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Confira as dicas de Eduardo Presoti sobre a moto XTZ 750 -"Superténéré"
DICAS PARA A SUPERTÉNÉRÉ
1 - Pneus : no inicio só usava Pirelli. O pneu traseiro (140x17) gastava com 7.000km rodados e o dianteiro com 12.000km. Passei a usar Michellin (150x17): o traseiro passou a rodar 20.000Km. A viagem fiz com o Michellin. Não tive nenhum problema de segurança e o custo do pneu é praticamente o mesmo. Pirelli nunca mais!!!
2 - Faróis: os originais eram fracos. Passei a usar 2 lâmpadas biodo de 65 w (cada). Nesse caso é preciso estar atento ao nível de água da bateria e às inspeções no soquete (que ficam próximos à bateria) pois o cabo de força costuma esquentar e derreter o soquete. Retirei o cabo de força do soquete e passei-o por fora, tendo o cuidado de fazer um bom isolamento. Há casos de perda da bateria. Em viagens, com os faróis (de maior potencia) acesos, o aquecimento do cabo de força é maior. Então fique atento, pois a mudança vale a pena pela maior iluminação. À noite a diferença é muito grande.
3 - Fiz um mata-cachorro maciço em aço inox. Copiei a idéia de um amigo (Alexandre) e melhorei-a. Essa peça tem 3 finalidades: proteger a pintura da lateral da moto em caso de queda; descanso para as pernas em viagens prolongadas e serve como base para levantar a dianteira da moto, usando-se um outro dispositivo - veja a foto nº 10 (acima). Para quem quiser copiar, sugiro usar aço inox vazado em vez do maciço.
4 - Coloquei um acelerador auxiliar (muitos chamam pomposamente de piloto automático) próximo à manopla da mão esquerda. Quando a mão direita cansa o acelerador auxiliar entra em ação. Usei demais, principalmente quando o frio era intenso e a mão começava a congelar,então trocava de mão. Passava a sustentar a aceleração com o acelerador auxiliar. Existem vários tipos de acelerador e o que eu fiz foi adaptar um - veja a foto nº 12 (acima) utilizando o sistema de passar marcha de bicicleta. A alavanca de passar marcha é fixada no guidão e o cabo de aço é conectado à borboleta do carburador.
5 - Existe uma peça que fica no cubo da roda dianteira que serve para acionar o contador de quilômetros. É composta de uma engrenagem e o cabo do velocímetro. Junto com a engrenagem existe uma "arruela grande" . Essa arruela tem 2 ressaltos que servem para trava-la na engrenagem. É comum os ressaltos ficarem ovalizados e o velocímetro deixa de funcionar. A arruela isolada não está disponível para compra. Somente o conjunto completo e custa uma nota! Coisas da Yamaha...
Observando o funcionamento do sistema, conclui que se a arruela fosse fixada por dois pingos de solda inox resolveria o problema. E efetivamente nunca mais tive problemas com o velocímetro. Tá funcionando muito bem.
6 - Substitui todos os parafusos da carenagem por parafusos allen inox. Precisei de um parafuso original da carenagem e cotei o preço : R$ 4,50!!! absurdo!!! Por isso substitui todos os parafusos por allen inox a um custo de R$ 0,40 cada!!!
Se você acha que por conta da originalidade da moto deve pagar por um parafuso dez vezes mais, problema seu!!! Eu não pago!!!
7 - Desenvolvi um dispositivo para içamento da moto. Convém lembrar que a moto de tanque cheio pesa 230 kg e não tem descanso central. Então para resolver o problema de içamento da moto desenvolvi um dispositivo muito simples: um tubo com uma rosca na extremidade e um parafuso que perpassa esse tubo, acrescido de uma pequena base (10x10cm). Levo esse dispositivo na mala de ferramenta. Para levantar o pneu dianteiro, com a moto carregada, sem o dispositivo, no meio de uma estrada deserta, é "roça".Veja as fotos nº 10 e 11.
8 - Próximo ao final do banco existe uma tampa que cobre a pequena caixa de ferramentas da Super. Essa tampa tem uma fechadura que costuma abrir e, com a moto em movimento, a tampa cai e se perde. O valor dessa tampa é de R$ 190,00 reais. Pois bem, perdi a tampa e para não morrer em R$ 190,00 nas mãos da Yamaha, fiz o seguinte: fiz o molde da tampa em papelão e pedi para o pessoal que mexe com fibra de vidro, fazer uma tampa igual ao molde. Também forneci a espessura. É importante a espessura para que a nova tampa fique "arestada" com o quadro da caixa. Pintei a nova tampa (em fibra de vidro) de preto e fixei-a na caixa com um parafuso cabeça chata, do tipo usado em marcenaria. Não queria que a cabeça do parafuso ficasse visível. A parte do fundo da caixa é furada para que possa passar o parafuso.
E por baixo do paralama, usei arruela de pressão e porca. É importante que o parafuso seja exato com a face da porca. Uma ponta grande além da porca, pode provocar danos no pneu, quando a suspensão traseira, ao passar por um buraco for acionada.
