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Dicas II de Heloisa H. C. Marques ao Alaska

Acompanhe a viagem de Heloisa para o Alaska feita entre os meses de abril à novembro de 2003 - Pequena contribuição para facilitar sua viagem!!!

Embarcando o carro

Se prepare, esta é uma operação trabalhosa e cara! As dicas a seguir são para pessoas que vão sair pelo norte do Brasil. Quem vai para a América Central e do Norte, é obrigado a subir o Rio Amazonas de barco, pois não existem estradas de Belém para Manaus.

O que se faz normalmente é embarcar o carro em uma balsa. Ele vai ao ar livre, nos espaços entre as carretas e a duração é de cinco dias. Essa é a opção mais barata e desburocratizada, R$ 560, 00. Os membros da expedição vão de “navio” ou avião. Esta é uma viagem imperdível.

São cinco dias apreciando o coração da Amazônia. Você pode escolher entre viajar de rede, opção mais barata, nesse caso você tem que levar a rede e as cordas ou, “camarotes” com banheiro e ar condicionado, opção mais cara e mais cômoda. Leve lençóis e toalha de banho. O camarote com alimentação custa R$ 320,00 por pessoa. Quem viaja de moto pode levá-la no compartimento de cargas.

Também não existem estradas que permitam a passagem da América do Sul para a América Central. Obrigatoriamente o carro deve ser colocado em um container e embarcado em Cartagena na Colômbia ou, em La Guaira na Venezuela. Em ambos os casos, o destino será Colón no Panamá. Existem várias empresas de navegação. Veja em diários de bordo, endereços úteis.

A burocracia portuária é muito grande. É menos estressante contratar um corretor aduaneiro, tanto no embarque como no desembarque. Veja também em endereços úteis. O pagamento do container é feito em dólares, portanto, esse dinheiro você tem que levar. Veja o que é melhor, pagar na saída ou na chegada do carro. Usei as duas maneiras.

Embora não se deva pagar nada adiantado, gostei mais assim, porque já saí do Panamá com o Bill of Lading na mão (documento da empresa para o porto). Isso agilizou a documentação. Separe para cada embarque 1.200 preciosos dolaritos. Se você embarcar o carro em Cartagena, prepare-se para a vistoria mais rigorosa da sua vida. Toda a bagagem do carro é revistada peça por peça, além das portas, vidros, etc. Muitos cachorros, espelhos, enfim, uma operação que dura muitas horas debaixo de sol e muito calor. No entanto o porto é super organizado e limpo. O porto de Colón não é tão organizado e a vistoria não é rigorosa. As pessoas são super simpáticas. Nota dez para o vira latas que é utilizado para ficar cheirando tudo. É uma figura! La Guaira é zorra total, muita sujeira e desorganização.

Se você for de avião para o Panamá, vão querer lhe empurrar uma passagem de volta dizendo que é exigência. Convém espernear. Nós esperneamos, mas não teve jeito. Nunca pediram as tais passagens. Dinheiro jogado no mato. E já que estamos falando de passagens, se for atravessar a fronteira Venezuela/Colômbia, compre antes uma passagem de ônibus, de volta para qualquer lugar da Venezuela. Na fronteira da Colômbia só carimbam a entrada, no passaporte, se você tiver uma passagem de volta, que também pode ser comprada lá mesmo por quatro vezes o preço normal, e não adianta argumentar que está de carro, etc., etc. Este fato é relatado no boletim 10.

Segurança
Viajar pela Colômbia, América Central e México exige cuidado, mas são cuidados diferentes. Na Colômbia, a estrada pela qual passamos, ao norte, isto é, pela Península de La Guajira, é super vigiada por militares fortemente armados. Não há perigo. Nas cidades, é preciso cuidado. Andar sempre de táxi para visitar locais turísticos mais afastados.

Se for caminhar, a melhor coisa é não carregar nada à vista. São medidas importantes levar sempre só a xerox do passaporte (deixe o original em um lugar seguro) e não fazer câmbio na rua. Deixe filmadora e câmera fotográfica para outra ocasião. Se for tirar dinheiro em caixa automático é melhor ir de táxi e pedir para o motorista ficar esperando. Se for assaltado e levarem o passaporte, faça imediatamente um boletim da ocorrência e se afaste para sempre da polícia. A Embaixada Brasileira mais próxima emitirá outro passaporte.

A emissão depende do BO e será mais rápida se você tiver o número do que foi roubado. Fique frio, pirar não é preciso! Nas estradas e cidades pequenas da América Central, não senti perigo algum, mas por medida de segurança, estudávamos sempre o mapa para saber que cidades estariam no circuito a partir das quatro da tarde. Isto porque não são muitas as que oferecem opções de alojamento. Na Colômbia, ao invés de pararmos em Santa Marta, por estar muito cedo, fomos para Barranquilla. Deu a zebra descrita no boletim 10.

