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No dia 17 de outubro de 2004, Ayumi Miyazaki, Nei e Giani Maldaner, na viagem pelo Deserto do Atacama, no Chile, visitaram o povoado de Rio Grande.
Dia 17, último passeio desta Expedição em San Pedro de Atacama
O trajeto seria de uns 50 quilômetros. Verifiquei o combustível e tinha quase meio tanque. Eram três horas da tarde. Peguei o Giani e a Espanhola e saímos para o povoado de Rio Grande, seguindo em direção a Calama. Neste percurso foi uns 20 quilômetros, depois pegamos a estrada de chão.
A estrada de chão estava em boas condições, apesar das curvas. Fomos curtindo os visuais. Paramos muitas vezes para admiriar a paisagem e tirarmos fotos. O ruim era o vento muito frio. No topo da montanha tinha o portal da cidade, dali em diante a estrada acompanhava o vale, ia descendo e, lá embaixo, via-se um córrego e ao seu lado o verde ia se abrindo a medida que avançávamos. Eram 3.500 metros de altitude.
Já perto da cidade avistamos uns andarilhos - quatro homens e uma mulher. Saudamos e nos saudaram, paramos para covnersar e nisso falaram que faziam 6 horas e meia de caminhada, e iriam dormir ali na cidade. Eram todos da França, somente um deles era de Santiago, o guia. Junto com eles estava uma van de apoio. Iriam fazer diversas caminhadas por ali. Fomos entrando na Cidade praticamente juntos. Um riacho corata a cidade, é bem abundante a água para a região e a estrutura das casas todas são de pedra, cobertas de capim. E como sempre tudo fechado, pois era domingo.
Começamos a circular. Visitamos o alojamento dos franceses, uma casa com diversos quartos. Eles festejaram seu dia de caminhada, cantaram e se hidrataram. Na casa da frente encontramos uma senhora, ela estava esperando sua filha que trabalhava no armazén. A Ayumi e a Mariana (espanhola) ficaram conversando com ela, que as mostrou uns santinho politicos e falou que eram bonitos. Também nos falou onde morava. Muito simpática.
Visitamos uma igreja que é cercada por um muro. Sua estrutura por dentro é muito bonitinha. Eu subi na torre e de lá avistei a cidade - a torre não era muito alta. Eles têm um costume de não fazer grandes torres, pois basta ir a montanha que existe ali ao lado que é muito mais alto.
Como todas cidades encravadas nos canions ou quebradas como chamam, a parte mais baixa ficava sempre para a lavoura, muito bem irigada por sinal, com canais conduzindo a água para todos os pontos. Fiquei "fuçando" na lavoura para descobrir o que plantavam e foi super legal, até alho eu vi!
Quando vi a Ayumi tinha sumido com o carro! Fui observando o outro lado, as pessoas sempre estavam dentro das casas, apenas nos olhavam de longe. Assim encontrei a Land, fiquei ali esperando. Encontri um senhor que tinha ido buscar farinha para fazer pão, conversei com ele, mas não tinha muito papo, apenas entendi a dificuldade deles. Principalmente dos mais velhos.
Encontrei a Ayumi e ela me falou que o Giani estava lá em cima, onde uma senhora mostrou sua horta. Fui lá e ela toda orgulhosa a planta na estufa dela, tambem as novas sementes brotando. Um ovo de avestruz que tinah acado por ali. E nos mostrou os artezanatos que ela fazia, Eu trouxe uma igrejinha de lembranca. Ainda visitamos outras parte da casa dela e voltamos.... No sufoco, pois o combustível tinha ido mais do que eu pensava, assim fiz o trajeto todo em velocidade econômica.
De volta para o hotel, dei uma volta na cidade de San Pedro para fazer umas fotos da noite e fizemos uma janta em casa, a qual a Ayumi cordenou com e ajuda de Los Gatosos. Mas na verdade, que fez a massa e o tempero foi o Filinto, de Garopaba (SC), eu fiquei só curtindo a companhia e a comida que estava deliciosa. Até a Mariana (espanhola) veio jantar. Conversamos bastante e combinamos de sair no outro dia.
Fonte:
Nei Eugenio Maldaner Cidade:
Rio Grande - Atacama - Chile-EX-Chile Fotos: Nei Eugenio Maldaner Publicado: Tatiana Lopes Date: 13/10/2004
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Andarilhos Franceses
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