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Acompanhe a viagem de Heloisa para o Alaska feita entre os meses de abril à novembro de 2003 - Grand Canyon - EUA
Estados Unidos: De 01 de julho a 01 de agosto de 2003
Hoje, pela manhã, a Tamara partiu. Fomos deixá-la na estação de ônibus de Flagstaff. Serão dez horas de estrada. Vai encontrar com a Carol, nossa sobrinha, pegar um avião para Brasília e assim voltará às suas atividades normais, seu marido, filhos e netos. Com certeza sentirei muito sua falta.
Foram dias muito intensos, enfrentando situações diferentes das quais estamos acostumadas.
Bem, ficamos eu e a Cristina descansando e fazendo planos para aproveitarmos os dias entre sua volta e a chegada do Haroldo.
Os dias no Grand Canyon foram de deslumbramento, quando saímos para lá já sabíamos que ia ser complicado, além de férias, era um fim de semana emendado com o 04 de julho, dia da Independência dos Estados Unidos. Uma multidão nos aguardava. As primeiras vistas nos impressionaram e apesar do sol muito forte conseguimos caminhar um pouco apreciando os enormes paredões alaranjados do Mather Point e Yavapai Point.
Demos uma batida inicial nos hotéis e desanimamos. As reservas são feitas com um ano de antecedência. Resolvemos fazer o que desse e depois pensaríamos onde dormir, quem sabe acamparmos. Estacionamos em uma das poucas sombras existentes, fizemos um lanche, deitamos no chão e começamos a esperar o sol esfriar um pouco. A Cristina, após uma cochilada, resolveu voltar aos hotéis e retornou com a boa nova: havia uma vaga no Maswik Lodge.
Não acreditamos, era bom demais! Colocamos nossa bagagem no quarto, grande e confortável e passamos a ler um pouco sobre a região, nos preparando para o pôr-do-sol, que nesse dia aconteceria exatamente às 7:49 p.m . As proporções do Grand Canyon são assustadoras: 4950 quilômetros quadrados, ou 443 quilômetros de paredões ao longo do Rio Colorado.
Há um ônibus que leva aos principais points e você pode descer para ver a vista ou caminhar até o próximo e assim fomos descendo e subindo até Hermits. Voltamos até o Hopi Point e nos plantamos estrategicamente, aguardando o espetáculo dos paredões coloridos pela tarde. Nossa! O Canyon muda de cor a cada instante. As cores variam de vermelho, laranja e amarelo. As sombras vão aumentando à medida que o sol vai baixando até que o horizonte se torna vermelho e o Canyon se torna lilás.
O espetáculo terá continuidade no dia seguinte, quando o sol nasce.
Foi um espetáculo maravilhoso! Lembrei do Atacama, suas cores ao pôr-do-sol e seus pontos brilhantes de cristais de sal. Quando resolvemos jantar já era noite. A batalha no restaurante foi grande, muita gente! Voltando ao alojamento estávamos muito cansadas do sol, do ar extremamente seco que nos rachou a boca, pele e secou nossa garganta, mas maravilhadas. Valeu a pena! No dia seguinte, pegamos o Troller e fomos para o outro lado do Canyon, até o Desert View.
Aqui o Rio Colorado fica bem visível e suas águas azuis fazem um contraste bonito com as rochas grandiosas. Para os descendentes diretos dos hopis, uma das tribos que habitaram a região “todas as pessoas desceram para este mundo por um buraco no céu que fica bem acima do Grand Canyon e é para aqui que os espíritos das pessoas seguem quando elas morrem”. Uau!
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Fonte:
Heloisa Helena Cunha Marques Cidade:
EUA-EX-USA Fotos: Heloisa Helena Cunha Marques Publicado: Berenice Correa Date: 21/12/2004
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