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Rafael Gustavo Grassner é um cicloturista que se apaixonou por viagens de bike logo de início. Para ele, as cicloviagens são uma ótima opção para obter equilíbrio emocional.
Rafael sempre gostou de pedalar, mas além da paixão, ele descobriu diversas vantagens em andar de bike. Para ele, pedalar é um ótimo exercício para o dia-a-dia, uma grande possibilidade de agilidade no transporte e, também, uma forma muito econômica de se locomover. “Ônibus?? Nem pensar!!”
Depois de pedalar por um bom tempo em trajetos curtos, Rafael decidiu experimentar seus limites no cicloturismo. Assim, uma outra paixão, agora por viagens de bike, acabou surgindo depois do sucesso inesperado de sua primeira viagem. “Foi inesperado porque, apesar dos vários meses de preparação, eu nunca havia conversado com alguém que tivesse experiência no assunto”, explica. Sua primeira cicloviagem de longa distância foi de Buenos Aires a Curitiba, com um guia rodoviário no alforje e sem saber exatamente por quais problemas estaria sujeito a passar. “Felizmente a viagem foi ótima, e colocar o pé na estrada novamente era só uma questão de tempo”, comenta.
O grande responsável pela iniciação de Rafael no cicloturismo é seu “irmão de pedal” Valter Eduardo Chiodi. Juntos, eles pedalaram de Buenos Aires a Curitiba e de Curitiba até Brasília. Rafael viaja, geralmente, acompanhado pela questão da segurança. Mas fazer um longo trecho sozinho, para ele, é algo muito interessante e que deve ser experimentado.
Antes de iniciar nas viagens longas de bike, Rafael não praticava esportes, mas sempre gostou muito de caminhar nos finais de semana. Ele acredita que o contato com a natureza ajuda muito no alívio das tensões cotidianas e, também, propicia um bom exercício físico. Por isso, ele conclui que o equilíbrio emocional, proporcionado pelo contato com a natureza, acaba auxiliando mais nas pedaladas do que o próprio condicionamento físico.
Sua preparação para a primeira viagem longa de bike foi pedalar dois meses antes da viagem, praticamente todos os dias, cerca de 50 km. Nos finais de semana, ele carregava o alforje com um pouco de lastro e saía a pedalar para se acostumar com o peso das bagagens. Esta é uma boa dica que ele deixa a quem quer se preparar para uma cicloviagem.
Depois de ter percorrido o trajeto de Buenos Aires até Curitiba, Rafael permaneceu por alguns anos fazendo apenas viagens curtas. Foi então que, certo dia, lhe surgiu a idéia de pedalar de Curitiba a Brasília. Ele conta que esta viagem foi motivada pelas histórias ouvidas a respeito de seu conterrâneo João Dombrovski, que realizou este mesmo trecho de bicicleta em 1960, por ocasião da inauguração de Brasília, em julho de 2003. Passado algum tempo, após muito planejamento e expectativas, em janeiro de 2004, ele fiz uma outra viagem, desta vez de Viña del Mar até Montevidéu sozinho.
O principal objetivo de Rafael ao realizar cicloviagens é o turismo, entretanto, ele sempre aproveita para fazer uma “viagem interior”, ou seja, ele aproveita os longos momentos de pedaladas para fazer reflexões durante os passeios. Sem contar que, durante os trajetos de viagem, pode-se acompanhar muita coisa interessante. Ele destaca as 22 curvas dos “Caracoles”, tendo como fundo as Cordilheiras Chilenas, como a visão que mais lhe impressionou. Ele conta que, um pouco acima deste trecho, existe uma estação de esqui, com um lago muito bonito. “É um lugar difícil de descrever e impossível de esquecer.”
Na opinião de Rafael, o item mais importante a ser carregado em todas as viagens é o GPS, que deve ficar no guidão da bike. Segundo ele, este equipamento é muito útil para saber o horário do pôr-do-sol e o horário estimado para se chegar a próxima cidade. Além disso, ele sempre carrega um mapa rodoviário e todos os outros dados necessários para auxiliar na logística da viagem. Outro item indispensável é uma boa máquina fotográfica. Para que o ciclista não corra o risco de ficar empenhado na estrada se algum problema acontecer com a bike, ele diz que é interessante ter um jogo completo de ferramentas. “Um kit de primeiros-socorros também é necessário. O resto é conforto”, acrescenta.
Algumas dicas básicas de Rafael para quem quer encarar a estrada de bike: “Atenção no trânsito e nos buracos é um conselho dispensável, de tão básico. Um cuidado que não é tão evidente, mas preocupa bastante, é com relação à segurança. Deve-se prestar bastante atenção nas chegadas às cidades, nos hotéis e a veículos parados no acostamento.”
A próxima viagem de bike que está nos planos de Rafael está prevista para ser realizada dia 15 de janeiro de 2005. “Vamos pegar um ônibus até Assunção e voltaremos pedalando até Curitiba. Iremos eu e o Edson Ossamu Kageyama.” Ele diz que ainda quer pedalar do Oiapoque até Brasília e, também, conhecer todo o litoral brasileiro, além de ter muita vontade de conhecer a Bolívia. Isto, para um futuro próximo.
Todas as experiências de Rafael estão em sua página pessoal na internet:
https://rgg.homelinux.com
Equipe INEMA
Fonte:
Rafael Gustavo Gassner Cidade:
Curitiba-PR Fotos: Rafael Gustavo Gassner Publicado: Tatiana Lopes DATA: 22/12/2004
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