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Igreja San Izidro

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Bike é muito usada por quem nao foi de carro

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Brasileiros

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Expedição Atacama 2004 Los Perdidos- Tulor

No dia 17 de outubro de 2004, Ayumi Miyazaki, Nei e Giani Maldaner, na viagem pelo Deserto do Atacama, no Chile, visitaram as ruínas da Aldeia Tulor, de 800 a 500 a.C.

Nosso último dia em San Pedro de Atacama foi uma semana de muitas aventuras e, sem dúvida, uma nova visão de mundo de pessoas que, apesar de tudo, continuam a vida.

Inicialmente iríamos tirar este dia para visitar as Minas de Calama, mas em função do carro do Giani mudamos. Assim fomos a tarde para uma cidadezinha nova, orientada no dia anterior para Ayumi por uma assistente social. É uma cidade que não está no circuito de turismo, mas que é muito interessante. Também voltaríamos à Igreja de San Izidro onde, no dia anterior, não conseguimos chegar. E ainda à Aldeia de Tulor, pois acabamos ficando toda tarde no Pukara de Quitor.

Como o Giani estava dormindo e ficou de descansar, seguimos eu e a Ayumi direto para a Aldeia de Tulor, atrás do Vale da Lua. Seguindo, chegamos na Vila de Coyo - um Oasis - e junto a ela ficava a aldeia. Fomos seguindo devagar observarando as cercas e portões, tudo bem rústico, bem original. Há ali, também, algumas estrebarias com um ou outro gado, com as mulinhas. Antigamente era uma vila de agricultores.

Paramos para ver como era a estrutura das casas, dos galpões e me impressionei como funcionava o sistema de irrigação. O rio que cruzava San pedro continuava por ali em canaletas e ia distribuindo a água pelos terrenos. Muito interessante. Tudo muito bem feito e bem organizado. Vi também diversas caixas de abelhas. As pessoas trabalhando. Seguimos adiante cruzando a vila, no final dela ficava a Aldeia de Tulor, um poquinho afastada.

As ruínas eram de 800 a 500 a.C. A entrada é formada por um conjunto de várias cabanas com um muro as protengendo; é uma réplica das ruínas. Pagamos nossa entrdada e eu fui ver o museu que tem alí naquelas cabanas, além de um pouco de história, vi como eles já dispunham de cerâmicas e utensílios, tudo em ótimo acabamento. Na outra cabana tem museus da flora e fauna da região. Há plantas com suas descrições e usos, além de animais e insetos empalhados.

Depois disso segui para as ruínas. Verifiquei se podia ir de carro, pois o calor perto do horário do meio dia é insuportável! De longe avistei a Ayumi vindo em meu encontro com a cabeça coberta pelo blusão de tanto calor. Acabou indo junto comigo. Ali se encontram duas cabanas de barro, mas permitindo a gente sentir como eles viviam na época, sendo por dentro de madeira e forro de cactus. Ali dentro deu para entender porque construíam tudo de barro, incluisive o teto, pois estava fresquinho, conseguindo assim, fugir do calor.

Fomos então finalmente para as ruínas. Eu nunca tinha visto algo tão antigo. Ficamos ali, eu e a Ayumi, observando a estrutura das casa, o formato, as interligações, e pensado no tempo deles. Também pensávamos em como é possível ainda estarem ali aquelas paredes.

Depois de muitas reflexões voltamos para a Vila Coyo. No caminho avistamos algumas casas mais bem feitas. Pegamos uma rua para ver se chegávamos em uma casa que deveria ser algum hostel ou hospedaria, então uma senhora nos avisou que a rua não tinha saída... Tivemos que fazer uma volta e perguntarmos a ela o que eram aquelas casas que avistávamos da rua principal. Ela nos falou que eram cabanas para turistas; que ela e o marido, junto com seu cunhado, estavam construindo. Nos convidou para ver as cabanas que ainda não estavam prontas.

No caminho nos explicou que estava fazendo para que os turistas pudessem passar uns dias junto a eles, ver como é uma colonia de agricultores no deserto. Também mostrou as plantas que existem no local, parecia um mato de tantas plantas e cada uma tinha uma razão. Até plantas para fazer shampoo são encontradas.

Chegamos nas Cabanas. Quase impossível acreditar que foram eles que fizeram tudo, desde o fundamento, os tijolos, praticamente tudo, com idéias proprias. Talvez alguém que faça uma faculdade de arquitetura ou de engenharia não chegue a ter a capacidade de fazer aquilo. Ele disse que era o hobby dele fazer tudo. Pegava da terra o tijolo, das árvores as madeira, dos cactus o telhado, e as palhas para cobrir o telhado. Mas também disse que foi na cidade comprar algumas coisas para dar um pouco de conforto.

Inclusive fazia menos de um ano que tinham luz por ali, mas isso era bom por causa das carnes. Ficamos admirando o trablho e esforço deles, todos muito amáveis. Prometemos que voltarímos outra vez e ficaríamos ali.

Voltamos para a Cidade de San Pedro. O Giani não se encontrava no hotel e já era meio dia. Então eu e a Ayumi fomos almoçar em um local de comida típica da região. Chegamos lá na feira do povoado, que estava com o ambiente pela metade aberto, e nos fundos se encontrava o restaurante. Entramos lá e pedimos o prato do dia. Tinha dois: um sopão e outra comida de ciervo. Optamos pela última. Estava deliciosa.

Após o almoço voltamos para o hotel e o Giani estava ali. Convidamos ele para irmos juntos até a Igreja e depois para o povoado de Rio Grande. Ele nos acompanhou com o seu carro. Uma espanhola que estava ali na hospedaria também foi junto.

No caminho tivemos que passar por diversas vezes pelo riacho Rio Grande, que corta San Pedro. Passmos à toda, levantando água. Isso era bom pois tirava todo sal que tinhamos embaixo do carro dos passeios pelos salares e estradas que tinham sal. Chegamos na Igreja San Izidro, que não tínhamos acahado no dia anterior. Lá fomos nós. Enquanto isso uma criança e 2 homens brincavam de pipa. Chegamos na igreja e percebemos o quanto era pequenina, em cima de um morrinho. Muitos diriam: "Para quê vir até aqui?" Mas para mim valeu, achei muito legal aquela pequena igreja no meio daqueles paredões e do vale.

Toquei o sino dela. Foi um som incrível que ecoou no vale. Quando estávamos voltando para o carro chegou o Giani e a Espanhola e ficamos mais um pouco por ali. Depois o Giani me falou que o carro apresentava os mesmos problemas de ficar super aquecidos, sugiri ele deixar o carro no hotel e seguir com a gente para o povoado de Rio Grande.

Na volta segui pelo mesmo caminho ao invéz de voltar, e passamos por mais vezes no riacho. Em uma das curvas encontramos um monte de lhamas, muito mansinhas; fiz a volta enquanto a Ayumi tirava fotos de um lado eu do outro. Fui ficando muito perto delas, praticamente a um metro. Muito legal o jeito que nos olhavam.

Voltamos e o Giani deixou seu carro na hospedaria. Fomos todos juntos conhecer o povoado de Rio Grande.

Fonte: Nei Eugenio Maldaner
Cidade: Tulor - Atacama - Chile-EX-Chile
Fotos: Nei Eugenio Maldaner
Publicado: Tatiana Lopes
Date: 13/10/2004 <%insert_data_here%>

Entrada

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  Evento 2072 - INEMA no Atacama 2004 - Los Perdidos

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