|
Acompanhe a viagem de Heloisa para o Alaska feita entre os meses de abril à novembro de 2003 - Guatemala
América Central: De 04 a 23 de junho de 2003
Antigua e Lago Izabal
Antigua é a antiga capital da Guatemala. Uma cidade cheia de História. Lindos prédios , antigos mosteiros, que após sucessivos terremotos, conseguiram se manter em pé, alguns inteiros, restaurados, outros mostrando suas entranhas originais, como o maravilhoso Convento Santa Clara e Catedral. Os arcos espanhóis estão presentes em todas as praças. Lindos casarões, de um só piso, balcões de madeira trabalhada, pátios internos ajardinados.
Definitivamente uma antiga cidade espanhola em pleno funcionamento. Vulcões são vistos de qualquer ponto da cidade. Foi lá que sentimos que a Guatemala é um país especial e decidimos conhecê-la melhor. Estávamos cansadas. Pegamos um pacote que nos levaria ao norte às ruínas Maias de Tikal, ao Lago Izabal, e mais ao sul a Panajachel, Lago Atitlán e a Chichicastenango. Um ônibus nos levou a Rio Dulce. Um hotel à beira do rio e começamos a descansar, muitos veleiros, muito verde, muitas flores e muitos pássaros.
Um passeio pelo enorme e transparente Lago, já sendo descoberto pelo turismo, hotéis com cobertura de palha, lembrando alojamentos de pescadores e a sensação de que amanhã a paisagem se terá transformado pelos turistas ansiosos por ver e partir. Descemos o Rio até Livingstone, uma pequena cidade, onde se fixaram os poucos negros trazidos como escravos da África e já estávamos partindo para Tikal.
Ruínas Maias de Tikal
Para se chegar a Tikal, chega-se primeiro a Flores uma pequena cidade às margens do Lago Petén Itzá.
De Flores ao Parque Nacional de Tikal são 63km de estrada boa. Nos alojamos em um hotel de selva, o Jungle Lodge. A umidade e o calor são marcas registradas, como na Amazônia. Uma infinidade de pássaros desconhecidos, árvores imensas e fomos caminhando, com um guia indígena que nos levou a bonitos sendeiros. Tikal foi descoberta por seringueiros que, ao subirem nas árvores, viam o topo daquelas estranhas construções e se amedrontavam.
Hoje Tikal é Patrimônio da Humanidade. Subimos no Templo IV, por uma escada de madeira bem inclinada e nos surpreendemos com a visão da densa floresta abaixo de onde emergem as pontas da Pirâmide do Jaguar, Mundo Perdido. Os Maias quiseram alcançar o céu, é a primeira impressão. Fiquei imaginando o que sentiram os antigos seringueiros.
Continuando o caminho, vimos restos de construções abraçadas por enormes árvores, e, finalmente a espetacular Plaza Mayor. Que maravilha! Pirâmides escalonadas, muito altas e inclinadas, prédios de antigas residências Maias, nos fizeram recordar deuses desconhecidos nos animais e figuras ali entalhados. Que civilização! E pensar que tudo começou 300 anos antes de Cristo!
A noite na selva é cheia de mosquitos, barulhos desconhecidos, muita umidade, mas não é quente. Acordei várias vezes e fiquei a escutar o coaxar de sapos e pássaros noturnos. Estranho!
No dia seguinte entrei novamente no Parque e fui direto à Plaza Mayor. Fiquei sentada na grama, enquanto a Tamara escalava mais uma vez uma das construções.
Sentada na grama, eu simplesmente observava, vez ou outra, um cerimonial Maia que se desenvolvia a poucos metros. O cheiro bom do incenso, o colorido das roupas Maias, a visão dos Templos e o burburinho das crianças me envolveram e me transportaram no tempo.
Tikal é deslumbrante!
Explosão de cores em Chichicastenango na Guatemala
A última etapa do nosso pacote foi Panajachel às margens do Lago Atitlán. Chegar a Panajachel descendo por uma íngreme estradinha e ter a visão do enorme lago azulado, enfeitado por um vulcão de cone perfeito, é ficar definitivamente maravilhado com a Guatemala. O Lago é quase hipnótico. Suas tranqüilas águas vão se separando e formando ondas vagarosas à medida que o velho barquinho vai passando. No domingo fomos a Feira de Chichicastenango, a mais famosa feira de artesanato indígena da Guatemala. A profusão de cores é surpreendente nas peças e nas roupas indígenas. Eles se vestem, no dia a dia com flores bordadas em tons vibrantes ou desenhos geométricos. Saias presas à cintura com faixas extremamente coloridas e o colorido é vendido nas bolsas, blusas, xales, faixas.
Do alto da escadaria da Igreja de São Tomás fiquei observando aquele vai e vem colorido. No interior da Igreja os índios adultos conversam, muitas vezes chorando, com as imagens, crianças correm, pétalas de rosas são espalhadas pelo chão, velas acesas pelos corredores, incenso, enfim ... É muito diferente! A Igreja se adaptou aos costumes locais. Chicastenango é linda nas cores mas me impressionou também pelo abandono.
A impressão que dá é que a população indígena, maioria na Guatemala, está abandonada pelas autoridades. Isto está bem claro nos sorrisos desfalcados dos adultos e nos dentes precocemente cariados das crianças. Os turistas vão embora encantados com as cores e eles retornam aos seus bordados pouco vendidos e às suas conversas com os santos da Igreja se São Tomás ... Saímos de Panahachel cedinho e entramos no México. A fronteira mais tranqüila e organizada da América Central.
Na Guatemala a estrada é ladeada por enormes despenhadeiros e no México, na Região de Chiapas à medida que se sobe para San Cristóbal a temperatura vai se tornando mais baixa. É também uma estrada bonita. San Cristóbal de las Casas é considerada uma das mais bonitas cidades do México. Mais uma vez a arquitetura colonial espanhola está presente e mais uma vez os indígenas vendem seu colorido en las calles.
http://www.vovosmilenio.pro.br
Fonte:
Heloisa Helena Cunha Marques Cidade:
Guatemala-EX-Guatemala Fotos: Heloisa Helena Cunha Marques Publicado: Berenice Correa Date: 21/12/2004
<%insert_data_here%>
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
.
|
|