|
Marcos Mancini trabalha com cronometragem para provas de diversas modalidades, especialmente no motociclismo. Conheça um pouco de seus trabalhos dentro de eventos esportivos!
Vivendo no meio do motociclismo há vários anos, Marcos Mancini não poderia ter seguido outro caminho a não ser dentro deste mundo das duas rodas. Depois de ter adquirido certa experiência, ele atuou como presidente de entidade municipal e da Federação de Motociclismo de Rondônia. Mas como não gosta de trabalhar na área burocrática dos eventos, e sim fazendo os serviços dentro das provas em si, no ano de 1996 resolveu ir atrás de um sistema eletrônico de cronometragem para os eventos, visto que muita gente reclamava dos erros e atrasos.
O preço de novos equipamentos para cronometragem de provas de moto eram muito altos para Marcos, na época. Mesmo assim, através da ajuda de um amigo seu do Ceará, Galdino Gabriel, passou a usar o sistema Prisma que, ao longo dos anos, foi desenvolvido e o ajudou por muito tempo.
Marcos afirma que aprendeu a lidar com sistemas de cronometragem “na marra”, mas também diz que a experiência ajuda muito na prática. “Todos os sistemas de cronometragem e apuração têm semelhanças e rotinas idênticas. Então, normalmente, só se aprende a manuseá-los.” Ele não fez nenhum curso de especialização nesta área, apenas em direção de eventos, que eram ministrados pela Confederação Brasileira de Motociclismo – CBM, onde já participou de vários, qualificando-se para ser diretor de provas em eventos de Motocross, Supercross e Enduro FIM.
Sabendo que trabalhar com esporte, no Brasil, é bastante difícil, e Marcos ainda acha, inclusive, “a coisa mais difícil do mundo”, ele acredita que a padronização dos trabalhos é o que há de mais viável para se fazer. O problema que ele encontra é a dificuldade de especializar pessoas que atuam diretamente no motociclismo. “Nas provas de Motocross, por exemplo, necessitamos de sinalizadores, que são reconhecidos pelos pilotos como anjos da guarda. Devido aos custos, não se consegue ter sempre a mesma equipe em todos os eventos portanto, em cada cidade, é preciso haver pessoas dispostas a encarar 10 horas de sol no rosto para ganhar um valor irrisório”, contesta.
Além de trabalhar para a realização dos eventos de motociclismo, Marcos também já participou de competições e anda de moto por lazer. Ele encontra diferenças nas três atividades:
“Trabalhar é o mais difícil, ainda mais para a pessoa que toma a frente de um evento. São muitos itens a serem cumpridos para que o evento aconteça. Além do mais, estão envolvidas muitas pessoas, a maioria em trabalho: pilotos, mecânicos, equipes, público, mídia, e etc. Comandar um batalhão assim não é fácil. Ser competidor exige uma grande dose de empenho, ainda mais se falando de Brasil, onde o piloto além de pilotar tem que ser mecânico, motorista do carro, lavador de moto e etc. Só que ele não tem aquela preocupação com o evento em si. Já vi muitos pilotos exigirem absurdos em um evento de nível estadual, mas que também participa de provas amadoras onde nem ambulância existe. Andar de moto é a melhor coisa do mundo. Não existe explicação! Só andando de moto para a pessoa sentir o prazer.”
O enfoque de trabalho de Marcos é diretamente com cronometragem e apuração. Ele não se envolve com a parte técnica que diz respeito à direção de provas, regulamentos e etc. Ele tem sua própria empresa direcionada para o motociclismo e também para algumas provas automobilísticas, é a Mancini Cronometragem, onde possui equipamentos para várias modalidades. E não é somente em Rondônia, onde reside, que ele desempenha seus serviços, mas também em outros locais como Acre e Mato Grosso no Brasil; Bolívia e Venezuela.
Para provas em circuitos fechados (pista), Marcos trabalha com sistema computadorizado AMB Tran-X 260 digital, onde cada moto/carro que cruza a linha de chegada é automaticamente captado através de um transponder fixado. Este sinal é captado por uma antena (loop) que fica enterrada no chão na linha de chegada. O software é responsável pelas informações e cronometragem, ou seja: classificação, melhor tempo, diferença de tempos entre os pilotos e etc. Além disso, dentro da pista, gera um sinal em UHF para que os interessados (equipes, imprensa e locutor) assistam ao vivo os resultados. Nas provas em campo aberto (enduro FIM, enduro de regularidade e Rally) são usados coletores de dados para armazenar os dados que me são entregue para a apuração do evento.
Para os interessados, o endereço da Mancini Cronometragem é:
Av. São Paulo, 2489, sala 4. Centro – Cacoal/RO – 78976-020
Telefax (0xx69) 441-7082, 443-3344, 8111-9560
Site: www.mancini.esp.br
e-mail: marcos@nettravel.com.br
MSN: m_a_Mancini@hotmail.com
Equipe INEMA
Fonte:
Marcos Mancini Cidade:
Cacoal-RO Fotos: Marcos Mancini Publicado: Tatiana Lopes DATA: 20/12/2004
<%insert_data_here%>
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
|