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Acompanhe a viagem de Heloisa para o Alaska feita entre os meses de abril à novembro de 2003 - Atravessando o México
México: De 23 de junho a 01 de julho de 2003
Mudança de rota
Estou nos Estados Unidos e com muita dificuldade para enviar meus boletins. Interessante, nunca pensei, em logo aqui ter esse problema. Vamos ver como resolverei isso. Além dessa dificuldade, constatei também que o meu Inglês está muito ruim, espero que melhore o mais rápido possível. Bem, devo explicar porque mudei meu roteiro inicial. Demoramos muito na América Central.
Comecei a ver que nesse ritmo não ia conseguir chegar ao Alaska antes do início do inverno. Assim, como na volta farei todo o México, resolvemos atravessá-lo de ponta a ponta em Auto Pista e chegar o quanto antes aos Estados Unidos. A travessia não foi tão fácil como imaginávamos. Tivemos que passar perto da Cidade do México, onde fomos multadas, por estarmos transitando justo na quinta feira, quando era proibido a terminação da nossa placa. Ser multada não foi o pior, embora tenha achado muito injusto. Na verdade fomos extorquidas com a justificativa de que estavam baixando nossa multa.
O pior foi ter que negociar com bandidos vestidos de policiais ( policiais mesmo). Depois, telefonando para o Serviço de Proteção aos Turistas, fiquei sabendo que é uma prática comum no México e que ao sermos abordados por essa gente devemos imediatamente telefonar para a Segurança Pública dando o número da patrulha que está tentando a extorsão. Como não podíamos mais transitar naquele dia, o policial nos escoltou até um Motel onde dormimos entre gritos e sussurros de nossos vizinhos. Fiquei muito para baixo com o acontecido fazendo uma avaliação CustoxBenefício da nossa viagem.
Nesse dia cheguei à conclusão de que estava tudo muito pesado. Atravessar o México em Auto Pista é muito rápido mas os pedágios são muitos e caros. Dormimos em algumas cidades sem importância mas Águas Calientes foi muito interessante. O Palácio Municipal e seus inúmeros arcos, a Praça Principal e suas bonitas igrejas nos encantaram. Enfrentamos o norte do México, na verdade um enorme deserto, debaixo de muito sol.
Finalmente chegamos a Ciudad Juarez e a fronteira com El Paso. A fronteira é uma enorme confusão de carros e gente, mas perfeitamente gerenciável. Estamos ficando craques em fronteiras. Liberamos o carro mas não ficou muito claro onde carimbar a saída do México, de forma tal que na primeira Embaixada ou Consulado do México vamos ter que esclarecer o assunto. Estamos cansadas.
Fronteira de El Paso (México e EUA)
"A verdadeira viagem de descoberta não consiste em procurar novas paisagens mas em ter novos olhos" Marcel Proust
Sair do México foi fácil. Entrar nos Estados Unidos não foi difícil, foi demorado. Fomos muito bem tratadas, aliás, como The Brazilian Ladies. Fomos fotografadas, impressões digitais de todo jeito, endereço, profissão, todos muito amáveis. Alguns mexicanos respondiam perguntas algemados. Um horror! Comecei a pensar: se for algemada começarei a chorar. Felizmente nada aconteceu, fomos apenas "fichadas". Bem, após mais ou menos quatro horas estávamos em El Paso já em um Hotel indicado pelos próprios policiais. Foi uma excelente dormida. Ao amanhecer me deparei com uma cidade ampla, limpa e muito fácil de dirigir.
A manhã foi gasta fazendo um seguro obrigatório. Finalmente seguimos viagem para uma estadia no Grand Canyon. O deserto continuava. Saímos do Texas, entramos no Novo México e Arizona e sempre o deserto de paredões avermelhados e uma vegetação quase nada. Ao chegarmos em Flagstaff, tivemos uma surpresa. As marchas do Troller, que já vinham entrando mal, travaram. No México eu já vinha sentindo alguma diferença mas na Chevrollet de Aguas Calientes não quiseram mexer. Fiquei muito preocupada.
Só faltava essa! Viajei por toda a Patagônia por terrenos muito difíceis e nada aconteceu. Amanhã vamos levá-lo a uma oficina, indicada pelo hotel, para vermos o que pode estar acontecendo. O Haroldo já foi acionado para fazer uma consulta à Troller para uma pista do defeito. Bem, resumindo: o que parecia um defeito horrível, quase sem solução, a não ser importando peças, etc., não passou de um ajuste da embreagem e completar o óleo da caixa de marcha. Tenho que tirar o chapéu.
O americano deu o diagnóstico imediatamente, regulou tudo, disse que possivelmente eu teria problemas 5.000 milhas adiante, me cobrou 36 dólares e eu voltei para o Hotel muito satisfeita, depois de haver chorado, ficado insegura and others ... A dificuldade de comunicação (meu inglês está muito pequeno), o cansaço de muitos dias na direção, o stress da América Central, me fizeram pensar na dificuldade de enfrentar tudo isso sozinha. Não gostaria de estar só. Quero meu companheiro comigo, vendo, sentindo vivendo comigo as dificuldades desse roteiro. Meus novos olhos me fazem ver diferente. Meus novos olhos …
http://www.vovosmilenio.pro.br
Fonte:
Heloisa Helena Cunha Marques Cidade:
México-EX-Mexico Fotos: Heloisa Helena Cunha Marques Publicado: Berenice Correa Date: 21/12/2004
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