|
No dia 13 de outubro de 2004, Ayumi Miyazaki, Nei e Giani Maldaner, viajavam pelo Deserto do Atacama, no Chile. Visitaram a cidade de Caspana, uma aldeia indígena.
Depois de ter passado um sufoco na estrada durante a madrugada, logo após ter quebrado o carro do Giani, ou quase isso, e depois de termos curtido toda aquela emoção visual que foi os geysers, foi a vez de seguirmos viagem.
Nosso destino seria Calama, uma cidade grande, para buscarmos um concessionária Toyota e durante o caminho, curtir as cidadezinhas. Buscamos assim, seguir por outro caminho, esperando que fosse melhor. Sem dúvida pior não poderia ser, pois daí desceríamos do carro e levaríamos ele nas costas.
As Cidades previstas seriam Caspana, Toconouce e outras da região. Chegamos em um trevo que dizia que poderíamos seguir por ele, para chegar a Calama. Eu não tinha certeza que seria aqui ou mais abaixo, os mapas não fechavam, no GPS não tinha nada, pois por ali o Rolon não passou, e também o mapa de papel não fechava com o mapa da placa. Mesmo assim, decidimos encarar.
Ali mesmo na , o Giani tentava ver o que era, pois a temperatura do carro subia quando freava ou quando se dava a ré. Para mim, tratava-se de alguma pane elétrica, pois com carro frio lá na saída dos Geysers, ele já foi para o alto dizendo que estava com alta temperatura.
Seguimos outro caminho e a estrada melhorou. Um estradão; lá no alto paramos para curtir o visual. Estávamos a 4.500 m de altitude. As montanhas ao redor lindíssimas: algumas azuladas, algumas com pouco de gelo, outras amarelas e cinzentas. Os vales com as estradinhas, permitiam a vista da lagoa. De vez em quando, eu parava e via o Giani seguir até não enxergar mais, via apenas a poeira. Já as outras vezes, eu seguia e ele ficava nos filmando.
Chegamos em dois morros que davam de frente para nós. O Giani disse olha os peitos, e ai fizemos algumas brincadeiras, a Ayumi tirava as fotos, vê se pode. Éramos umas crianças, alias, acho que somos, muito felizes. Estávamos agora em torno de 4000 mil metros, e dali dava para ver um vale magnífico, por onde deveríamos descer. O Giani segui na frente, e pelo radio dava seus comentários de espanto, de alegria, pelo visual, e pela descida. Esperei ele aparecer lá em frente no outro lado, insignificante em relação aquela montanha. As estradinha que cortava a montanha parecia um riquinho.
Seguimos então, também extasiados pelo visual, todo amarelado pelos tufos de capim seco.
Quando seguíamos mais para o final do morro, avistamos lhamas lá em baixo, alguns pastando com suas fitinhas coloridas para identificar o rebanho e outros tomando banho de sol em uma região de pedras.
Já quando estávamos lá em baixo seguimos pela estrada e ai encontramos uma patrola e a estrada sendo arrumada, mais um grupo de pessoas , todos encapuzados pelo frio. Logo encontramos uma placa que direcionava para Calama mais 83 Km e 10 para Caspana. Tínhamos tempo era de manha ainda, fomos então em direção a Caspana. Entramos em um Canyon, um buraco. E lá em baixo, a nossa surpresa: um oásis, que oásis, nunca tinha visto isso. Fantástico, tudo verde, tudo ajeitadinho as casas, um banheiro publico, um museu, uma tenda (loja). Era uma comunidade indígena de agricultores. Assim criaram as casas em redor do cânion, na parte intermediaria fizeram os terraços, e no meio corria o riacho. Que mais adiante ele caia em uma cachoeira, não antes de formar um tanque.
Ficamos analisando como as pessoas desenvolveram isso. os gramados, desviaram um filete do rio para que ele molhasse o gramado, e assim por diante. Rosas, flores, arvores, alem de diversos tipos de verduras e produtos agrícolas. Para que chuva, se tinha um sistema incrível de irrigação.
