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Acompanhe a viagem de Heloisa para o Alaska feita entre os meses de abril à novembro de 2003 - Canadá
Canadá: De 01 a 10 de agosto de 2003
Vancouver é uma cidade linda! Esperando os filtros do Troller
Estamos em Vancouver, no Canadá. A temperatura está gostosa, um pouco frio à noite mas nada que uma blusinha de mangas compridas não resolva. Antes de chegarmos aqui viemos tranqüilamente pela Rodovia 5, excelente, pernoitamos em Bellingham ainda nos EUA, Estado de Washington. Lá resolvemos mandar buscar os tais filtros.
A promessa da Empresa era para entrega em dois dias, de forma tal que fomos direto para Vancouver no Hotel no qual os filtros deveriam ser entregues. Bem, estamos aqui até hoje, dia 04, aguardando a encomenda que está parada em Cincinnati(Ohio). Não sabemos ainda porque. Estamos otimistas. Achamos que a coisa vai se resolver de hoje para amanhã. Bom, Vancouver é realmente uma cidade muito bonita. Cercada de água, muitas pontes, muitos jardins, parques e flores.
Passeamos por Waterfront e Gastown , vimos o relógio a vapor, o Canada Place onde um enorme navio partia levando turistas para o Alaska, o Harbour Centre Tower, alto com sua torre de 167m, enfim, caminhamos bastante. No Domingo resolvemos tirar o Troller do estacionamento e fomos a Capilano Suspension Bridge, um ponto turístico interessante. A ponte suspensa sobre o canyon tem 70m de altura e impressiona o rio que corre sobre pedras redondas muito brancas e pala floresta de cedros.
Fomos também ao teleférico de Grouse Mountain mas resolvemos ficar por ali conversando com um mecânico canadense que se entusiasmou pelo Troller e nos deu boas dicas de estradas no Canadá. Descendo um pouco dos detivemos para uma caminhada floresta a dentro no Lynn Canyon e Ecology Centre. Estava um dia muito bonito. As trilhas são lindas. Um sanduíche sentados na grama, a visão do lago entre as montanhas, o verde e o bom humor, encerraram um dia perfeito. Hoje queremos ir a Victoria na Ilha de Vancouver. Deverá ser um lindo passeio!
Os filtros chegaram, podemos partir!
Finalmente os filtros chegaram. Acompanhamos todo o trajeto pela Internet e nos desesperamos quando vimos que ficaram retidos por dois dias em Cincinatti, Ohio. Quando abrimos o computador e vimos que já estavam em Vancouver corremos para o terminal de cargas da DHL e após alguns trâmites normais e ligeiros já estávamos com eles. Ufa! Alegria total. Dali saímos direto para a estrada.
Agora, estou escrevendo de uma cidadezinha do Alaska, Nenana. De tão pequena nem sempre aparece nos mapas. Para falar a verdade, um pequeno conjunto de casas. Esta é uma pousadinha super simples mas aconchegante embora a impressão tenha sido muito ruim. O dono, um americano simpático com toda a pinta de ex marinheiro, com tatuagem e tudo, nos falou que aqui é muito seguro, mas terminou por nos aconselhar a não comer no bar e sim no posto de combustível. Seguimos seu conselho. Estávamos no olho da rua pois havíamos deixado Fairbanks para trás, considerada por nós, sem atrativos que justificasse uma permanência mais prolongada. Paramos por aqui mesmo pois não sabíamos as opções até o Denali National Park.
Está frio, mas nada exagerado, sopra um vento e as muriçocas são bem grandinhas. Quem disse que as carapanãs da Amazônia são as maiores muriçocas do mundo? Um Autan e elas ficaram meio desarvoradas. Consigo escrever um pouco. São dez horas da noite e o sol está como o de cinco e meia da tarde no meu Ceará. Bem, voltando ao passado: estávamos saindo de Vancouver. A saída foi bem tranqüila apesar de passarmos pelo centro da cidade. Sinalização perfeita! Saímos pela 99, uma estrada bonita e alta. No início ela vai circundando um belíssimo fiorde cujas águas azuis e tranqüilas são um convite para parar e mirar! Tínhamos que seguir, já ficáramos muito tempo em Vancouver.
Passamos por uma cidade simpática chamada Whistler, uma importante estação de sky. Dormimos em Pimberton em um Bed & Breakfast super agradável. Os donos, um casal de idade, muito simpáticos, fizeram de tudo para tornar a nossa estadia ainda mais agradável. O sistema é bem prático. Pessoas alugam alguns quartos da casa, servem um café da manhã caseiro, coisa rara por aqui e vão trabalhar . Os hóspedes, é claro, têm que partir também. Adoramos.
De Pimberton pegamos a 97 para Prince George, onde dormimos. Lá encontramos um coreano que viajava de moto e que nos deu um mapa e dicas bem interessantes, apesar da dificuldade enorme para nos entendermos. Ficamos entusiasmados com a idéia de retornarmos até Prince Rupert, de Ferry, a partir de Scagway, um pequeno porto do Alaska, abaixo de Anchorage. Estamos trabalhando nesta direção. Tudo indica que é uma viagem muito bonita. De Prince George seguimos para Dawson Creek. Todas essas cidades são muito pequenas mas muito limpas, com um Centro de Apoio aos Visitantes com pessoas bem informadas e atenciosas.
O canadense tem se mostrado um povo muito simpático e bem mais descontraído que o americano. De Dawson Creek iniciamos nossa viagem pela histórica Alaska Highway ou Alcan. O Haroldo, já bem entrosado com os costumes, já carrega aquele copão de café que mais parece um chá tomado com canudinho e tudo. Quilômetros tomando aquela gororoba. Estamos felizes, apesar de todo dia ser um desafio, como dizia a Cristina. A Alaska Highway é longa, cheia de História, ora linda, ora monótona e cansativa. Conto no próximo capitulo. Me acompanhem na Alcan!
http://www.vovosmilenio.pro.br
Fonte:
Heloisa Helena Cunha Marques Cidade:
Canadá-EX-Canada Fotos: Heloisa Helena Cunha Marques Publicado: Berenice Correa Date: 21/12/2004
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