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Acompanhe a viagem de Heloisa para o Alaska feita entre os meses de abril à novembro de 2003 - No Caminho dos Maias: Parte 1 e 2
Estados Unidos: De 18 a 26 de setembro de 2003
México: De 26 de setembro a 10 de outubro de 2003
Parte 1
Enfim Palenque!
Depois da chuvarada, Palenque foi, além de um importante Sítio Arqueológico Maia, tempo de enxugar roupas, sapatos e limpar o carro.
Na baixa estação, escolhemos um bom hotel com excelente preço. Recuperamos nossas forças e fomos à Zona Arqueológica, situada a poucos quilômetros da cidade.
Palenque, no meio da selva é como Tical na Guatemala. As construções grandiosas cercadas por uma névoa e pela selva lhe conferem um ar misterioso e severo, quase uma vontade de ficar de joelhos. Impressionante!
Aqui viveu o grande Pakal, que reinou durante 68 anos. Uma reprodução da tampa do seu túmulo, abre o Parque. Pakal está sobre figuras estranhas. As figuras foram vistas pelo autor de “Ëram os deuses astronautas”?, acho que Von Deniken, como se Pakal estivesse pilotando uma nave. Bem, nosso guia explicou tudo direitinho. Pakal ressuscita, deixando o infra mundo.
Deniken achou mais fácil criar deuses extra terrestres e, ganhou bastante dinheiro com seu livro cheio de explicações mirabolantes. Solenemente, como todos os outros visitantes, admiramos o Templo do Sol, o das Inscrições, nos sentamos na Praça Principal, vimos alguns arqueólogos trabalhando em novas escavações, pensamos e voltamos ao nosso mundinho. Quando saímos, para visitar o Museu, Pakal e a Rainha Vermelha voltaram a descansar. Nem é preciso dizer que nós também. Estávamos exaustos.
Parte 2
Uxmal e Chac o deus da chuva
Depois do ar solene de Palenque, Uxmal (pronuncia-se, ushmal, o “l” com a ponta da língua no céu da boca) me pareceu alegre e descontraída com suas espetaculares construções, de tonalidade levemente rosada, expostas ao sol. O problema sério de água era resolvido por preces a Chac, o deus da chuva.
Quando ela chegava, era armazenada em enormes cisternas, ao contrário dos outros Sítios que eram abastecidos por cenotes (poços naturais ou rios subterrâneos). Para os arqueólogos é ainda um mistério o uso de muitas das construções e os nomes delas, a meu ver, não têm nada a ver, são nomes dados pelos espanhóis. A forma ovalada da Pirâmide do Mágico é surpreendente. Vê-la através dos imponentes arcos Maias é mais do que eu sonhara.
Os detalhes são primorosos e conferem ao Palácio do Governador e ao Quadrilátero do Convento uma leveza impressionante. O deus Chac está presente em todos os edifícios e, em profusão. À noite voltamos para o espetáculo de luz e som. A história de Uxmal é contada, à medida que as construções são iluminadas, de maneira discreta e competente. E de tanto invocarem Chac, parece que ele resolveu mandar a chuva acumulada em dois mil anos.
Ela caiu, o espetáculo não havia terminado. Ã princípio mantivemos uma certa dignidade, colocando as capas, nos mexendo para lá e para cá, depois arregaçando as calças e correndo, sem classe alguma, como se todos os deuses do infra mundo estivessem no nosso encalço. Encharcados, descabelados e arfantes (meses sem fazer exercício), chegamos ao hotel, que fica pertinho, onde tratamos de tirar nosso Jack Daniels. Um bom trago nos esquentou. Estávamos absolutamente molhados. Também quem mandou pedir tanta chuva a Chac!
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Fonte:
Heloisa Helena Cunha Marques Cidade:
México-EX-Mexico Fotos: Heloisa Helena Cunha Marques Publicado: Berenice Correa Date: 22/12/2004
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