela dirigindo e tirei algumas fotos. Nisso chegava o Giani, que parou o carro e saiu correndo como um louco atrás dos animais! Estávamos há 3500 metros de altitude... E ele voltou bufando, mas muito feliz!
Depois entramos no salar para ver como era, pois ali já estava totalmente branco. Eu pulava ao invés de caminhar, pois as placas pareciam azulejos com o cimento em cima nas bordas. Tinha uma pessoa ali e paramos para conversar com ela. Nos explicou como funciona o salar. Também entendemos que um pessoal todo juntos faz alguns montes de sal para depois outras pessoas levarem de caminhão.
Estávamos começando a travessia e já estávamos adorando: a altitude, o salar, os animais, o sol, tudo mais.
Adiante, já sem o branco do salar, avistamos outras lhamas, com mais pelos, pastando. Paramos e contornei elas fazendo fotos enquanto o Giani filmava e a Ayumi assistia à cena do carro. O caminhão que nos acompanhava também parou para tirar umas fotos.
Passamos por paredes de pedras com enorme cactos e mais lhamas! Uma senhora tocava uma funda, tipo aquelas que giram para tocar, e claro um cão lhe ajudava. Isso me chamou demais atenção. Andando um pouco mais, muitas ovelhas e mais lhamas pela estrada. Casas isoladas. Burrinhos.
Chegamos em um posto de alfândega - achamos que era ai a alfândega - mas era apenas para carga, então seguimos adiante.
Estávamos procurando a cidade de Susque para visitar a igreja de 1.500 e descobrimos que era no posto anterior, porém no mapa do GPS mostrava um pouco mais adiante... Esta igreja acabou ficando para a próxima.
Aistamos um novo salar, e podemos perceber que, e a medida em que nos aprximávamos dele, chegava uma estrada de chão, pois estavam em obras por ali. Seguimos por muitos quilômetros, e a estrada piorava cada vez mais... Mesmo assim curtimos, pois no futuro não terá mais chão batido e sim asfalto por todo percurso. Mais outro salar e aí sim a coisa ficou pior! Batia muito, até chegarmos no posto de alfândega Argentino. Paso Jama.
Fizemos a alfândega. Tivemos sorte, pois logo chegou um ônibus e estávamos na frente.
Seguimos adiante, por estrada de chão subindo um pouco e logo chegamos em terras Chilenas, assim o trajeto adiante era todo de asfalto. Estávamos a 3.800 metros de altitude, mas subímos mais até chegarmos a 4.600. O visual é indescritível! O carro sofria nas subidas, soltava uma fumaceira preta. Pelo GPS podíamos ver que estávamos quase a 4.800 metros. Encontramos muitos lagos de diversas cores. Paramos e o vento frio fez a Ayumi voltar para o carro. Eu corria para lá e para cá. Eufórico.
Dá para ser muito feliz com pouca coisa!!! Ou seria muita coisa??
Andamos mais um bocado. O que matava era andar apenas a 70 por hora como as placas nos diziam, e a gente achava que a qualquer momento viria a alfândega do Chile. A Ayumi assumiu o volante e eu comecei a fotografar. Até que passamos por umas placas falando da divisa com a Bolívia. Paramos novamente e já era o fim da tarde. Começamos então a descer. Estávamos contra o sol, então não tínhamos certeza de onde era San Pedro do Atacama, mas o GPS dizia que era próximo de onde estávamos. E descia muito rápido. Circulávamos em torno de duas grande montanhas, era o Vulcão Lincancabur e um outro vulcão.
Descíamos rápido agora, e fomos nos aproximando de San Pedro. Chegamos lá ainda com sol, fizemos alfândega. Na nossa frente um ônibus do Brasil, que levou um tempo, mas correu tudo bem! Nós até fizemos amizade com o pessoal da alfândega! Uma dica que podemos passar a quem deseja fazer este mesmo percurso de viagem, é de que não pode levar folha de coca no Chile, já na argentina é liberado. Nós passamos tomando chá de coca a viagem toda, ajuda muito a não sentir enjôos com a altitude. Foi ótima essa idéia da Ayumi. Além de ajudar a aquecer, por causa do vento frio.
Na cidade já corremos para lá e para cá a procura de lugar para ficar. Essa é foi a parte difícil: Os lugares que gostávamos custavam US$ 100,00. No final, conseguimos um lugar bom por US$ 50,00 e ainda conseguimos um desconto! Acertamos por 4 dias, mas talvez ficaríamos 5. Acabamos ficanos 6 noites ali. Um lugar muito bom, com espaço para guardar os carros, seguro e limpo. Um luxo! A área para fazer almoços e jantas é comunitária. Valeu mesmo a passada por lá.
Saímos para visitar a cidade. Me impressionei muito. Achei que seriam umas casas, mas não era uma cidade, e sim uma vila. Outra cosia que me impressionou é o aspecto. Externamente é tudo de barro, parecendo muito diferente do conforto de dentro.
Texto: Nei Maldaner
Fonte:
Nei Eugenio Maldaner Cidade:
Paso Jama - Argentina - Chile-EX-Chile Fotos: Nei Eugenio Maldaner Publicado: Vanessa Ioris Date: 13/10/2004
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