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Acompanhe a viagem de Heloisa para o Alaska feita entre os meses de abril á novembro de 2003 - A PARTIDA
Brasil: De 24 de abril a 09 de maio de 2003
Belém - Pará - Brasil
Os últimos dias antes da partida foram muito atribulados. Para variar o Troller saiu em cima da hora. O Haroldo (marido) teve que se desdobrar instalando o som, bagageiro, protetores, suporte para um guincho (que deverei comprar nos EUA, isto é, se me deixarem entrar). Tiramos o banco de traseiro, adaptando um, da Pajero, bem mais confortável. Caracterizamos o Jipe com as marcas que me ajudaram e com a minha própria, e estávamos prontos. A expectativa era grande, fiquei sem dormir direito por umas noites. Imaginei que o motivo da insônia era puro medo, talvez de não conseguir fazer o que havia proposto.
Enfim, após algumas reportagens, resolvi partir de vez, pois a cada dia mais coisas apareciam para fazer ou para comprar. Cruz Credo! Às 05:30 da manhã do dia 24, com a TV Verdes Mares a postos e tudo já dentro do carro, me despedi de todos que estavam lá em casa e fui direto para o Sítio tomar um café com meu pai. Imaginem só, ele havia preparado uma bacalhoada. Comer bacalhau às sete horas da manhã foi demais! Tirando o inusitado da hora, o bacalhau estava excelente. Faltou só o vinho mas também ai era demais também, não acham? A Cristina, uma das vovós que me acompanhariam e que ia se encontrar em Belém, estava lá.
Que agradável surpresa! Batemos algumas fotos, o Haroldo me deu as últimas instruções, me despedi dele, já com saudade, e, antes de começarmos todos a choramingar partimos. Obrigada a todos que me ajudaram e em especial ao Haroldo, pela compreensão. Haroldo te amo de verdade! No trecho Fortaleza(Ce) a Caxias(Ma), enfrentamos muitos buracos, principalmente entre Itapagé e Sobral (Ce). Dormimos muito bem, no Hotel Alecrim. Puxa, ai sim vi o quanto estava mal dormida. No dia seguinte enfrentaríamos o trecho Caxias - Capanema(Pa). Este trecho se revelaria um sufoco, tal a quantidade de buracos.
De buraco em buraco chegamos a Belém
De Caxias para Capanema um terrível trecho de estrada esburacada nos esperava, principalmente entre Bacabal(Ma) e Santa Inez(Pa). Ficamos revoltadas. A gente paga tanto imposto! Foi nesse trecho que ao descermos do carro, parou um caminhão logo atrás pensando talvez que estivéssemos precisando de ajuda. Corremos as duas para dentro do carro imaginando logo um assalto ou outra coisa parecida. Que horror, estamos todos pirados. O motorista só queria ajudar. Seguimos em frente debaixo de muita chuva, muita, muita, quase não enxergávamos os carros que iam à nossa frente. Capanema não foi uma boa pedida.
Cidade sem atrativos, mais parecida com um acampamento. Ficamos mal acomodadas, bem diferente de Caxias, mas aventura é aventura! As muriçocas, perfeitamente adaptadas aos rigores de um ar condicionado, que de tão frio, para espantá-las, me fez sonhar que já havia chegado ao Alaska. Amanhecemos com o rosto todo picado. O jantar foi um churrasquinho quase no meio da rua, acompanhado de baião, farofa e algumas deliciosas Cerpas. Que cerveja gostosa! E tem mais, tudo isso por R$ 8,00. Como é que pode? Após os cálculos matemáticos da Cristina, vimos que nossa diária havia baixado, e muito! No dia seguinte saímos o mais cedo possível. De Capanema a Belém são cento e muitos quilômetros.
Até agora não conseguimos precisar os muitos, pois cada placa mostrava uma coisa, cada guia outra coisa e a cada Posto de combustível outra e outra. No fim definimos como 180 km. A chegada a Belém é bem confusa. O trânsito de um Sábado pela manhã infernal, bicicletas, para tudo quanto é lugar, gente, feira e falta de sinalização. No entanto que gente simpática. Um motorista de caminhão que transportava frutas, muitas das quais nunca havíamos visto, nos ensinou direitinho a estrada para Icoaraci onde embarcaríamos nosso Troller para Manaus. Enfim chegamos à Empresa, pouca burocracia, um cheque de R$ 560,00 e o Jipe já no pátio à espera de uma balsa
. Se embarcasse no mesma noite chegaria a Manaus no dia 04. Agora já sabemos que embarcou e que chegará no mesmo dia que nós. De lá saímos de táxi direto a uma agência para comprarmos nossa passagem para Manaus. O camarote com ar condicionado, banheiro privado e três refeições nos custou R$320,00. Muito barato. Resta saber como é mesmo o tal camarote. Mas isto vem depois. Uma amiga da Cristina, também professora de matemática da Universidade e que é também Cristina, nos levou à sua casa.
Um almoço delicioso em um restaurante do outro lado da baía, encerrou o dia. Comemos casquinha de mussuã, um tipo de tartaruguinha, eu acho, (não sei se assim que se escreve, só sei que estava muito gostosa e que também era de cativeiro), uma caldeirada de filhote(peixe) com jambu ( folha que deixa a língua adormecida) e mais algumas cerpinhas e... ficamos meio lesadas(morgadas). O certo que atravessei a baía, de volta, já dormindo. Ao chegar em casa, a cama era a melhor atração de Belém. Antes de dormirmos decidimos passar o fim de semana na Ilha de Marajó, com chuva ou sem chuva sendo essas nossas últimas palavras. Foi uma decisão super acertada. Que bom!
http://www.vovosmilenio.pro.br/
Fonte:
Heloisa Helena Cunha Marques Cidade:
Fortaleza-CE-Brasil Fotos: Heloisa Helena Cunha Marques Publicado: Berenice Correa Date: 20/12/2004
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