9 - Gente, é normal o quadro da Super trincar e seccionar!!!. Essa foi uma das principais razões da descontinuidade da Super. A quebra do quadro acontece basicamente em três situações:
a - o piloto é pesadão e esmerilha a moto (por acha-la que venceu o Paris-Dacar) por trilhas e buraqueiras, isso ocasiona uma trinca no quadro na altura da bateria (um lado e outro) e o banco "se separa do tanque"
b - o piloto coloca muito peso no bauleto e parte o quadro próximo do número do chassi. O peso excessivo no bauleto+buraqueiras+esmeril funciona como "princípio de alavanca" também ocasiona a trinca.
c - a folga do parafuso de fixação do motor (esse parafuso precisa ser rotineiramente "torqueado"). O parafuso folga e transmite vibração ao quadro, que se parte.
Uma quebra no quadro não deve ser encarado como "coisa do outro mundo", nada que um bom soldador não resolva...ihihih. Depois do serviço pronto, dê uma olhada no rastro que a Super deixa. Se houver 2 rastros, a simetria, quando da solda, não foi observada e o serviço não ficou bem feito...ihihih. Quebre o quadro de novo e mande refazer o serviço...ahahahaha!!!!
10 - Rolamentos das rodas dianteira e traseira - Já fiz duas trocas do conjunto de 5
rolamentos (2 na dianteira e 3 na traseira, incluido o da coroa)e para variar, quando fui na concessionária, me pediram R$ 90,00 pela unidade de cada rolamento...um absurdo...Fui então a uma loja de rolamentos SKF e de posse dos 5 rolamentos, isso porque a Yamaha "raspa" a referencia dos rolamentos, para termos que "morrer" na grana absurda, solicitei-os ao vendedor que prontamente me deu os equivalentes SKF aos meus originais.
Cada rolamento, pasmem, fica entre 6 a 30 reais, isso porque as medidas dos rolamentos da traseira e dianteira são diferentes e os preços também. A durabilidade dos rolamentos é equivalente aos originais!!!
ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA
SUPER TÉNÉRÉ - XTZ 750 - ano 1994
Dimensões / Métrico
Comprimento / 2355 mm
Largura / 815 mm
Altura total / 1355 mm
Distancia entre eixos / 1505 mm
Altura do assento / 865 mm
Distancia entre eixos /1505 mm
Distancia mínima p/ solo / 240 mm
Peso c/tanque cheio+óleo motor /226 kg
Quadro
tipo berço duplo, dianteira-garfo telescópico, traseira-braço oscilante (monocross)
Motor
Resfriamento a água, 4 tempos, DOHC (Double Over Head Camshaft),
Arranjo dos cilindros 2 cilindros paralelos e inclinados a frente
Diâmetro e curso / 87x63 mm
Cilindrada / 749 cc
Taxa Compressão / 9.5 : 1
Pressão de compressão / 135 psi (9,5 kg/cm2)
Sistema de lubrificação cárter sêco
Capac.de óleo do motor / 4 litros (4.1 com troca de filtro)
Duplo comando de válvulas no cabeçote acionado por corrente
Sistema Lubrificação forçado por pressão e carter sêco
Combustível requerido gasolina comum
Capacidade do tanque / 26 litros (5 de reserva)
Filtração ar elemento de papel
Vela (NGK) DPR 8EA-9
Folga do eletrodo / 0,8~0,9 mm
Folga Válvula (fria)
admissão / 0.15~0,20 mm
exaustão / 0,25~0,30 mm
Observação:
O ajuste das válvulas e pastilhas deverá ser feito a cada 42.000km Transmissão
Redução primária 67/39; 1a. 37/13; 2a. 37/20; 3a. 30/21; 4a. 27/23; 5a. 28/27
Chassis, suspensão e rodagem
Berço duplo
Angulo de cáster 26,5º ( Trail 101mm)
Pneu
Dianteiro (21 psi) 90/90-21 54H Bridgestone
Traseiro (28 psi) 140/80-17 69H Bridgestone
OBS.: .: eu uso 90/90-21 e 150/80-17 Michellin
Capacidade de óleo (garfos dianteiros) 669 cc cada Freio a disco dianteiro(duplo) e traseiro
Carburador
Mikuni BDST 38x2
gigleur principal / #147,5, #140
gigleur piloto / #42,5, #35
gigleur de ar / #60
gigleur de baixa / #60
Marcha lenta / 1100~1200 r/min
Pressão de vácuo (macha lenta) / 240~260 mmHg
Embreagem
Úmida, disco múltiplo banhado a óleo
Transmissão 5-velocidades, engrenamento constante
Elétrico
Sistema Elétrico de Partida
Ignição /T.C.I. (digital)
Gerador A.C. gerador de magneto
Ponto de Ignição (BTDC) 10 ° a 1150 rpm
Avanço Ignição (BTDC) 43º a 6000 rpm
Fonte:
Eduardo Presoti Cidade:
São Luis-MA-Brasil Fotos: Eduardo Presoti Publicado: Berenice Correa Date: 17/12/2004
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