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Acompanhe a viagem de Heloisa para o Alaska feita entre os meses de abril à novembro de 2003 - Alaska Highway, Parte Final
Alaska: De 10 a 25 de agosto de 2003
Alaska Marine Hwy/De Haines a Juneau
Já estamos perto das Montanhas Rochosas, no Canadá, e eu ainda escrevendo sobe os dias no Ferry Taku que nos levou de Haines a Juneau, ainda no Alaska, e depois de Juneau até Prince Rupert no Canadá. Quando decidimos pegar um Ferry, pensávamos partir de Skagway. Como não havia vaga para o Troller, tivemos que partir de Haines. Foi muito bom. Haines é uma pequena e tranqüila cidade situada à beira do mais longo e profundo fiorde do Alaska, o Lynn Canal.
Logo que chegamos nos deparamos com uma grande praça, gramada, cercada de casas históricas, de madeira, pintadas de branco, telhados pontudos, alpendres e mansardas. Uma gracinha! Algumas dessas casas foram transformadas, pelos herdeiros, em hotéis ou em Bed&Breakfasts. Dessa praça, no alto, estendem-se as águas tranqüilas do fjord. Naquela mesma tarde demos uma volta no Lago Chilkoot, azul, cercado de montanhas bem altas. Vimos vários ursos marrons, que passeavam displicentemente com seus filhotes, e algumas águias. Tem tanta águia em Haines que tem até um Festival das Águias!
Muitas pessoas pescando. O peixe é o salmão e a isca é artificial. Acho que os peixes daqui são abestados porque lá no Ceará a isca tem que ser camarão e, de preferência, vivo! Esse é um comentário de uma não pescadora. Desculpem os entendidos! O certo é que um pescador menos profissional pega o salmão de cestinha! Vai lá, mete a cestinha e tá feito o jantar! Pegar salmão de cestinha, francamente! Os acampamentos funcionam em áreas dos ursos e as pessoas são avisadas sobre como se comportar ao se encontrar com um deles, de como guardar os alimentos e, assim, parece que a convivência é pacífica e não ouvi falar de problemas. No dia seguinte, fomos ao Lago Chilkat, com vistas para enormes glaciares que despencam no Canal em cachoeiras.
Quando embarcamos eram quase 18:00 e o dia ainda estava claro. Subimos para o solarium, nos instalamos nas cadeiras e ficamos observando o pôr-do-sol passar por nós, montanhas e glaciares. Cinco horas depois já estávamos em Juneau, a desconhecida Capital do Alaska (todos pensam que é Anchorage), que além de um grande glaciar, dentro da cidade, nada tem de especial!
Alaska Marine Hwy/De Juneau (AK) a Prince Rupert (CA) - 37 horas
Partimos de Juneau no dia 25 de agosto e eram duas e meia da madrugada. Estava bem frio. Muitos carros já na fila de embarque. Ficamos aguardando e conversando com algumas pessoas. Todos já voltando para casa. Fim de férias. O esquema do barco é o seguinte:
1 - As cabinas, pelas quais paga-se 143US$ além da sua passagem e a do carro.
2 - O Solarium, com cadeiras de plástico reclináveis ou não (aquelas de piscina). Algumas pessoas, principalmente os mochileiros, levam sacos de dormir, estendem sobre as cadeiras reclináveis, forrando antes com um isolante inflável, se metem dentro deles e dormem por ali mesmo, olhando as estrelas e sentindo o frio no rosto.
3 - A Sala de Observação, grande, bem na frente do Ferry com enormes janelas de vidro, cadeiras estofadas e não reclináveis. Parece uma nave espacial. Durante o dia as pessoas ficam olhando a paisagem e à noite estendem seus sacos de dormir no chão.
4 - A Sala de poltronas reclináveis que é pequena. Apenas vinte poltronas grandes, com um amplo espaço entre elas.
Dá perfeitamente para dormir. Algumas pessoas ficam sentadas durante o dia e estendem seus sacos de dormir à noite. Vale salientar que não há reserva de lugares. Os banheiros são limpos, aquecidos, com chuveiros ( leve sua toalha e sabonete). Restaurante para almoço, jantar e café da manhã, bar e amplos espaços para observação ou para caminhar. Embora haja alimentação no barco, que não está incluída na passagem, as pessoas podem levar sua comida ou comprar em cada parada. O acesso ao carro só é permitido quando o barco chega a algum porto.
Enfim, ótimo! Acho que bem melhor que os enormes navios para cruzeiros, cheio de gente, tudo certinho e muito caro. Pagamos por nós e o Troller 615 U$. Foram quatro paradas em pequenas cidades. Algumas pessoas descem para tomar o barco no próximo dia que ele passar por lá. Já compram com os dias determinados. Nas cidades alugam bicicletas, caiaques. Não tem erro. Com relação ao visto tem um detalhe importante: indo para o Alaska, embora sejam várias entradas, só é necessário o visto para uma entrada.
Só tirar o visto de várias entradas se for sair e entrar nos Estados Unidos, abaixo do Canadá. É que o visto de várias entradas é bem mais caro. Na noite do dia 26 vimos o planeta Marte. Ele estava enorme no céu, bem visível e vermelho. Estava tão brilhante que refletia no mar. Incrível! Chegamos a Prince Rupert, já no Canadá, na hora certinha, procuramos um hotel e começamos a nos organizar para os Parques das Montanhas Rochosas no Canadá. Já estamos nele, no entanto, depois das deslumbrantes paisagens do Alaska ... sei não!
http://www.vovosmilenio.pro.br
Fonte:
Heloisa Helena Cunha Marques Cidade:
Alaska-EX-USA Fotos: Heloisa Helena Cunha Marques Publicado: Berenice Correa Date: 21/12/2004
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