Ate patos tinha nadando no lago ou melhor tanque que tinham criado. Passarinhos aos monte. Ponte inclusive. Fui com a Ayumi circular pelo lado superior entre as casas, avistei um grande pássaro circulando, não soube o certo o que era, águia, condor, mas era grande deu duas voadas e sumiu perante as montanhas e pedras. Mais adiante outra surpresa, por entre as flores beija-flor. Fiquei li olhando e tirando fotos, as pessoas amáveis, tímidas. Todas dentro de casa, pois era meio dia, e com aquele calor. Também entre as casas, ou arás das mesmas as cocheiras, de burrinhos, ou de ovelhas e cabritos.
Voltamos para a pracinha e ali estava o museu, pequeno, mas incrivelmente interessante. explicando tudo sobre as pedras, tipos de pedra, valiosas ou resistentes, depois a evolução e o uso das mesmas, para cortar, furar, e usar como armas. As cerâmicas, a estrutura do vale. A estrutura de colheitas, de regas, de produção, de família, de hierarquia, de identificação, de casamento e as festas.
Mas o que impressionava, era a forma de identificação dos grupos onde modificavam o crânio, amassando para traz, para o lado ou a parte inferior, de forma identificar o grupo. A senhora do museu uma índia da comunidade nos explicou que era feito por 2 meses nas crianças recém nascidas. Com um ou dois pedaços de madeira.
A Senhora do Museu uma senha muito simpática, mas tímida, estaca com duas lindas crianças, uma delas sua filha, nos deu muitas explicações inclusive dizendo que grande parte do museu foi para o museu de San Pedro de Atacama e outra parte para o Museu de Santiago. Busquei saber sobre a igreja e a religião, e depois onde ficava a igreja, assim atravessamos o vale, ai a Ayumi ficou no carro descansando e eu e o Giani subimos ali em cima tinha uma outra região da cidade, cheia de casas, parecia outro bairro, e também a igreja, arás da igreja o cemitério e uma placa falando da área de Arqueologia.
Dali de cima fiquei admirando o vale todo, pensando como isso passa desapercebido de quem anda por ali, todo aquele deserto, e um lugar destes ali. Avistei então uma senhora puxando um burro, que vinha subindo, aproveitei e fui voltando para encontrá-la. Também no caminho voltei a encontrar a senhora da Museu e as meninas, que me abanaram. desci e encontrei a velinha, fui discreto em tirar as fotos pois elas não gostam, e também ela não falava o espanhol falava um língua deles, assim segui para o carro e fomos embora, queria seguir para a outra cidade chamada Tocononce, que ficava ali perto, mas em função da camioneta do Giani seguimos os 83 Kms ate Calama.
No caminho novas surpresas, pegamos vários redemoinhos de vento, pareciam tornados. Mas quando estávamos no meio do caminho uma tempestade de areia, não deu para ver metros na frente do carro, no inicio era legal, mas depois como não passava, ficamos um pouco apreensivo. Depois que aprendi que uma tempestade forte poderia riscar todo o vidro, por isso em tempestades colocam panos ou papelão no pára-brisa para não riscar.
Na cidade de Calama também vários vendavais faziam com que se mal via o carro da frente. Para lá e para cá passava os caminhões pipas derramando água para minimizar o pó da Cidade.
Achamos a revenda da Toyota, mas para nosso azar só dois dias úteis para ter vaga para poder olhar o carro, tentamos ver outra maneira e não tinha jeito. Bom trocamos idéias eu e o Giani e achamos melhor voltar a San Pedro deixar o Carro dois dias parados e na segunda seguir viagem de volta tranqüilo e ver em Salta.
Voltamos tranqüilo para San Pedro, chegando de tardinha. Curtindo o Visual que era muito lindo também.
Fonte:
Nei Eugenio Maldaner Cidade:
Caspana - Chile-EX-Chile Fotos: Nei Eugenio Maldaner Publicado: Ayumi Miyazaki Date: 13/10/2004
<%insert_data_here%>
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
|