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O Carro à Vela na atualidade

Jony Luce, 44 anos, desde 1990 é diretor de provas e também praticante de Carro à Vela ou Windcar, como é conhecido no Brasil. Em conversa com a equipe INEMA, ele nos traz algumas dicas e faz uma avaliação desse esporte hoje em nosso país.

Para começar neste esporte é preciso antes de mais nada, interesse em andar sobre rodas movidas pelo vento. Além disso, gostar de radicalidade, velocidade e ter um conhecimento básico sobre vento e náutica. O Carro à Vela não impõem grandes limitações ao seu praticante, ou seja, não tem hora certa para começar nem para parar, desde que a pessoa possua condições físicas obviamente.

Quem pratica o carrovelismo, garante que ele possui a uma vantagem: “As praias mais isoladas ao sul, possuem muitos passarinhos na beira do mar. Se chegássemos de carro até lá, os espantaria com certeza. Porém, como o Carro à Vela não tem motor, eles nem percebem a nossa presença. Seria como se fizéssemos parte da natureza, daquele ambiente”, conta Jony.

Como todo esporte exige cuidados, segue algumas dicas básicas de segurança: o praticante de Carro à Vela deve escolher uma vela pequena em dias de vento forte; usar equipamento de segurança; observar se existem ondulações no piso; tomar cuidado para não ser pego de surpresa por um riacho numa praia, pois os degraus formados nessas condições, se forem pegos de frente, funcionam como parede, e, além disso, ter cautela, respeitando os limites próprios e os da natureza.

No Brasil, os anos 90 forma marcados como o auge do Carro à Vela. Houveram vários campeonatos estaduais e campeonato brasileiro. Neste período, o esporte teve muitos adeptos e tiveram bastante praticantes de carrovelismo, mesmo que de forma isolada no país. “Na atualidade, o esporte é encarado mais como lazer por seus praticantes”, acredita.

Como hoje, esse esporte é pouco difundido, tem pouco patrocínio e incentivo, já que se trata de um esporte caro para se começar, ele foi perdendo infelizmente espaço em nosso país. “A maioria dos praticantes de hoje, são aqueles que começaram lá atrás a praticar esse esporte, ou seja, não houve uma renovação de praticantes. É preciso que haja incentivo por parte de entidades, para que as pessoas tenham interesse em praticá-lo”, declara Jony.

O Rio Grande do Sul é onde mais se encontra o maior número de praticantes. Além disso, segundo Jony, este Estado é considerado um dos melhores locais para o carrovelismo, visto que possui um litoral bastante extenso. Ele lembra que as praias gaúchas propícias para o esporte são Dunas Altas, Torres, Atlântida, Capão da Canoa e Praia do Cassino (praia larga e com muito vento). Não esquecendo, é claro, de praticar o carrovelismo onde se evite o contato com banhistas.

Para quem se interessar em praticar Carro à Vela, Jony dá algumas dicas: “Procure se infomar, obter conhecimento sobre este esporte e andar num carrinho antes de adquiri-lo, pois é preciso um certo investimento para comprar um”, aconselha.

“O Carro à Vela proporciona sensações de liberdade e de tranquilidade, pois nos deixa em contato direto com a natureza, a qual não é agredida, já que o carro não tem motor. A adrenalina também é muito grande, pois a velocidade de 80Km/h, por exemplo, faz com que fiquemos a 60 cm do chão apenas. Enfim, todas as sensações são muito agradáveis”, finaliza Jony Luce.

Equipe INEMA

Fonte: Jony Luce
Cidade: Cassino-RS
Fotos: INEMA
Publicado: Vanessa Ioris
DATA: 26/11/2004 <%insert_data_here%>

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