As fronteiras da América Central não são perigosas, são chatas, demoradas, muita gente tentando sobreviver, cheias de burocracia e taxas que a gente sabe que vão parar em algum bolso. A dificuldade está relacionada com a entrada do carro. Existem os “agilizadores de fronteira” que ajudam, mas convém combinar o preço do serviço, normalmente de U$5 a 10U$, e ficar de olho acompanhando todos os passos, pois assim é mais difícil inventarem taxas. Se você está de carro e vai enfrentar essas fronteiras vá cedo e arme-se de toda a paciência. Normalmente só se consegue fazer uma fronteira por dia.

No México, a polícia é perigosa. Os policiais, ao encontrarem alguma coisa errada, prendem seus documentos, fazem chantagem, inventam multas altíssimas, ameaçam rebocar o carro, prender todo mundo e vai por aí, até conseguirem a propina (aconteceu conosco). E não vale dizer que é turista! Portanto, se vai de carro e vai passar em cidades grandes, principalmente aquelas situadas no Distrito Federal vá com tudo em cima, procure saber da proibição de circulação dos carros, do rodízio de placas, se é necessário seguro e procure não mostrar os documentos originais e sim as xerox. Alguns estrangeiros que encontramos, levam documentos falsos. No caso de multa, entregam o documento falso como garantia, dizem que vão ao banco efetuar o pagamento e nunca mais voltam. Bem, achei esse negócio meio complicado, mas é verdade, falsificam até seguro, e como os policiais não lêem inglês, francês ou alemão... Não aconselho.

Seguros
Os países que exigem seguro oferecem o serviço na fronteira. Na Colômbia, não há informação de obrigatoriedade, no entanto me pediram várias vezes, e haja negociação, por isso é bom dar uma checada nisso. Nos Estados Unidos, Canadá e Alaska o seguro é opcional. Só fiz na ida. Cuidado com os seguros feitos na fronteira México/Estados Unidos. Podem não ser seguros. Não esqueça, de jeito algum, seu seguro saúde.

Alimentação
Esse é um ponto crítico. Na América do Sul, Central e México os preços são mais ou menos como no Brasil. Quando você entra nos EUA sente o baque. É tudo muito caro para nós. Chegamos a pagar cinco dólares por um cachorro quente. A cerveja, nem se fala! Esqueça café da manhã incluído na diária como em qualquer hotel ou pousada no Brasil.

A melhor coisa é ir às compras em um mercadinho mais próximo, levar para o quarto o fogãozinho de camping para esquentar o leite, fazer um sanduíche, um ovo mexido ou o que der. As saladas são também uma boa pedida para o jantar, sopa instantânea, macarrão, etc. Cuidado para não fazer fumaça. O alarme pode disparar e o fuzuê ser grande. Se quiser tornar ainda mais barato, inclua comidas instantâneas na sua bagagem. Para lanche na estrada leve frutas e muitas frutas. Lembre sempre que a situação é passageira, algum tempo depois estará em casa gozando das mordomias de um país cuja mão de obra é extremamente barata!

Hospedagem
Para quem não vai acampar (nosso caso), a melhor pedida são os hotéis de beira de estrada. Infelizmente, na Venezuela, Colômbia, América Central e México, os hotéis normalmente ficam nas cidades. No Canadá, EUA e Alaska, os motéis (hotéis de beira de estrada) são os melhores. Geralmente de grandes cadeias como Travellodge, Days Inn, Motel Six, Econolodge, etc.

A maioria tem máquina de lavar roupa e secadora, máquina de gelo, alguns têm microondas. Todos, sem exceção servem aquela gororoba que eles chamam de café. Cruzes! Nos Centros de Visitantes, que são encontrados nas entradas dos estados (EUA) e províncias (Canadá), pare sempre. Existem folhetos com preços promocionais. Apresente o cupom na hora do check in. Fique consciente, as diárias não são baratas. No verão então nem se fala! Se gostar do motel pegue um livrinho de endereços da rede. Nos EUA, ele informa até o número da saída na auto-estrada. Entendeu? Você vai e já sabe em qual saída há aquele motel. Muito prático.

Orçamento
Como é uma viagem longa, é muito importante estabelecer uma diária a partir do dinheiro que você dispõe. Com alimentação e hotéis simples pense em uma diária de 70U$ por pessoa. Faça um acompanhamento dia a dia e seja bem rigoroso, principalmente no começo da viagem. No fim dá para relaxar. Se você está gastando muito em um item, economize em outro. Se a diária de um dia ficou alta, trate de diminuir a do dia seguinte e nada de comprar supérfluos. http://www.vovosmilenio.pro.br/

Fonte: Heloisa Helena Cunha Marques
Cidade: Alaska-EX-USA
Fotos: Heloisa Helena Cunha Marques
Publicado: Berenice Correa
Date: 20/12/2004 <%insert_data_here%>
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   Aqui os Albuns e Fotos



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