|
No dia 14 de outubro de 2004, Ayumi Miyazaki, Nei e Giani Maldaner, viajaram pelo Deserto do Atacama, no Chile. Seguiram para a região sul de San Pedro, nas reservas do Salar e Lagos Altiplanos do Sul, a 4.250 metros.
Dia 14 de outubro
Fomos visitar o Salar. Nosso plano era visitar o sul de Atacama, a reserva de flamingos, o salar, e as lagoas altiplanas do sul do Atacama. De manhã dei uma caminhada e fui ver o rio de San Pedro, o Rio Grande. Ele é todo canalizado, ali vi a festa dos passarinhos tomando água e alguns banhos. Pela cidade se via mochileiros toda hora, principalmente europeus.
Providenciamos lanches e muita água, além de protetor solar e o que não podia faltar: protetor labial. Assim fomos para nosso destino. Seguimos então para Toconao, cidade próxima uns 30 kms de San Pedro, e cruzamos por dentro da Cidade. Na entrada um posto policial mandava parar, a Ayumi foi lá e ele disse que podiamos passar. Fomos ver a praça, a Igreja e a Ayumi e o Giani foram ver as lojas.
Me chamou antencão a porta da torre da Igreja, que fica separada, na praça. A porta é toda de cactus e muito bem trabalhada. O teto da Igreja também é de cactus. Ali uma freira fazia a faxina, nos atendeu bem, explicando sobre a igreja, sobre as imagens - muito diferentes das que conheciemos, pois o acabamento é mais artesanal.
Seguimos para o Salar e para a Laguna Chaxa, seguindo a indicacão de GPS que o amigo Rolon nos passou. Encontramos a entrada conforme o GPS nos informava e tínhamos mais 9 Km de terra. A estrada estava otima. Chegamos então na Reserva. Bem organizada e com guias. Pagamos a entrada e seguismos um caminho frio no meio do salar, com placas contendo informações.
As Primeiras explicavam as diferenças entre os flamingos, são 3 espécies no Chile, Argentina, Peru e Bolívia. Outra placa explicava o Sendero SONCOR, que é esta parte da reserva onde podemos passear. São 400 metros, com informativos. O que sentimos era que os flamingos que estavam ali eram poucos, não passavam de uns 20 e ficavam muito longe.
Outras placas explicavam o tipo de vida no Salar, como as microalgas e os microsinvertebrados. Explicava sobre a formação do salar, a manutenção através das chuvas nas cordilheiras. Também sobre o volume de entrada de água e a sua evaporação. Destacam ainda os vulcões e cerros em volta do salar. Sobre o Vulcão Lascar, que ainda está em atividade, da para ver a fumacinha lá em cima... (Existem passeios até o topo do vulcão Lascar - 5.154 metros e do Licancabur - 5.916 metros).
Ainda vimos uma lagarticha amarelada, que ficou fazendo pose para a gente. Assim que estavamos saindo chegou um grupo de soldados do quartel de Toconao para passear por ali e também um ônibus de estudantes de Santiago. Seguimos para o Sul em direção aos lagos.
A estrada estava boa, parecia asfalto! Pelo GPS do Rolon deveríamos seguir para esquerda e pegar o asfalto. Pelo rádio verifiquei se o Giani já tinha seguido a gente, confirmei se ele estava nos canos de água e sim, ele estava, então mandei seguir em frente e esperamos ele no asfalto... 10, 15 minutos e nada dele. Voltei. Cadê ele?
Ele só podia ter ido reto em direção à Paine, mas como ele disse que já estava nos canos de água, e as tubulações já estavam na nossa direção, seguimos. Muita estrada - voávamos e nada, passamos por canos de água também. Achei que pudesse ser este nosso desencontro: ele estava indo reto e eu pensando que estava na nossa direção. Mudei meu pensamento: eu tinha errado em não esperá-lo na entrada. Boa lição. Quando estávamos chegando em Paine, pelo rádio ouvimos ele. Estava ainda lá na Igreja.
Assim seguimos de volta, pegamos o asfalto, fomos subindo de 2.500 metros que era o salar para 3.500 chegando em outra cidade - Socaire. Pouco antes da cidade vimos muitos terraços, que são quadras de terra planas ajustadas e firmadas por pedras. Tinha visto muito disso no Peru, servia para plantio. A cidade é minúscula, por todo lugar vimos construções. Mas o que mais nos chamou atenção foi a Igreja.
Na Saida da cidadezinha avistamos outra Igreja do mesmo estilo e também mais terracos de plantio.
Seguimos devagar curtindo o visual da cidade com o salar ao fundo, e também as montanhas do oturo lado. Na saída outras casas e uma dupla de cães seguiam um de cada lado. Correram por um grande percurso até que passamos por eles e seguimos adimirando a paisagem, com grandes montanhas em nossa frente. Estávamos sempre subindo, agora mais de 3.000 metros.
Tivemos que parar algumas vezes no caminho, pois era tudo lindo demais para passar direto. Até que decidi sair da estrada e andar um pouco naquele campo todo dourado do pasto seco. Que susto! o carro afundava naquela terra seca... Andamos um pouco mais e saimos, melhor a prudência. Já estávamos em 3.900 metros e tínhamos mais para subir. Pelo GPS estávamos próximos das lagoas. Subimos então para 4.252 metros, onde encontramos um quiosque fechado com placas explicativas, falando da comunidade indígena e das lagoas Miscanti, a maior e a menor Minisques. Pagamos a entrada, em uma casinha, dali podia-se ver toda a lagoa maior.
Fomos então para a lagoa maior e ficamos ali por um longo tempo curtindo o visual e tentando ver os pássaros que brincavam na água. Depois fomos para a maior, eu decidi caminhar pela beira enquanto o Giani e a Ayumi seguiram para a Casinha dos fiscais. Caminhando vi de perto aqueles pássaros da outra lagoa. Também avistei uns flamingos. Comecei a fotografá-los, esperando que, a qualquer momento, eles fossem levantar vôo. Só o fizeram quando eu estava uns 20 metros deles. Mas vê-los levantar é fantástico, as cores se destacam, ainda mais naquela paisagem cinza e azul.
Voltei para o caminho em uma grande caminhada e meu joelho começou a doer. Seguimos de carro. Na descida, perto da cidade de Socaire, avistamos uma senhora levando ovelhas e cabritos em pleno asfalto. Paramos e ela tirou, auxiliada pelo cão e pela funda, todas aquelas ovelhas da estrada para o lado, acompanhamos sua agilidade. Lembrei de minha infância.
Voltamos para San Pedro. Começava a anoitecer e então curtimos o Pôr do Sol. Também pegamos uma tempestade de areia e quando estávamos quase na cidade paramos para ver as montanhas passarem de azuladas para rosinhas em função do sol.
Foi um ótimo dia. Nada como um bom banho e uma janta após tudo isso.
Fonte:
Nei Eugenio Maldaner Cidade:
Salar Atacama e Lagos - Chile-EX-Chile Fotos: Nei Eugenio Maldaner Publicado: Vanessa Ioris Date: 13/10/2004
<%insert_data_here%>
|
.
|
Socaire
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
Toconao
|
.
|
.
|
.
|
Flamincos
|
.
|
.
|
Peine
|
|