|
Acompanhe a viagem de Heloisa para o Alaska feita entre os meses de abril à novembro de 2003 - Os Andes da Venezuela.
Venezuela: De 09 a 21 de maio de 2003
Santiago de los Caballeros de Mérida (Mérida) - Venezuela
Ao sairmos de Ciudad Bolívar e depois de atravessarmos a impressionante ponte sobre o Rio Orinoco, passamos por uma região extremamente árida e despovoada. Patrulhas rodoviárias nos pararam três vezes. Concluímos que aquela não é uma região muito tranqüila. A vegetação começou a melhorar, apareceram alguns pueblos e ... paramos em Valle de la Pascua, depois de rodarmos míseros 326km. Foi uma excelente decisão.
Jantamos arepas recheadas com frutos do mar e algumas Polar Light (excelente cerveja). Dormimos muito bem. Valle de la Pascua é uma cidade pequena que me pareceu próspera e cheia de pássaros. Deixamos Valle, passamos por Guanare e começamos a subir os Andes. Uma chuvinha leve começou a cair e a subida foi ficando difícil pois a estrada ficou bem estreita e os despenhadeiros eram grandes. Eu nem olhava para os lados. A Cristina me disse que olhou só uma vez. Finalmente chegamos a um povoado pequeno chamado Mosquey.
Graças a Deus! Vimos uma Pousada e paramos. Fomos festivamente recebidas pelo Sr. Luiz que nos ofereceu um café e um suco de piña (abacaxi). Foi uma estadia muito agradável. Luiz conhece muito bem a região, sendo autor de dois guias. Nos deu importantes dicas sobre pousadas, estradas e restaurantes. A região é cheia de fazendas de trutas, de forma tal que saboreamos algumas recém pescadas e deliciosas. Caminhamos 10km para conhecermos Boconó, chegando à conclusão que estávamos ligeiramente entrevadas tal o estado em que ficamos. Doía tudo.
Quase no fim da caminhada resolvemos nos informar sobre a distância para o Centro e ficamos muito chateadas porque o senhor nos disse: senhora, hay que se meter en una buseta (pronunciado com c) e, após uma outra tentativa, com a mesma resposta, só que no diminutivo, resolvemos tirar a história a limpo e ao contrário do que pensávamos o termo significa bus pequeño (Topik para nós). Hum ... bem, depois disso, tomamos o tal transporte, chegando ao Museu do Trapiche (engenho movido pela força do homem).
A chuva não nos deixou ficar por mais um dia e seguimos para Timotes, um outro. pueblo andino. No dia 15, aniversário da Cristina, festeja-se nos Andes o dia de San Izidro. Pede-se chuva e uma boa safra. Parelhas de bois e cavaleiros vão aos pueblos para participar de uma "procissão". Pelo caminho nos felicitaram e desejaram buena suerte. Que bom! A Transandina é uma estrada bem estreita que vai correndo como uma serpente em curvas extremamente pronunciadas o que faz a viagem muito cansativa. Timotes, uma cidade que se dedica a agricultura.
A montanha parece uma colcha de retalhos de vários tons de verde e há também cultivo de flores. Lá comemoramos o aniversário com vinho, truta e um prato alemão. A lua cheia estava esplendorosa e o dia amanheceu pincelado de rosa e laranja. Partimos para uma viagem ainda pelos Andes, novamente em estradas estreitas, sempre subindo. Chegamos ao Pico del Aguila a 4.120m de altitude. Por ali Simón Bolívar passou sua tropa para libertar a Colômbia. Muito frio e vento, mas muito bonito. A névoa vai cobrindo e descobrindo tudo.
De vez em quando as montanhas, muito altas, ficam inteiramente descobertas, mas só por alguns minutos e então tudo volta a ficar encoberto. Um monumento com uma águia homenageia Bolívar. Agora, descendo fomos admirando uma paisagem diferente de terrenos cercados por muros rústicos de pedra rolada e terraços suportados também por pedras. Passamos por Apartaderos e visitamos, no Parque Nacional Sierra Nevada, a Laguna de Macubají de encostas pontilhadas de frallejones, uma planta de folhas aveludadas, meio esbranquiçadas e que só aparecem a 3000m de altitude.
Saindo desta paisagem que se assemelha a uma pintura naífe e descendo a 1600m, chegamos a Santiago de los Caballeros de Mérida, uma cidade de 300.000 habitantes onde pensamos pegar informações sobre o embarque do Troller, através de Maracaibo, ou sobre a segurança na Colômbia e enfim decidirmos por onde andar. Voltar a Caracas? Passar pela fronteira colombiana para Cartagena? Hoje, dia 18, fomos passear de teleférico, a maior atração de Mérida. Foi sensacional! Paisagens maravilhosas! Ele sobe em quatro estágios de uma altura de 1.600m a 4.800m, em uma distância de mais ou menos 12km.
É considerado o mais alto e o mais longo do mundo. Lá no Pico Espejo, fizemos, com muita dificuldade, uma pequena caminhada. A visão das montanhas é deslumbrante. Em baixo as florestas coloridas de ipês amarelos e árvores com enormes folhas prateadas, um pouco mais acima, os frailejones pontilhavam as encostas com sua côr amarelo aveludado e, mais em cima ainda, os cumes desnudados e escarpados ainda aprisionavam grandes porções de gêlo. Puxa, valeu a pena! Voltamos para o Hotel absolutamente mareadas pela altitude, mas bem satisfeitas. Uma sopa de mariscos nos recuperou totalmente.
http://www.vovosmilenio.pro.br
Fonte:
Heloisa Helena Cunha Marques Cidade:
Venezuela-EX-Portugal Fotos: Heloisa Helena Cunha Marques Publicado: Berenice Correa Date: 21/12/2004
<%insert_data_here%>
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
|